

No primeiro, o ódio. O ressentimento, a impossibilidade de fazer as pazes com o passado. No segundo, a piedade. A compreensão por quem se deixou levar pela loucura da revolução e da ideologia.


No primeiro, o ódio. O ressentimento, a impossibilidade de fazer as pazes com o passado. No segundo, a piedade. A compreensão por quem se deixou levar pela loucura da revolução e da ideologia.
A rapariga tinha umas pernas giras, mas acho que fizeram bem em matá-la, porque quem colabora naquilo com que ela colaborou não merece outra coisa.
às vezes tenho pena que a idiotice não pague imposto.
O seu comentário, Luís Lavoura, vai além de tudo o que é permitido. É pornográfico. Eu, que nunca censuro comentários, não o teria publicado se fosse num post meu.
Aproveito para lhe dizer o mesmo que a Ana Vidal, Lavoura. E acrescento: se eu tivesse dado com o seu comentário ainda antes de libertado pode crer que nunca teria aqui chegado.
Aproveito também para lhe lembrar que já nada se paga com a morte, sabia?
Estive outro dia a folhear o segundo livro, em casa de uma amiga que foi colega de liceu da Sita Valles. É um testemunho impressionante.
é, mesmo. sobretudo pelo equilíbrio. a autora consegue passar por cima do ódio, de todas as facções, e apresentar os factos concretos dentro de um contexto complexo, social e politicamente. mas depois tem uma piedade pelo destino daquela rapariguinha iludida, anos mais nova do que eu.
Concordo contigo, Ana. O drama da Sita Valles, divulgado pela primeira vez na década de 90 numa reportagem do ‘Expresso’ assinada pela Felícia Cabrita, é impressionante – confirmando, pela enésima vez, como as revoluções falsamente libertadoras começam por devorar os seus próprios filhos.
Adenda: o comentário do Lavoura define-o de uma vez para sempre.