É claro que existe


Teresa Ribeiro,

Para os seus detractores a monogamia é uma capitulação. Quem a escolhe, dizem, é porque  não tem sucesso com o sexo oposto ou coragem para viver. Da solidão de quem se casa consigo próprio não falam, ou se falam contra-atacam afirmando que a pior solidão é a que se vive a dois.

Mas eu digo que o amor verdadeiro existe. E não há nada mais invejável. Aos cínicos que argumentam que só os cepos aspiram à beatitude do amor honesto, contraponho com estes três exemplos.

Giros, talentosos e irresistivelmente monogâmicos, estes deuses pairam muito acima dos snifadores de emoções fortes, eternos agarrados, sempre de calças na mão. E se os considero irresistíveis é porque me encanta ver o espectáculo do amor limpo, adivinhar a qualidade e o carácter de um amante que se oferece em exclusivo, sobretudo quando tem todas as outras mulheres à distância de um… pssst.

 

Nas fotos, de cima para baixo: Daniel Day-Lewis (casado há 14 anos com Rebecca Miller) Paul Newman (viveu ao lado de Joanne Woodward 51 anos) e Johnny Depp (vive com Vanessa Paradis desde 1999). Sabe-se que Joanne nunca teve razões de queixa. De Rebecca e Vanessa por enquanto não se conhecem reclamações.

27 comentários em “É claro que existe”

    1. Fiel, Ana? Ainda há um ou dois anos Sting foi passar uns momentos de descontração na Reeperbahn em Hamburgo, depois dum concerto, e não consta que não tivesse tido companhia feminina. Aliás, impossível não a ter num local daqueles. Pelo que li Trudie Styler achou normal.

  1. Muito oportuno este post, Teresa.
    Há 10 anos, metia-me confusão assistir a relações descartáveis e não percebia o que os(as) motivava.
    Hoje, entendo-as muito melhor e tenho a certeza que procuram preencher um vazio que se torna cada vez mais vácuo a cada conquista.
    Quanto aos argumentos que invocam, é melhor nem dizer nada!

    1. Pois, Teresinha. Os argumentos são do melhor. Em geral atribuem à testosterona a causa das suas múltiplas infidelidades. Mas eu olho para estas fotos e não me parece nada que estes três tenham falta dela.

  2. Pois, Teresa – “giros, talentosos ” e fiéis – as respectivas mulheres, para além de sortudas, também serão talentosas, digo eu…;))

      1. Escreve Rosa Montero, no final do seu belíssimo romance “Instruções para Salvar o Mundo” que “a Humanindade divide-se entre aqueles que sabem amar e aqueles que não sabem”. Parabéns, Fernando. Quem conta com 27 anos de um casamento feliz só pode pertencer à metade mais invejável do planeta 🙂

  3. O facto de um casamento ser longo não implica dedicação exclusiva. Às vezes acho que as pessoas podem não ser monogâmicas ou fiéis na sua essência mas as pessoas que têm a seu lado podem conseguir esse feito nas primeiras. A relação que travamos com o outro pode modificar-nos para melhor e para pior.

    1. O que há mais é casamentos longos onde não há dedicação exclusiva, Leonor. Mas estes que eu citei são muito escrutinados. seria impossível não constar caso tivessem prevaricado.
      E claro que há pessoas que não são fiéis por temperamento e que um dia ficam mesmo presas a uma pessoa que não conseguem, nem lhes apetece enganar. Para mim isso é que é amor 🙂

  4. “sobretudo quando tem todas as outras mulheres à distância de um… pssst”

    Todas? Isso não é lá muito lisonjeiro para as mulheres, cara Teresa. Afinal, se há homens fiéis também (ainda) deve haver mulheres, não?

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *