Duas notas rápidas sobre o Bloco de Esquerda


escafandro,

No debate desta noite, com Pedro Passos Coelho, Francisco Louçã atacou o PSD, ignorando quase sempre o PS. Não percebo porquê. O Bloco não disputa eleitorado com o PSD. Disputa-o (e disputa-o ferozmente) com o PS. Jerónimo de Sousa, que tem as mesmas preocupações, mostra um imenso cuidado em abranger PS e PSD na maioria das críticas que faz. De os tentar tornar quase iguais. Louçã escolheu atacar apenas o PSD. Sócrates agradece.

 

Se o Bloco tiver um mau resultado, a liderança de Louçã poderá ficar em risco. Mas, sem Louçã, o Bloco afundar-se-á ainda mais depressa. A menos, talvez, que Miguel Portas (teria uma certa piada, assistir a um frente-a-frente entre os dois irmãos) ou, eventualmente, Rui Tavares avancem para a liderança.

4 comentários em “Duas notas rápidas sobre o Bloco de Esquerda”

  1. Claro, que jeitinho te dava a ti e à burguesia ter à frente do BE um moderado tipo Portas ou um anarquista ainda mais moderado tipo Tavares.

    1. Anónimo: a minha opinião está expressa no post – eu acho que o Bloco se afundará mais depressa sem Louçã e sem um dos dois “moderados” que referi. Mas, enquanto “burguês”, isso até me parece positivo.

  2. O (in)sucesso do BE nas próximas eleições está traçado. Logo, interessar-lhe-á granjear votos à direita independentemente do seu destino à esquerda.

    1. Não me parece que haja muita gente indecisa entre votar no PSD (ou no CDS) ou no BE, Sílvia. Não sei se Louçã não está simplesmente cansado e – pela primeira vez – antecipadamente derrotado (aí concordo consigo). Talvez (caramba, se com isto eu não conseguir uns quantos comentários agressivos, desisto) esteja a ficar fora de prazo – afinal, considerando apenas os cinco principais partidos, é o líder há mais tempo no cargo.

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