0 comentários em “E afinal”

      1. Na realidade o BE foi uma grande surpresa. Eu que gosto de fazer contas e de analisar o cenário sociopolítico-eleitoral (que fiz, e até apresentei números que davam a vitória do PS com um intervalo entre os 9% e 15% – números de variação que se confirmaram sólidos – e afirmei que os votos do BE e PCP não seriam como as sondagens diziam) nunca pensei que houvesse votos a migrar da coligação para o BE. Sim, existiu esta migração. Catarina Martins conseguiu o que se propôs. Ela é a verdadeira revelação.

        Se somasse essas percentagens à do PS (32,38%) obteríamos, deduzidos os 4 pontos percentuais de aumento expresso no resultado, cerca de 46%, isto é 10 PONTOS percentuais sobre o resultado obtido pela Coligação.

        A coligação cai 14% face a 2011 o BE sobe cerca de 6 pontos, para 10,22%. Afinal a taxa de abstenção foi mais elevada, e eu tinha apontado um cenário de “normalidade”.

        Enfim, JAA, a partir de agora estamos todos na mão do parlamento e não do PR.

  1. Incrível… havia de haver algum dia em que isto podia acontecer.
    Até um relógio parado acerta nas horas duas vezes por dia.

    1. É um comentário algo injusto. Repare na tabela inicial do post de Pedro Magalhães para que remeto: verificam-se alguns desvios (seria interessante perceber se são sempre as mesmas empresas de sondagens a causá-los) mas, globalmente – e pelo menos nas legislativas -, acertou-se mais do que se errou.

      1. Excepto a empresa do costume, que até há duas semanas insistia na tese do “empate técnico” com ligeira vantagem socialista. Há tradições que não se perdem.

      2. Não é um comentário injusto.

        Por exemplo, olha o que ele diz:
        Logo, não coloca o PS tão baixo como na média aritmética das últimas sondagens, nem o BE tão alto.

        Ou seja, como é da praxe, em vez de serem objectivos, quiseram pôr o bedelho, que é normalmente quando erram deliberadamente.

        Sabendo alguma coisa de como funciona essa malta, é preciso notar que podiam acertar mas erram, nem sempre porque são estúpidos, mas mais porque dá jeito.

        Sei, de saber, que os dados são repescados, para dar o resultado que o nariz cheira, ou o ouvido manda. Há pouco de objectivo, mas há imensa tanga para o disfarçar.

        Por isso, pegando nas sondagens e no que conheço da cambada, percebi que sem dúvida o PSD/CDS poderia ganhar com vantagem – mas isso já tinha percebido quando o Tsipras cedeu, e sem nenhuma sondagem, escrevi-o aqui em Julho. Maria Luís ganhou as eleições ao posar na foto com Schauble.

        Ao contrário das sondagens, também disse aqui na sexta que o BE iria surpreender… e se exagerei pela metade, é porque pensei que essa malta das sondagens estava a fazer o jogo bipolar. De facto negligenciou o BE, mas não tanto quanto pensei.
        Depois, também é um mistério como a coligação sai tão bem, mesmo depois da campanha total que os media fizeram contra ela. E como vês, aí ele dava 4% de vantagem e foi quase 8%… portanto, dizer-se que acertou é mais dizer que não erraram tanto quanto é costume.
        Entre o que eu previa, e qualquer pessoa podia prever, só exagerei muito no resultado do BE. Por isso, continuo a achar que o trabalho dessa malta serve de pouco, ainda que sirva muitos.

        Por exemplo, com esta prestação sofrível, vão-se sentir nas nuvens para agora inventar resultados sobre as presidenciais… é típico. Tudo gente muito pobrezinha da mona, a começar por esse Pedro Magalhães.

  2. Ao menos isso, já bastava a manipulação na Grécia e a confusão no Reino Unido, veremos o que se irá passar na Espanha.

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