É fazer as contas, como dizia outro


Rui Rocha,

Fazendo umas contas por alto, um ano tem cerca de 250 dias úteis. Se tivermos em conta que o direito a férias remuneradas corresponde a 22 dias por ano, sobram coisa de 228 dias úteis para trabalhar. A redução do horário de trabalho na função pública para 35 horas semanais corresponde a menos 1 hora de trabalho por dia. Isto é, o empregador Estado acaba de somar aos 22 dias úteis de férias normais mais uma “dispensa” equivalente a cerca de 28 dias por ano (1 hora x 228 dias de trabalho / 8 horas diárias de trabalho = 28,5). Exacto. É o que acabaram de ler e que repito para o caso de não ter ficado claro: é de uma medida equivalente a um acréscimo de 28 (vinte e oito) dias de férias anuais para cada funcionário público que estamos a falar.

0 comentários em “É fazer as contas, como dizia outro”

  1. Tudo isso é indiferente, pois, como se sabe, e eu ouvi dizer, nada disso há-de ter influencia na despesa!!

  2. Também fez essas contas quando se aumentou o horário de trabalho?
    Ou só há moralidade para um lado?

    Havia uma anedota com esse tipo de contas:
    Um ano tem 365 dias.
    A trabalhar 1/3 do dia trabalham-se aproximadamente 365:3=122 dias,
    108 são fins de semana. 122-108= 14 dias,
    com 22 dias úteis de férias ficam 14-22= -6 dias.

    Todo o trabalhador deste país deve 6 dias por ano ao patrão.

    1. O xuxa Costa, Capataz da Geringonça, quer institucionalizar o triunfo dos Porcos – todos iguais, mas uns mais iguais que outros. As excepções serão umas vacas voadoras, que vão poisando de acordo com a taxa dos saneamentos politicos em curso! Os outros, menos iguais, que trabalhem para sustentar o circo da xuxalada e do “Beau Monde” da Capital e Academias….

    2. As contas são as mesmas, antes e depois: um funcionário público trabalhava e voltará a trabalhar menos o equivalente a 28 dias por ano do que um do sector privado.

      1. Aprenda a fazer contas.
        A maioria dos trabalhadores dos serviços no privado não trabalha 40 horas.

        De qualquer modo parece que diminuir o tempo de trabalho sem alterar remunerações é imoral porque provoca sobrecustos que todos pagamos, já aumentar o tempo de serviço sem aumentar o vencimento é normal porque são outros que pagam.

        1. E qual é o seu fundamento para dizer que a maior parte dos trabalhadores dos serviços no privado não trabalham 40 horas por semana?

          1. Jo deve estar a falar dos que não conseguem arranjar melhor do que um Part Time no privado e, com horário incompleto, acabam por nem receber o ordenado mínimo, ao contrário do trabalho no público, ai de quem lhes baixar o ordenado mas, para poder trabalhar menos horas, estão sempre prontos a voltar aos “good old days” de um país “rico e próspero” 😉 No tempo em que, o dinheiro, dava para uns se encherem à conta de estradas, rotundas, muito cimento, alcatrão, derrapagens nos orçamentos mas, onde Nunca se esqueciam das próximas eleições, distribuindo “umas alcagoitas e uns tremoços” aos dependentes do Estado, até ao dia que se chegou ao “fundo do saco” E neste campo gostaram, sempre, de repetir a dose. O rácio sempre foi pior que um Ali Babá para cada quarenta ladrões 😉

            Agora o que parece ninguém notar é que, com os impostos escondidos, não é só meter menos gasolina, porque essa não me aquece nem arrefece, faço o que o “paizinho” manda, ando a pé, o pior é que os bens essenciais, a comidinha, cada vez compramos menos com o mesmo dinheiro.
            Olhando para isto e para o aumento do desemprego, cá na santa terrinha, basta um ilusionista otimista que dá com uma mão e tira com a outra e a malta entre meia dúzia de campeonatos, nem tem tempo de fazer contas e como é preciso manter a boa disposição basta ouvir António Costa: “Espero que vinguemos o Europeu de 1984”. Pois… “está bem, abelha”, até me faz recordar aquela cantiguinha do “a mim não me enganas tu, a panela ao lume e o arroz está cru” 😉

      2. Essa lenga-lenga público versus privado é uma falácia.
        Há privados a trabalhar 40H, 37,5H, 35H e menos.
        Sempre houve diferença entre público e privado.

