Esta breve notícia resume em poucas linhas o estado em que ficou a direcção do PSD no final do ciclo eleitoral: a actual líder está ansiosa por sair e embora ainda tenha uns meses pela frente já avisou que sairá satisfeita, independentemente, digo eu, do que possa acontecer até lá. A visão da praia ao alcance da vista leva o náufrago a cometer erros. O problema de Ferreira Leite é que alguém lhe fez a maldade de obrigá-la a discutir o OGE antes de chegar à praia e sem que ela saiba se quem lhe irá suceder na cadeira do PSD subscreverá as posições que irá defender. Talvez por essa razão é que um eterno "ex-líder da JSD" e putativo líder de facção, que já sabe o que aí virá, reclame "tolerância" até que a actual direcção seja substituída. Se como dizia um dos ponderadores ausentes do Conselho Nacional do PSD, aquilo hoje é "um saco de gatos", custa perceber como espera Passos Coelho que os "gatos" se mantenham quietos até Janeiro. Era capaz de ser mais fácil a Marçal Grilo "sentá-los" do que a Passos Coelho ensinar-lhes a tolerância depois da Dr.ª Manuela se ter limitado a vencer a taça da Liga. A não ser que Passos Coelho esteja a pensar contratar um samaritano ateu que fala de cátedra sobre questões de tolerância. Mas se for o caso, é melhor que o diga já à sua gente. O simples anúncio da hipótese de pôr José Saramago a perorar para os militantes do PSD deve ser nesta altura a única coisa capaz de acalmá-los até Janeiro.
Difícil é acalmá-los
Sérgio de Almeida Correia,

Diarreia posteira…