O primeiro-ministro e a ministra das Finanças poderiam ter dado luz verde à demissão do secretário de Estado da Administração Pública em qualquer outra ocasião menos ontem, quando lhe foi aberta a porta de saída. Em política nunca há coincidências: Helder Rosalino sai no mesmo dia em que o Tribunal Constitucional chumbou a convergência de pensões. Ficando assim transformado, com chancela oficial, em bode expiatório da incómoda decisão emanada do Palácio Ratton.
Diz-me como tratas os teus, dir-te-ei quem és.

Aplica-se a Máxima (ou GQ):
– Pensão, logo insistem.
A Chapel(ada) Rosalino, faz parte do rito.
Sucederia o mesmo a um Laranjino num governo rosa? Tenho as minhas dúvidas.
Pinholino foi nome da rosa desse deserto.
Muito espinho deu tal rosa.
A ler o vosso dilálogo, encantada. 🙂
De cá logo tão simpática em dizê-lo.

Quando há par… corre sem espinhas!
A constituição está senil, reformem-na senão ainda mergulhamos numa guerra civil.
Exige dois terços dos deputados em funções. Nada que não se consiga. Aconteceu em 1982, 1989 e 1997, por exemplo.
A esperança é a ultima a morrer. Gostava que este Natal esses terços e o nosso P.R tornassem isso uma realidade. É a melhor prenda que eles podem dar aos nossos filhos e netos.
A propósito, um bom Natal para si.
Obrigado, para si também. Aproveito e estendo os votos a todos os autores do delito e a todos os seus leitores. Feliz Natal
Pedro,
desvie os seus níveis de esperança para outro horizonte. Estes tipos necessitam ser protegidos deles mesmo. Ninguém espere que alguém nestas condições traga uma vaga de esperança.
No fundo eles saboreiam-se uns aos outros; e quanto mais torrado estiver o prato melhor.
Detesto ver pessoas postas no pelourinho por parte daqueles que tinham o dever de lhes salvaguardar a imagem.
Absolutamente de acordo, Pedro. Tudo muito feio. É assim que as pessoas se revelam, políticos ou não.
Dizes muito bem, Ana: sejam políticos ou não.
de vitoria em vitoria até ao descalabro total. Faz lembrar as vitorias da reforma agraria ou das revisoes da constituição : só vitorias seguidas até ao fim definitivo.
Na política, como na guerra, nenhum general triunfa sem tropas. Muito menos aquele que faz questão de funcionar sem estado-maior.
tristemente, o costume, Pedro. Beijo
O costume: sim, Patrícia. É isso. Feliz Natal.