    3. És funcionário do estado logo se vê , e os trabalhadores privados
      não terão esse mesmo direito.
      É que somado o tempo que perdem para fumar no exterior mais as idas ao café
      as 40 já eram, os privados não podem sair da empresa nem parar para fumar
      porque será que os públicos o fazem na hora de trabalho.

  3. Se ainda têm dúvidas existem 2 tipos de portugueses: funcionários públicos e afins (menos horas de trabalho, cálculo de reformas mais benéficas, ADSE, etc)e trabalhadores do sector privado(40 horas de trabalho, cálculo de reformas mais penalizadoras e SNS.).
    Como já não acredito no pai Natal, não votarei nunca mais.
    Portugal precisa de ser reformado, a começar pelo ESTADO e suas corporações.

    1. Até aqui, o único comentário que acerta a 100%. Se reparar, quanto mais à esquerda, maior a desigualdade entre “filhos e enteados”, curiosamente o Estado vai ficando sempre mais “gordo e pesado” para os “enteados” pagarem. O que custa mais é ver a lavagem cerebral em que até se aceita a teoria de que, a redução de horário, não pesa na Despesa, ora se há um trabalho para fazer e se não se fizer por reduzir o tempo de trabalho, no final, lá terão de meter mais funcionários (aumentando a despesa) ou será que, afinal, há pouco trabalho para tantos funcionários públicos?
      Quando o Estado, só para funcionar, gasta cada vez mais, terá de aumentar impostos sobre aqueles que realmente produzem a riqueza de um País. O que não entendo é a esquerda acabar por ajudar a elite do 1% que quer os países endividados até “ao tutano” para, através da Dívida, poder controlar a política desses países. No fundo, tem sido a meta da U.E., primeiro era só um espaço para fazer trocas comerciais mas, curiosamente, acabaram, quase todos, por ficar mais endividados do que antes, porquê? Para os poder controlar e, não satisfeitos, ainda querem criar o caos com um êxodo de migrantes para acabar com patriotismos e, de vez, com a Segurança Social que tem de suportar as despesas desses migrantes (onde a maioria nem sequer é refugiada de guerra).

      Este debate da Inglaterra poder sair, francamente, só se eles forem parvos ou masoquistas, para quererem ficar na UE (a nós nem nos perguntaram se queríamos entrar) e há um filme que os Portugueses deviam ver porque, muitos deles, ainda devem pensar que o Parlamento Europeu serve para alguma coisa “democrática”, nem imaginam que escolhem políticos, só para “encher espaço”.
      YouTube:
      https://www.youtube.com/watch?v=UTMxfAkxfQ0
      BREXIT THE MOVIE FULL FILM

      Suponho que este meu comentário tenha a ver com o nome do Blogue: “Delito” porque, ultimamente, outros postes que, por aqui, tenho lido mais parecem de um blogue chamado “Nostalgia de Opinião” ou “Museu de Tempos Passados” ao contrário do que se passa no Mundo, mais à beira do colapso, Financeiro e de Valores. Curiosamente, do outro lado do Atlântico, há quem não esteja distraído sobre eventos que, por cá, ninguém parece saber ou fingir que não sabe.
      YouTube:
      https://www.youtube.com/watch?v=qP_5NLiAn4M
      World Leaders Attend Demonic Ritual At A Tunnel Ceremony? WTF!!

      1. E, já agora, aproveito para mais um pequenino Delito 😉
        deixar algo que nunca passará nas nossas notícias, talvez uma das verdadeiras razões para a Câmara Municipal de Lisboa ir gastar 3 Milhões de euros numa Mesquita talvez, “alguém” que frequenta as reuniões do grupo bilderberg, já saiba mais do que nós, sobre o nosso futuro:
        YouTube:
        https://www.youtube.com/watch?v=Tv05D3Yeg_k
        ISLAM IN EUROPE AND USA SHOCKING MUST WATCH اسلام امریکا و اروپا

