É a vida


Pedro Correia,

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 Stefan Lofven, o primeiro-ministro sueco

 

No discurso de encerramento do congresso do PS, domingo passado, António Costa iniciou a sua intervenção com uma referência especial a um parceiro ideológico: o primeiro-ministro da Suécia. “Quero agradecer as mensagens tão calorosas dos nossos camaradas socialistas europeus, a começar na mensagem do novo primeiro-ministro da Suécia, o mais recente socialista a dirigir um governo da União Europeia”, declarou o secretário-geral do PS.

Três dias depois, a frágil coligação liderada pelo Partido Social-Democrata caía devido ao chumbo do orçamento para 2015, instalando-se o “caos político”, segundo a definição do Guardian, ou a “pior crise política em décadas” em Estocolmo, de acordo com a versão do Financial Times. Foi o segundo governo mais curto na história da Suécia.

O cenário? Novas eleições já em Março. Este escrutínio poderá resultar na progressão eleitoral do partido populista Democratas Suecos, defensor de uma alteração radical da política de imigração no país, que tem uma das maiores percentagens de estrangeiros per capita na Europa entre os seus habitantes. Novas dores de cabeça para Stefan Lofven, o émulo sueco de António Costa.

É a vida, como costumava dizer um socialista muito habituado à ingrata, exigente e espinhosa arte de governar.

12 comentários em “É a vida”

  1. que tem o maior número de estrangeiros per capita entre os seus habitantes

    Uma pesquisa rápida na wikipedia informou-me que a Suécia tem 15% de estrangeiros enquanto a Suíça tem 20%. Um país como o Luxemburgo, reconhecidamente bastante mais pequeno, tem só em portugueses tantos imigrantes como a Suécia. Isto só na Europa – nem falemos dos países árabes com grandes maiorias de população imigrante.

    1. «The Sweden Democrats are shunned by all parties for their stance on immigration. The country of 10m takes more immigrants per capita than any other European nation.»
      (Financial Times, 3 Dezembro)

      Cada um confia nas suas fontes. Eu prefiro como fonte o FT à Wikipédia.

      1. As fontes não são necessariamente contraditórias. O FT fala do atual fluxo de imigrantes. A wikipedia fala do número de imigrantes já existente. Um coisa é o stocl«k total de imigrantes existente, outra coisa diferente é a taxa à qual atualmente se processa a imigração.
        De qualquer forma, a frase no seu post não está de acordo com a do FT, pois fala de um stock e não de um fluxo.

        1. Esse é um aspecto secundário do meu texto. Mas alterei para “uma das maiores percentagens”, concedendo que o Luxemburgo e a Suíça têm mais população imigrante (ou fluxo migratório) ‘per capita’ que a Suécia. Ainda assim, o tema é suficientemente polémico para desencadear paixões políticas no país que tem uma longa tradição de acolhimento de estrangeiros, nomeadamente refugiados por motivos políticos ou económicos.

      2. o pc já foi jornalista, quem diria, agora segue a fonte que lhe dá mais jeito, tal qual aqueles footelolistas que chutam com o pé que está mais à mão.
        enfim , critérios de dredibilidade (e eu a perder tempo com estas tretas, porquê?)

        http://www.oecd-ilibrary.org/sites/factbook-2013-en/01/02/01/index.html?itemId=/content/chapter/factbook-2013-6-en

    2. Já agora, acrescente-se que a Suíça tem, além dos imigrantes propriamente ditos (estrangeiros que residem na Suíça), uma data de estrangeiros que residem nos países vizinhos mas que trabalham na Suíça. Porque os preços na Suíça são muitíssimo superiores aos da França ou da Alemanha, há montes de pessoas que, trabalhando na Suíça, vivem nesses outros países. Pelo que, o número de estrangeiros na Suíça é muito superior ao número de imigrantes.
      Nada de similar ocorre na Suécia.

      1. Os paralelos não são fáceis de estabelecer porque os fundamentos das estatísticas oficiais diferem de país para país.
        A França, por exemplo, deixa de considerar imigrantes todos os oriundos de outros países que obtenham cidadania gaulesa. A Alemanha exclui destas estatísticas as pessoas de origem germânica que nasceram e viveram durante várias gerações além-fronteiras. Uns países consideram estrangeiros os filhos dos imigrantes, mas outros não.

  2. Ele é o Holland, ele é o Lofven, ele é a descida dos juros, a descida do crude, a eficiência da luta anticorrupção; o nosso daosebastiao Costa anda mesmo com alguma falta da sorte dos vencedores. Eu cancelava a encomenda da maquina de nevoeiro.

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