E agora?


Ana Vidal,

Aposto que os arautos do bota-abaixismo vão descobrir imeeeeensos contras nestas medidas. E aposto que são os mesmos que gritavam que é preciso emagrecer o Estado. A coerência não é para todos, e há que ter sempre umas pedras de reserva para atirar.

16 comentários em “E agora?”

  1. Só ainda não sei o que vão fazer aos 1712 cargos dirigentes, isto é, 1712 pessoas. Vão para a rua (não é possível como se sabe)? Vão para outros lugares? Vão para a reforma?
    O que se sabe é que vão continuar a custar-me dinheiro.
    Passos, vê lá se tiras um coelho da cartola. Senão tenho que te chamar palhaço (outra vez).

  2. Será desta? Ou vamos ter mais como as direcções regionais de educação cuja extinção foi anunciada no mesmo dia em que o ministro nomeou os novos dirigentes das mesmas?

  3. Ele há sempre gente com uma pedra escondida na mão e, na ausência de argumentos (contra factos!), assobia para o lado de ressabiamento.
    Então não é que eles cortaram mesmo?Bolas!Ora… deixa cá ver… e que tal se agora lhes atirarmos à cara que extinguiram os cargos mas existem as pessoas(aquelas da má encenação de Braga)?Boa malha, pensam eles!
    Na realidade deixei de pasmar com esta gentinha pré, pós e pró socrática.Não tenho pachorra!!!

  4. Os mesmos que exigiam “cortes, cortes”, inflamam-se agora contra os “cortes cegos” e exigem “análise aprofundada”. Ouvi um deles proclamar hoje: «Os cortes têm que ser feitos com critério.»
    Nada que nos surpreenda afinal.

  5. O caminho é relativamente claro, doloroso que seja. Mas o Portugal de hoje é doloroso para todos. Depois de um PRACE tão acidentado e tão pouco isento nas suas escolhas, acredito que o PREMAC tenha condições para cortar bem. E dê condições à administração pública para trabalhar com eficiência, libertando-a do sufoco regulamentador em que (sobre)vive: isso não custa dinheiro e solta energia criadora. Vulgo: dêem-lhe meios para atingir os fins.

      1. Peanuts!

        E foram os últimos:

        “Pedro Passos Coelho voltou a sublinhar que o financiamento da redução da TSU, ou seja, as compensações das perdas sofridas pela previdência social com a descida da taxa, “só poderá vir da reestruturação do IVA”, porque do lado da despesa “não são possíveis mais cortes adicionais”. “

        http://sicnoticias.sapo.pt/especiais/portugal2011/article755877.ece

        Pois é preciso manter a clientela.

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