      1. Justiniano não se canse a explicar coisas a adultos que nunca querem deixar de ser “criancinhas” porque isto de ser adulto, responsável pela sua própria vida, não é para todos, nada como nascer e morrer como mero “recipiente” do Estado e quanto a igualdade, o melhor é esquecer, a moda é outra, quem berrar mais alto ou fizer a birra maior, o papá Estado acaba por lhes fazer todas as vontadinhas 😉
        Naturalmente, eu daria a mão à palmatória se visse alguém, como o Sr. Arménio, pedir um empréstimo ao Banco (agora até era bom, os juros estão baixos) montar uma empresa, dar Muitos Empregos, com bons ordenados e todas as regalias que ele agora começou a querer exigir dos privados e depois provar como se consegue pagar impostos, ordenados e num horário, de preferência reduzido e, pensando bem, o melhor é o tal rendimento minino enviado para casa, algo que os Suíços já votaram contra. Querem mesmo transformar-nos em algo parecido com rebanhos, os “donos das quintas” é que sabem o que é melhor para nós, nada de mérito, esforço ou sonhos, somos todos iguais, algo muito apoiado por preguiçosos, encostados e garantidos, sabem lá dar valor ao que é, realmente, a Liberdade de poder escolher o nosso próprio caminho, as nossas regras, os nossos valores. Interessa é nivelar por baixo e, depois, é uma grande admiração sobre o que se passa na Venezuela. Se o risco, o mérito e o esforço não forem recompensados, encostam-se todos à “sombra da bananeira” e, no fim, quando não houver mais sítio onde cobrar impostos, estamos mal, porque nem temos, como a Venezuela, petróleo, nem gatos e cães de rua para comer. Mas já me esquecia temos, pelo menos, direitos e garantias adquiridas que, nem que se continue a gastar por conta dos que ainda não nasceram, “no problemo”, essas não podem falhar, até ao dia em que falhar Tudo. Com papas e bolos se enganam os tolos 😉

        1. Normalmente o que se tem visto no nossos grandes empresários é um grande empréstimo pedido ao banco com garantias dadas a amigos, um calote ao banco e os contribuintes a pagar a falência do banco.

          Entretanto o banqueiro e o empresário mandam escrever nos seus jornais (falidos) que os trabalhadores estão a ganhar demais e que é preciso evitar o défice.

          Se gostam de um estado mínimo mudem-se para a Somália ou para a Síria, lá não há Estado nenhum.

          Mas os nossos liberais querem serviço público de qualidade feito por escravos.

          1. Primeiro tente informar-se, antes de repetir coisas como “os papagaios” e isso já são argumentos velhos porque, o que vem por aí, para uma grande maioria é quase inimaginável.
            Por exemplo, outro assunto, sabe quantos empregos vão ser perdidos na Europa, EUA e Canada, na próxima década, só com a tecnologia e a IA (inteligência artificial)? Provavelmente não sabe e nem lhe interessa, portanto, de nada lhe adianta, tentar matar o “mensageiro”, porque factos são factos e estão cada vez mais perto, quase ao virar da esquina. Sabe que mais? Estou-me completamente a borrifar para argumentos desses. Isso de virar o assunto e mandar-me para a Somália é o que fazem os Sofistas, mas isso, já expliquei por aqui, há muito tempo atrás mas, posso repetir “Sofismo ou sofisma significa um pensamento ou retórica que procura induzir ao erro, apresentada com aparente lógica e sentido, mas com fundamentos contraditórios e com a intenção de enganar”.
            E até aposto que não viu nada dos links que deixei, eu sei… são coisas muito cansativas… melhor serão, umas novelas ou uns joguinhos de futebol.

        2. Ariam, o JO aceitou o seu desafio e vai criar uma empresa e pagar bem aos seus colaboradores, que terão horário reduzido.

          1. Os ou As Jo nem sequer se questionam sobre nada, falam de corrupção e, não percebem que quanto maior for o Estado e mais Poder tiver sobre Tudo e sobre Todos, maior será a corrupção. A política tem de ter em conta a Natureza Humana, basta ver, a quem saia a Lotaria, a quantidade de “amigos” que lhes aparece à porta e é só dinheiro, juntando isso ao Poder de controlar um país, já sabemos quem acaba sempre por pagar os desatinos.

            Não é por acaso que, na Suíça, os cidadãos têm um bom nível de vida, primeiro, não entraram na UE o que lhes roubaria o poder de decidir porque, por lá, o Estado não manda nada, tem sempre de fazer referendos. Gere mas não toma grandes decisões (onde não há Poder não há incentivo à corrupção). Claro que a Suíça continua na mira dos que querem destruir esse poder dos cidadãos para os poder amalgamar “no rebanho”. Começa sempre tudo, com ideias aparentemente boas, como esta última, de dar um rendimento base igual a toda a gente (mesmo não trabalhando) mas, como os suíços não são estúpidos e Veem o que se passa na Europa, votaram Não. Era o caminho mais curto para criar “encostados”, fomentar a preguiça e terem uma invasão de migrantes a consumir-lhes os impostos. Claro que, agora, correm o risco da tal elite do 1% que quer controlar o Mundo, lhes fazer a vida negra e atacar a sua própria moeda, como já foi feito noutros países. Soros, outro do grupo dos que nos quer transformar em escravos, desde atacar moedas de quem não se submeta, até financiar grupos que incitem à estupidez, usará, como de costume, todos os truques sujos.

            Estes Jos ainda não perceberam que se passa muito mais “debaixo do pano” do que aquilo que lhes é mostrado. Não é por acaso que a elite pensa que somos todos uns retardados, uns incapazes de controlar e decidir sobre o nosso próprio destino e que Eles é que sabem o que é melhor para nós, pudera, uma grande maioria cai em todas as armadilhas do facilitismo e ainda não entendeu que está a criar a sua própria prisão onde tudo é legislado, regulado, taxado, multado, já só falta, mesmo, regular o tamanho da ração diária e qual o lado do papel higiénico que se pode usar.

            Nota-se que este processo está a acelerar porque muita gente está a “acordar” e isso não lhes convém e, estamos praticamente no ponto da irreversibilidade, o Mundo será a grande quintarola controlada pelo 1% e se, como se tem ouvido, acharem que somos demasiados portanto, descartáveis e facilmente substituídos pela tecnologia como já está a acontecer, se alguém pensa que estamos mal e que bastam “uns paninhos quentes e uns caldinhos de galinha” não sabem mesmo nada sobre o Mundo onde vivem.

            Entretanto, estou só a aproveitar para “queimar os últimos cartuchos” da liberdade de expressão porque, um dos próximos alvos que até já está na “agenda do dia” da UE será o que se diz ou escreve na net. Os “dorminhocos” acordem e parem de acreditar em falsos profetas e em ilusões porque “o verdadeiro Inferno vem a galope” e entre muitos sites onde se fala sobre este assunto deixo dois:
            Google:
            http://www.spiked-online.com/newsite/article/the-eus-relentless-attack-on-free-speech/18417#.V1Z8Vjf2bcc
            New plans to tackle online hate speech pose a threat to us all.

            YouTube:
            https://www.youtube.com/watch?v=dnCHDyiJpd0
            EU, Facebook, YouTube, Twitter, Microsoft Threaten Free Speech

          2. Tudo o que se consome na Suiça é facturado e/ou registado. Não há praticamente fugas ao fisco. Se for beber um simples café, se for comer a um restaurante, tem o direito de não pagar enquanto na tiver o talão ou a factura. Não existe mercado paralelo. Se todos tivéssemos essa prática, seguramente as finanças públicas estariam equilibradas.

          3. E como pensa que isso acontece? Vem inscrito no ADN? O Exemplo tem sempre que vir de cima e, por acaso, temos tido uns políticos exemplares? Quer que alguém se sinta culpado por não pedir a fatura de um café enquanto vai lendo ou ouvindo, repetidamente, nas notícias sobre “eclipses” de milhões ?

            É tal e qual como na educação das crianças e dos adolescentes, não basta dizer para fazer assim ou assado, temos que praticar o que apregoamos. Sei de uma Diretora de Turma que obriga a pôr os telemóveis num saco e depois, enquanto os miúdos fazem uns exercícios, faz telefonemas e passa a vida a olhar para o smartphone. Isto ensina o quê? Se tiveres mais Poder podes abusar à vontade e acabam por estragar o trabalho de quem tenta educar. Neste campo, podia-lhe dar uma dezena de maus exemplos e, nem quero imaginar, quantos serão os que desconheço.

  4. Admn. pública é um valhacouto de calões.

    O costa devia ter mantido fp à rédea curta, salário com cortes, nada de progressões ou promoções.
    Como fez ppc/pp.

    Afinal, somos nós todos a alimentar essa cãozoada que não merece o chão que pisa.

    A começar pelos gajos da AT, SSocial e todos os demais comedores públicos de taxas, licenças e emolumentos: rua com os gajos! É corrê-los à pedrada…

    Podem ficar lixeiros polícias médicos e enfermeiros (estes até estão mais baratuchos).

    Não me farto de dizer aos meus filhos: “quando fordes grandes sejam privados – ninguém gosta de parasitas privilegiados”.

