… e é isto.


João Sousa,

 

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Será falta de noção da responsabilidade dos cargos que ocupam? Será falta de vergonha? Será a convicção de um poder absoluto que lhes permite tudo?

Ou será uma combinação de todas as anteriores?

 

PS: e não esquecer que naquela “comissão de honra” também está o presidente da Câmara do Seixal – igualmente merecedor das perguntas que fiz.

35 comentários em “… e é isto.”

  1. É o ‘à vontadinha’ socialista.

    Vigora a impunidade do clã socialista português, que não foi habituado a ser questionado e escrutinado pela comunicação social e ‘elite intelectual’. Pelo contrário, sempre contou com a conivência de ambas. E com a tolerância um tanto cobardolas do outro quadrante político, que durante 40 anos se absteve de apontar o dedo às misérias socialistas, por medo de represálias dos donos da liberdade.

    E vale o laxismo do povo português que no fim de contas não vê grande mal na promiscuidade entre política e futebol, nem reprova estas figuras tristes dos políticos. Com jeitinho até acham que estes mimos dados a dirigentes desportivos os humanizam, tornando os políticos mais próximos do simples adepto.

    1. O clá socialista sempre contou com a conivência da comunicação social e da “elite intelectual” porque uma grande porção delas faz parte desse mesmo clã – ou da corte que eternamente se move sua volta.

  2. Condecoração á vista
    Um 1º ministro ilegítimo à nascença com cartão de impunidade vitalícia.

  3. Essa combinação, sem dúvida. Com especial peso, decerto, dessa convicção de poder absoluto. Que o tem, materialmente. Enquanto pelo menos ele – eles – for sacrificando com sucesso todo um país ao Partido do Estado.

    Sempre achei que os dirigentes dos ditos “três grandes” (destes pelo menos) deveriam comparecer perante a Justiça por incitamento – incitamento continuado, impenitente, obstinado, relapso – à violência. À violência, pelo menos. À guerra civil, na verdade. Mas, já que “a bola” tem neste pobre país o peso absurdo que tem, pudesse isto agora levar a um verdadeiro movimento secessionista. Pacífico, claro, mas explícito. Estava justificado.

    Mas o Partido do Estado está em todo o lado e com peso dominante. Daqui por uns temos ninguém se lembra disto. Ou, lembrando-se, será olhado como um tonto, agarrado a insignificâncias.

    Costa

    1. Portugal está por engano na Europa. Quando a Pangeia se separou há quase 200 milhões de anos, ficou do lado errado do Atlântico – devia ter ficado ali na América Latina.

  4. Quem foi que disse mais ou menos isto:
    Até em rodada de copos numa taberna um ministro não deixa de o ser.

    1. Isso na altura serviu para demitir um ministro que apoiara Seguro nas eleições internas. Bastou ver as sucessivas performances de Costa no parlamento para perceber que o argumento nunca se destinou a aplicar ao primeiro-ministro.

  5. Aquela cabecinha encanecida que aparece atrás do primeiro-ministro, será a ministra da Cultura?

    1. Considerando muitos dos nomes que vieram a público como fazendo parte daquela lista de apoio, chamar-lhe “Comissão de honra” quase parece um exercício de sarcasmo.

    1. Essa analogia só falha por uma razão: o regime onde estas baratas medram não pode ser deitado abaixo porque não é um edifício – é um monte de fraldas sujas.

    1. Eu não me sinto defraudado porque, para me sentir tal, tinha que ter expectativas para defraudar – e eu nunca as tive em relação a este grupo de “tudo bons rapazes”.

  6. Costa cidadão, Costa PM.
    Faz lembrar o sketch do major Valentão.

    O ps faz o que quer, não tem oposição.
    O Benfica idem.

  7. O debate de que o Costa é o maior sortudo de sempre, ou então o mais hábil (habilidoso) político de sempre da nossa praça, tem assim um novo episódio. O apoio ao Sr Vieira pode ser tudo menos habilidade. O que é que ele tem a ganhar com este apoio?

    1. A questão de ele ser “sortudo ou habilidoso/manhoso” não tem razão de ser porque não são qualidades exclusivas: Costa é, de facto, politicamente o mais sortudo que já houve e também o mais manhoso com que nos tivemos de haver.

      O apoio a Vieira, algo que ele já dera duas vezes antes (uma quando estava em pousio na Câmara e outra já como primeiro-ministro), pode até nem ser mais do que a manutenção do seu habitual concubinato com os pilares do nosso “regime”. Mas, pelo menos, deixa-nos já com uma garantia: a de que o PS não apoiará Ana Gomes nem que ela se pinte de ouro (como se nós ainda tivessemos qualquer dúvida…)

  8. Pode ser que alguém agora avalie bem o despotismo deste PM. Não tem nada de democrata, nada de humildade. Como quem não quer a coisa, vai mandando em tudo sozinho e manobra com jeito o PR. Esta foto dá para o vermos por dentro. Olha se o Marcelo não lhe dissesse “amén”…- está-se nas tintas para a transgressão aos olhos dos portugueses. Falta de respeito!

    1. A maioria do eleitorado não se preocupa com os despotismos, nepotismos e outros ismos da casta que tomou conta disto. Uma larga fatia do eleitorado só tem uma preocupação: viver a sua vidinha sem muitas chatices e trabalheiras.

  9. Perante a pública, manifesta e incontida onda de felicidade e cumplicidade, entre Governo e futebol, tudo ao mais alto nível institucional, competentemente apadrinhada por um encarnado (quem sabe, atónito) Santo António … o que é que o povo quer mais ?????

  10. É mesmo o facto de ele pensar que uma coisa não tem nada que ver* com a outra que é o problema. Isto é genético.

    * E ao contrário da glossolália com que se iliiba a si próprio à frente de todos sem contraditório (o jornalismo complacente com estes chefes tribais não é menos vergonhoso) não se diz não tem nada a ver mas sim não tem nada que ver

    1. Isto é apenas mais um exemplo da ética republicana em que estes bons rapazes sempre se apoiam: a ética como sinónimo de legalidade. Se não há uma lei que os proíba explicitamente de fazer algo manhoso mas conveniente, então faça-se esse algo manhoso – e se houver, mude-se a lei.

  11. A juntar a isto, não se deve esquecer os ilustres membros do Conselho Superior do fc porto, com os quais ninguém se preocupou na altura, não obstante os cargos (ambos) e as eventuais incompatibilidades entre eles.

    1. Não é inteiramente correcto. Algumas pessoas manifestaram a sua discordância. Eu próprio fiquei desagradado. Se há alguma circunstância (muito ligeiramente) atenuante, e eu não penso que o seja, é o facto de o FC Porto não estar neste momento – que eu saiba – envolvido em casos legais da gravidade dos do Benfica e do seu presidente.

      Eu sou defensor de uma distância higiénica entre políticos e o futebol. Sempre tenho enaltecido a atitude de Rui Rio, quando esteve na Câmara do Porto, de cortar pela raiz o cordão umbilical que antes ligava a Câmara ao clube (embora, lá está, o cínico em mim também questionar se isso se devia ao facto de Rio ser um assumido simpatizante do Boavista).

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