A desesperança é o que mais dói nestes tempos. Sem escolhas, sem ver quando as coisas melhorarão. Tenho metade da família desempregada, e dói-me ver que os braços começam a não se querer levantar.
A desesperança é o que mais dói nestes tempos. Sem escolhas, sem ver quando as coisas melhorarão. Tenho metade da família desempregada, e dói-me ver que os braços começam a não se querer levantar.
Exactamente aí reside o maior choque também para mim.
Não existe nada pior que não acreditar no futuro e na esperança que tempos melhor vão chegar…
e mesmo quando queremos dizer aos mais frágeis, aos familiares ou amigos que isso vai acontecer, fica um nó no estômago, uma sensação de estarmos a mentir, é altura de baixar os olhos para não encarar o efeito das nossas mentiras nos rostos a quem mentimos.
É triste sim Ana, muito triste!