    1. Mas que boa ideia. Despidam-se todos os outros funcionários públicos (eu sendo um tipo pacífico, trocava as pedras por uns marshmellows ou no mínimo esponjas da louça, mas vá la). Comecemos pelo ministério da educação. Tudo para o olho da rua. Enfim, depois não haveria programa, calendário, aulas, escolas que cairiam aos bocados por não ser mantidas (algumas privadas viriam suprir as necessidades em Lisboa a Porto para quem pudesse pagar, mas duvido que em Seixo de Manhoses, Trigaches ou no Sardoal haja muitas escolas públicas…)
      No ministério da Saúde, corre-se com tudo menos com os médicos e os enfermeiros. Claro está que não vai haver ninguém para organizar os hospitais, elaborar os orçamentos e pagar aos funcionários (bom, já me tinha esquecido, não haverá funcionários para serem pagos). Também não se pode negociar e comprar medicamentos nem equipamento médico.
      O melhor será no ministério das Finanças. Um antro de chulos e chupistas. Todos à andar. Claro que como não há escolas, nem hospitais, nem transportes, nem bandeiras azuis na praia, também não há necessidade recolher impostos, pagar salários, manter edifícios públicos, dotar a polícia de armas, etc.
      Ah, já me esquecia do ministério do interior. Para que policia de segurança pública, fiscal, GNR… tudo supérfluo.
      Bem-vindo ao admirável mundo novo da patetice. Bem vistas as coisas, não é assim tão novo…

  5. Todo o esquerdalho tem duas ambições:
    – Ser funcionário público de um Estado que cresça de modo a que o mesmo venha a ocorrer com a família.
    – Que quem não é funcionário público aceite que deve não só pagar a sua existência como conformar-se a não viver melhor que ele, uma vez que o funcionário é por definição um altruísta que serve o público, quando os outros são impenitentes egoístas, que desavergonhadamente servem, não só o seu interesse, como são objectivamente lacaios do capital monopolista, e por tudo isso é justo que se lhes controle o rendimento!

    Importa notar que o dinheiro não é todo para eles: ocupam-se também em o distribuir por modo a que haja votos que os sustentem na sua noblíssima missão.

  6. Isto acontece porque já deveriam saber que o Tribunal Constitucional existe para dizer que normas da Constituição se podem violar, e por quem e quando.

    Há uns privados mais iguais que outros privados.

  7. Não é preciso ser Prémio Nobel da Economia para fazer bem contas. Um Prémio Nobel da Literatura também as fez.

    José Saramago – Apontamentos
    50 milhões de diferença
    14 de Maio de 1975

    “Imaginemos um português dos nossos, sem característica especial, pessoa comum. Ganha ele um ordenado que, por comodidade, suporemos ter um valor de 100. Por diversas razões, todas explicáveis, embora nem todas aceitáveis, as suas despesaa montam a uma importância cujo valor representaremos por 120. É claro como água que este homem é um homem endividado. Vai porém vivendo sem dar muita atenção ao que lhe acontece, porque ao canto da arca ou na conta do banco tem uma reserva de dinheiro que começou por ser confortável e hoje o é menos, Se este português é inconsciente, todos os meses irá buscar 20 ao mealheiro para pagar tudo aquilo para que os 100 não chegaram. Quando a reserva se acaba, é possível que o nosso homem se decida a pedir emprestado: resta saber se encontrará um ingénuo que a tal se preste, se lhe aparecerá um usurário para quem ainda haja perspectiva de usura, ou se, muito simplesmente, a solução não estará em um tiro na cabeça.
    Dirão os leitores que este quadro, tão explícito não traz qualquer novidade, pois é exatamente desta maneira que vive a maior parte dos portugueses. Será, ou melhor, bem sabemos que é. E também sabemos que um português maior, chamado Portugal, se encontra em situação muito semelhante, para não dizermos igual. Na verdade, conforme tem vindo a ser abundantemente explicado, o cidadão Portugal, entre o que produz e o que come, encontra, ao fazer as suas contas anuais, uma diferença de 50 milhões de contos, Bonita soma temos de concordar!
    Este distraído ( não ousamos chamar-lhe inconsciente) Portugal produz, com o seu trabalho, um valor a que chamamos 100. Muito ou pouco, seria bastante se não consumisse 150. O pior é que consome mesmo. E então que faz ele? Vai às reservas, claro. Com elas paga a divida que está entalada entre a produção e consumo, e assim vai vivendo.
    Pergunta-se porém: até quando viverá? Até ao momento de partir o mealheiro e não sair um tostão. Resta-lhe o recurso de pedir emprestado, naturalmente. Pedir emprestado não é vergonha nenhuma, sobretudo quando se pede para produzir. Mas este Portugal, se chegar ao tal ponto, não pedirá para produzir, uma vez que também não conseguia produzir aquilo que precisava: pedirá para sobreviver, e basta. E onde estará o ingénuo para emprestar? Desenganemo-nos: em questões de dinheiro não há ingénuos internacionais. Quanto aos usurários livre-nos deles quem puder. Que fica pois de sobra? O tiro na cabeça.
    Conclua-se daqui o que deve ser concluído. Ou carecemos do essencial, ou desperdiçamos no supérfluo. Se é o essencial que falta, trabalhemos mais para produzir mais. Se é o supérfluo que nos esgana, corte-se no supérfluo. O mais certo, contudo, é que tenhamos de produzir mais e de cortar nas bagatelas e no luxo. Por que se espera? Irá o país suicidar-se, gastando os últimos centavos em perfumarias machas ou fêmeas? Ou enfim acordamos deste sono ambulante?”

  8. JGMenos:

    Tem uma certa razão.

    Só que não é só a esquerdlha que pensa assim.
    Os meia-direita, também queriam ser fp.

    A verdade, verdadinha – é que cada qual olha o seu umbigo.
    O que até tem uma certa graça…

  9. Ufff e já viu os empregadores/Estado que dão também o horário de almoço? Melhor pôr as pessoas a trabalhar durante esta hora também.

    Extremismos à parte, eu até entendo que este possa não ser o melhor momento para uma medida destas, mas verdade seja dita, Portugal sempre esteve em crise. Portugal estará em crise, porque os anos que perdeu jamais serão recuperados e não é fácil alcançar os restantes países.
    Aceitemos isto. Aceitemos também que trabalhar 35 horas está mais do que bem. Vivo na Alemanha e apesar do horários ser de 40 horas (mas há mais férias), muitos alemães trabalham bem menos – opções do empregador. Eu acho bem.
    Chega de usar a crise para não evoluir!

  10. De facto quererem que acreditemos que esta medida não custará nada é fazer de nós parvos, só quem acredita em contos de fadas é que acha que isso é possível. Embora uma grande parte dos trabalhadores, especialmente os das Câmaras Municipais, nunca tenham efetivamente trabalhado 40h, a verdade é que esta medida tem custos, caso contrário o aumento para as 40h não teria sido uma poupança.
    Eu não acho mal que se trabalhem 35h no sector público, acho mal que não se criem condições para que o mesmo aconteça no privado, inclusive acho inadmissível que no mesmo local funcionários públicos e funcionários com contratos privados tenham horários diferentes, só por ai se percebe como esta desigualdade não faz sentido nenhum.
    Como disse, e bem, Luís Marques Mendes é impensável que trabalhadores que já estão sob proteção do Estado trabalhem menos horas do que aqueles que não estão, para não falar do conjunto de regalias acrescidas.
    É vergonhosa a disparidade que existe entre o sector público e o privado.

  11. Sr. Rui Rocha,
    o que acha do seu Patrão chegar ao pé de si e lhe dizer: “A partir de agora em vez de trabalhar 35 horas por semana, como está escrito no seu contrato de trabalho, vai passar a trabalhar 40 horas e sem aumento de ordenado.” Uma alteração unilateral do contrato de trabalho em que você não tem sequer uma palavra a dizer… O que diria? Como se sentiria?
    Sabe que, o que o anterior Governo fez (aumentar de 35 horas para 40 horas semanais de trabalho, unilateralmente) é ilegal??????
    E não são só os trabalhadores da Administração Pública que trabalham 35 horas semanais, há no privado muitas empresas que fazem o mesmo horário (eu tenho conhecimento de causa).
    Cumprimentos

    1. Por vezes, dou-me ao trabalho de ler todos os comentários, por pura curiosidade e, aqui, há palavras que, realmente, me fazem sorrir: “Está escrito”, presumo que seja a ferro e fogo para toda a Eternidade, quase como as Tábuas da Lei, entregues ao profeta Moisés mas, até essas, as originais tiveram de ser quebradas porque Deus teve de escrever outras mas, por aqui, está escrito e o resto são detalhes (mas só para alguns).

      Depois “ilegal” e aqui, tem sido uma maravilha, olhando para a História da Função pública mesmo antes do 25 Abril já houve de tudo, ganhavam pouco em relação aos privados, passavam a ter a compensação de mais dias de férias, depois do 25 de abril, houve aumentos sem cortar nos dias de férias, de 44 horas, não foi ilegal reduzir para 40 quando estavam escritas 44 (sem reduzir ordenado) e, nessa altura, penso que também não houve acerto nos dias de férias em relação aos privados. Foi sempre difícil seguir o que se passava na função pública, exceto as greves, sempre muitas. Nem dentro do próprio Estado as regras são iguais, houve ou há, uns com dias de férias dados por mérito (por não dar faltas durante o ano e, esta é hilariante) assim, a tal Lei escrita a ferro e fogo, tem sido uma boa maneira de muitos políticos subirem ao “poleiro” ou para se manterem no “poleiro”, antes de eleições.

