Charles Dickens nasceu há exactamente duzentos anos. Eu devia ter escrito algo sobre o assunto mas faltaram-me tempo e inspiração. Em homenagem ao criador de personagens como Oliver Twist, deixo uma foto mal ‘scannerizada’ tirada há treze ou catorze anos (exceptuando o carro lá atrás, não haverá assim muitas diferenças para o tempo dele, pois não?). Quanto a textos, felizmente o Pedro Correia já abordou a obra de Dickens um par de vezes aqui no Delito. Vão (re)lê-lo, ok? A ele e ao Dickens. Eu prometo fazer o mesmo.
Acerca de História de Duas Cidades.
Acerca de Um Cântico de Natal.
(A foto de Dickens foi retirada da Wikipedia.)



Boa surpresa que me fizeste, José António. Dickens é, de facto, um dos meus escritores preferidos. Tenciono escrever agora qualquer coisa mais a propósito do bicentenário do nascimento. Enquanto me vou espantando com a contínua ausência das suas obras no actual mercado editorial português, onde é cada vez mais difícil encontrar pepitas de ouro no meio de tanto lixo.
A Relógio d’Água reeditou o “David Copperfield” há uns meses, Pedro. E creio que em português pré-acordo. Mas não existirão muito mais edições recentes, de facto.
http://relogiodaguaeditores.blogspot.co m/2011/10/nas-livrarias-partir-desta-sem ana.html
Já me haviam dito isso, meu caro. O facto é que os Dickens têm estado há muito nos famigerados “fundos de armazém”. Mesmo em ano de (bi)centenário, nada de montras, nada de escaparates. Como foi possível praticamente nenhuma editora ter pensado no relançamento de títulos há muito esgotados no mercado editorial português a pretexto desta efeméride? Isto diz muito sobre as estratégias de ‘marketing’ nos nossos meios editoriais… Penso que os direitos de autor de Dickens estão há muito no domínio público, o que facilita as reimpressões. Mas nem assim as obras dele se tornam mais acessíveis aos leitores portugueses.
A Fnac de Santa Catarina (desconheço se também as outras) tem um expositor dedicado a Dickens – mas a maioria dos livros é em inglês (edições de bolso da Penguin a 3 euros e meio, por exemplo).
Pois. Num país onde se editam dez mil livros por ano ninguém parece ter pensado que era o momento de reeditar Dickens em ano de bicentenário. Depois queixam-se de que os leitores fogem para a Amazon, os e-books e etc.
A ler! E reler, jaa. Beijos
Sempre. Beijos.
Já agora: reparaste que foste mencionada no Ipsílon de Sexta-Feira passada, na crítica ao último livro da Margaret Atwood editado por cá? Parece que fazes parte de uma corrente onde a Atwood também se insere. Convenhamos que não é má companhia. Só é pena que te tenham trocado o nome do livro de “Por Este Mundo Acima” para “Por Este Rio Acima”. Enfim – nada que provavelmente não esperasses… 🙂
Bah, só agora reparei que coloquei o acento no sítio errado. “Ípsilon”, claro.