
No Domingo passado fui a Rebordões almoçar, a um restaurante que já era antigo antes do 25 do quatro e que tem as suas raízes no tempo longínquo em que era um tasco que aquecia nas brasas diariamente as marmitas de centenas de trabalhadores fabris que havia por aquelas bandas. No Vale do Ave, a região objecto das piadas foleiras de urbanitas e economistas metidos a empresários de paleio, cuja gesta (a dos trabalhadores e a dos empresários que faziam empresas) nunca encontrou um Camilo que a cantasse. Depois, fui ao mosteiro de Santa Escolástica, ali perto, por mor destes biscoitos que aqui se veem. Na pérfida Albion consomem-se biscoitos para acompanhar o chá; e em França deve haver muito disto porque há tudo de comeres e teorias, e as abadias eram avonde. Mas iguais a estes? Não, só em Roriz e no céu.

“a um restaurante que já era antigo antes do 25 do quatro e que tem as suas raízes no tempo longínquo em que era um tasco que aquecia nas brasas diariamente as marmitas de centenas de trabalhadores fabris que havia por aquelas bandas.”
“…já era antigo antes do 25 do quatro..” os mais velhos percebem e até pensam por que não referenciou ‘do tempo da 1ª. República’.
Porque não é do tempo da I República, que como é geralmente sabido acabou em 1926, mas muito posterior.
Então seria do tempo do Estado Novo ou simplificado do tempo do Salazar.
Rebordões, terra da minha Avó materna (ainda na 1ª República). Roriz é a dois, passos, em frente a Singeverga, cujo licor também é muito celebrado. Santas terras…