      Não esquecendo, como muitos entraram para a Função Pública… “mérito”, laços familiares, companheiros partidários, favorzinhos, essas coisitas todas. Houve épocas que quase pareciam os Jogos Olímpicos de qual o Partido que metia mais funcionários públicos, coisas que talvez estivessem escritas nas Tábuas da Leis em letras miudinhas 😉 Houve uma altura que tinham primazia, de entrada, os retornados, depois os filhos de funcionários, suponho que houve de tudo, até quem se inscrevesse em Partidos políticos para poder entrar na função pública. Uma autêntica loucura que deu, a muitos, boas reformas em menos anos do que os privados. Até a fórmula das pensões ser diferente. Tudo legal, tudo escrito mas sempre num estilo de “Faroeste” e de uma grande “Coboiada” 😉

      Haja crise económica, resgates, há sempre uns com mais garantias do que outros. Igualdade? Isto é o País do salve-se quem puder e que se lixem os outros todos, até os que ainda não nasceram. Já houve a época do emprego garantido e vitalício ao contrário do privado onde nunca nada, esteve ou está garantido. Se for preciso, fecham as portas e vai tudo para a rua, ao contrário do Estado, esse nunca fecha, só tem de “espremer” mais um bocadinho os que não pertencem ao clube e, nem esses, sabem tudo e se há ou não desigualdades porque, a transparência, é só para os contribuintes, quanto ao funcionamento das gerigonças, aí, o segredo é a alma do negócio 😉
      Já me esquecia dos funcionários públicos em excesso, e de irem para casa com parte do ordenado e caiu logo o Carmo e a Trindade, os privados, esses, para casa, com sorte, só se for o papel para o fundo de desemprego porque, por esse, até podem ter que esperar. Um país que poderia ser, mesmo, “um jardim à beira mar plantado” mas, tão cheio de ervas daninhas é difícil pensar em flores.

  12. Visto do lado da poupança são menos 28,5 dias de INATEL para os sempre-os-mesmos-do-sindicato, poupa-se luz, poupa-se telecomunicações. A produtividade e criação de riqueza mantêm-se: é sempre igual zero.

  13. Caro Rui Rocha

    Para o caso de não saber, eu passo a explicar como isto funciona. É assim: no tempo das 35 horas, o meu salário era de 961 euros mensais. A partir do momento em que nos foram impostas as 40 horas, o meu salário passou para, exactamente, 961 euros mensais. Com as 35 horas, o meu salário/hora era de cerca de 4,60 euros. Com as 40 horas, o meu salário passou a ser 4 euros/hora. Acha isto justo? Se sim, mantenha a sua. Se não, faça o favor de se retractar no seu próximo “post”. Cumprimentos e… raciocínio.

  14. Viva!
    Depois de ler o post e de analisar os respectivos comentários, verifiquei que afinal o nosso querido rectângulo é um país cheio de tantos e tão bons economistas e afins… só é pena de estar como está!
    São destes post que a classe (que se apelida) política gosta! Porquê? Pra esvaziar os bolsos de todos com mais uns quantos “tax”!!!

  15. é verdade! para os burros o numero de horas é o único indicador de jeito. Porque não trabalhar 45 ou mais? triste país atrasado com esta gentinha…

  16. Boa tarde,

    Lamento informar que nem todos os fp trabalham 35h há os fp de segunda escolha que trabalham 40h (e que vão continuar a trabalhar) e que recebem menos que aqueles que vão passar a trabalhar as 35h. A desigualdade existe dentro do mesmo serviço e da mesma instituição não é só no privado

  17. As contas são fáceis de fazer. É pena que ninguém as faça onde precisam de ser feitas.
    Bom post.

    Com os melhores cumprimentos,

  18. Meus caros, façam as contas que fizerem, estiquem daqui, encolham de acolá, para mim isto tudo não é mais que um comunismo encapotado. O PS do Costa, vítima do anseio do poder deste artista da rádio, televisão e cassete pirata, não é o verdadeiro PS, é simplesmente um criado do BE e do PCP.
    E a propósito das “35 horas”, o tempo real de trabalho da grande maioria do funcionalismo público, salvo raras excepções, é +/- 60% do previsto. É o pequeno almoço, é o café, é o lanche e meia hora de preparação para a saída. Para trabalharem no sector privado, aproveitar-se-iam 30% dos actuais funcionários públicos.

