Para os seus detractores a monogamia é uma capitulação. Quem a escolhe, dizem, é porque não tem sucesso com o sexo oposto ou coragem para viver. Da solidão de quem se casa consigo próprio não falam, ou se falam contra-atacam afirmando que a pior solidão é a que se vive a dois.
Mas eu digo que o amor verdadeiro existe. E não há nada mais invejável. Aos cínicos que argumentam que só os cepos aspiram à beatitude do amor honesto, contraponho com estes três exemplos.
Giros, talentosos e irresistivelmente monogâmicos, estes deuses pairam muito acima dos snifadores de emoções fortes, eternos agarrados, sempre de calças na mão. E se os considero irresistíveis é porque me encanta ver o espectáculo do amor limpo, adivinhar a qualidade e o carácter de um amante que se oferece em exclusivo, sobretudo quando tem todas as outras mulheres à distância de um… pssst.
Nas fotos, de cima para baixo: Daniel Day-Lewis (casado há 14 anos com Rebecca Miller) Paul Newman (viveu ao lado de Joanne Woodward 51 anos) e Johnny Depp (vive com Vanessa Paradis desde 1999). Sabe-se que Joanne nunca teve razões de queixa. De Rebecca e Vanessa por enquanto não se conhecem reclamações.




Infelizmente tornámo-nos consumistas, até no amor.
Podes juntar ao lote o Sting, orgulhosamente fiel e casado há muitos anos com a mesma mulher. Diz ele que o segredo é a prática do sexo tântrico…
Essa do sexo tântrico ele já admitiu que era uma chalaça. A este lote podem juntar-se muitos. Trata-se, felizmente, de uma imensa minoria.
Fiel, Ana? Ainda há um ou dois anos Sting foi passar uns momentos de descontração na Reeperbahn em Hamburgo, depois dum concerto, e não consta que não tivesse tido companhia feminina. Aliás, impossível não a ter num local daqueles. Pelo que li Trudie Styler achou normal.
Muito bem, Teresa
:)))
Feliz S. Valentim, Mdsol 🙂
Os amores descartáveis são mais amigos do ambiente.
Essa teve graça, J.J., embora eu não concorde.
Olhe que não, J.J. Os amores descartáveis até podem ser biodegradáveis, mas deixam lastro.
A perfeição existe.
Muito oportuno este post, Teresa.
Há 10 anos, metia-me confusão assistir a relações descartáveis e não percebia o que os(as) motivava.
Hoje, entendo-as muito melhor e tenho a certeza que procuram preencher um vazio que se torna cada vez mais vácuo a cada conquista.
Quanto aos argumentos que invocam, é melhor nem dizer nada!
Pois, Teresinha. Os argumentos são do melhor. Em geral atribuem à testosterona a causa das suas múltiplas infidelidades. Mas eu olho para estas fotos e não me parece nada que estes três tenham falta dela.
O Bono também é lindo e, segundo consta, um marido exemplar.
Pois, Teresa – “giros, talentosos ” e fiéis – as respectivas mulheres, para além de sortudas, também serão talentosas, digo eu…;))
Vou a caminho de 27 felizes anos de casado e a minha mulher ficou aí bem descrita !!
Escreve Rosa Montero, no final do seu belíssimo romance “Instruções para Salvar o Mundo” que “a Humanindade divide-se entre aqueles que sabem amar e aqueles que não sabem”. Parabéns, Fernando. Quem conta com 27 anos de um casamento feliz só pode pertencer à metade mais invejável do planeta 🙂
Queria dizer – “monogamicos” e não fiéis…;))
monogamia não é sinónimo de fidelidade. Eu sei !
Eu sei que sabe, dita dura. Mas quando classifico estes três de monogâmicos implicitamente estou a afirmar que o são não apenas oficialmente. Capice?
O facto de um casamento ser longo não implica dedicação exclusiva. Às vezes acho que as pessoas podem não ser monogâmicas ou fiéis na sua essência mas as pessoas que têm a seu lado podem conseguir esse feito nas primeiras. A relação que travamos com o outro pode modificar-nos para melhor e para pior.
O que há mais é casamentos longos onde não há dedicação exclusiva, Leonor. Mas estes que eu citei são muito escrutinados. seria impossível não constar caso tivessem prevaricado.
E claro que há pessoas que não são fiéis por temperamento e que um dia ficam mesmo presas a uma pessoa que não conseguem, nem lhes apetece enganar. Para mim isso é que é amor 🙂
Ok, será então isso o Amor :)))
Paul Newman, um homem para figurar no “Giro e Talentoso”.
Estava a pensar apenas nos vivos, mas tem razão, era muito giro e muito talentoso.
“sobretudo quando tem todas as outras mulheres à distância de um… pssst”
Todas? Isso não é lá muito lisonjeiro para as mulheres, cara Teresa. Afinal, se há homens fiéis também (ainda) deve haver mulheres, não?
Jaa, todas é uma maneira de falar, claro.
Eu sei. E até aposto que a percentagem não chega aos noventa e cinco por cento…