    1. …esqueceu-se das idas ao W.C. que podem ser mais longas do que no privado… lá diz o velho ditado, “patrão fora, dia santo na loja” e o contribuinte que espere e se agarre… à senha da vez 😉

  19. Muito erradas estas contas. O governo não dá nada já que o que fez foi repor o que tinha sido tirado, unilateralmente pelo governo de Passos Coelho. A semana de 35 horas foi negociada pelos sindicatos com um do governos de Cavaco Silva, coadjuvado pelo então Ministro da Presidência, um tal Marques Mendes. Cavaco Silva, ele mesmo, assinou o diploma das 35 horas.

  20. Tenho de achar curioso e de elevada tristeza o facto de enfiarem todos os funcionários públicos no mesmo saco . Sou funcionário no sector da saúde e posso afirmar que não sei para onde me virar com tanto trabalho e as baixas por exaustão são constantes . Existem sectores que talvez não merecessem as 35 horas por são pouco penosos . Sou defensor de que sectores penosos sejam beneficiados pois não se pode comparar a pensosidade de um funcionário de uma secretaria com por exemplo a penosidade de um enfermeiro nas urgências do S. José na qual já estive a assistir á violência diária que lá existe… por isso tenham bom senso e ponham as coisas nos sítios certos sem fazerem comentários depreciativos sem saberem do que falam.

    1. Se tudo funcionasse com rigor, igualdade, imparcialidade, mérito… em vez deste desatino dos políticos só pensarem nas próximas eleições e servirem clientelismos, se fosse um Estado que só servisse para Gerir e tivesse menos Poder para evitar a corrupção (como o caso que já aqui falei, o da Suíça), se os privados, especialmente as pequenas e médias empresas, não estivessem sempre sufocadas por impostos, muitas vezes injustos e inesperados, num país de 10 milhões de alminhas, tenho quase a certeza que ninguém precisaria de trabalhar, nem sequer as 35 horas. Seja no sector público ou privado, neste “pantanal” , naturalmente, no fim, acaba tudo da mesma maneira, paga o justo pelo pecador.

  21. Como na maioria das autarquia o horário nunca saiu das 35h, está tudo bem.

    E que saiba, não sofreram sanções.

    As “cambras” não são Estado

    Os 4 órgãos de soberania podem dormir descansados – que o “povo” não critica.

    Quanto às “cunhas” para a fp…apenas para a fp…tá bem tá…eh eh eh

  22. Eu fiz umas contas por alto de quanto os portugueses têm que pagar por bancos roubados por uma corja de bandidos a que chamam a nossa ELITE e cheguei a esta redonda quantia, DE 50 BILIÕES, assim distribuidos: BPP, 4 a 5 MIL MILHÕES DE EUROS, BPN 8 a 9 MIL MILHÕES DE EUROS, BES 10 a 12 MIL MILHÕES DE EUROS, BANIF 4 a 6 MIL MILHÕES DE EUROS, CGD 8 a 9 MIL MILHÕES DE EUROS, mais uns 8 a 9 MIL MILHÕES DE EUROS para SWAP’s e PPP’s, sendo que a maior factura recaiu nos FP e nos reformados/aposentados. Já não há paciência para esta escumalha!

  23. O Estado unilateralmente, cortou salários, aumentou descontos contributivos, aumentou horário de trabalho – na FP e EPs.

    Na generalidade do sector privado, isso ocorreu unilateralmente?
    Ñão subiu o salário mínimo nacional?
    Não é a a dívida privada maior que a pública.

    A evasão fiscal concertada (ou não) existe na fp, contribuinte fiscal?

    Foi a fp que estourou a banca, construção civil, indústria e comércio?

    A cada um o que é seu.
    Cada um sabe de si.

    Debates deste tipo, não convence ninguém.
    As opiniões são como os pregos; quanto mais se martelam, mais se enterram.

    1. O isso ter acontecido, só existe um culpado: O Estado. Que com o seu péssimo quadro de funcionalismo público mais uma, entre mil e uma, não funcionou, nem funciona.
      Aqui só para nós, os que vão para o funcionalismo público, são aqueles que ninguém quer no privado.

  24. Muitos daqueles que o privado acolhe, não conseguiram entrar no público.
    Como desejavam.
    Em parte porque fecharam entradas.
    Natural, é pois, o ressaibiamento despeitado e invejoso.
    Terem de se sujeitar a analfabrutos e vigaristas de toda a espécie, que fecham e abrem “empresas” como cogumelos, insolvendo de cada vez, ficando a dever salários, impostos, contribuições à ssocial,etc.

    Isto quando vêm fp tratada com dignidade.
    Compreendo, muito bem.

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