
Entendam-se, por favor. Devem isso aos portugueses – a este admirável povo que não necessitou de nenhuma declaração de estado de emergência para recolher a casa, para adoptar medidas de distância sanitária, para proceder de acordo com aquilo que a mais elementar prudência recomendava.
Passou mais de um mês e continuam a emitir declarações contraditórias sobre o uso das máscaras. Entendam-se, por favor. Deixem de improvisar tanto. Deixem de procurar apanhar a mais recente boleia do “parece bem”. Ponham de parte os achismos. Forneçam-nos evidências científicas, falem connosco como merecemos que qualquer governante nos fale: somos gente adulta, consciente e responsável.
A 22 de Março, em conferência de imprensa, a directora-geral da Saúde declarou: «Não use máscara, é uma falsa sensação de segurança. (…) Usar máscara não vale a pena, o distanciamento social é o mais importante.»
A 5 de Abril, também em conferência de imprensa, a ministra da Saúde matizou esta posição oficial das autoridades sanitárias: «Se devidamente utilizada, [a máscara] pode ter efeito protector.» Tinham passado apenas duas semanas e já o discurso era outro.
O Presidente da República, que após um período de reclusão voluntária parece querer recuperar o tempo perdido, aparecendo a toda a hora sem filtro nem travão, intrometeu-se entretanto na questão invocando como autoridade na matéria os próprios netos, 24 horas antes da cautelosa mudança de posição assumida por Marta Temido: «Uso máscara. Isso é uma ideia que me veio até um bocadinho do que os meus netos me contaram que foi a lição da China.»
Coincidência ou não, desde que Marcelo Rebelo de Sousa fez esta declaração passei a ver muito mais gente mascarada na rua.
As pessoas circulam com máscaras de todo o género – incluindo máscaras cirúrgicas e as chamadas “máscaras egoístas”, que protegem quem as transporta mas podem emitir germes que contaminam outras. Vejo cada vez mais indivíduos com máscaras no queixo, na testa, no pescoço, mantendo o nariz de fora – há para todos os gostos, comportamentos e feitios.
Como se não fosse um bem escasso, o que me deixa chocado.
Enquanto isto acontece, este equipamento de protecção individual falta onde é mais necessário: nas urgências hospitalares. Como faltam luvas, viseiras e zaragatoas. Como faltam meios de rastreio nos chamados “lares de idosos”, onde a situação leva alguns autarcas a fazer apelos desesperados para a renovação de stocks.
O aumento da procura levou a que as máscaras esgotassem em quase todas as farmácias portuguesas. E, quando existem, estão à venda a preços proibitivos. Vários países começaram, aliás, a fazer obscenos leilões de máscaras oriundas da China ou da Turquia, que acabam regateadas ou mesmo confiscadas nas próprias pistas dos aeroportos europeus.
Entretanto, o director-geral da Organização Mundial da Saúde – remando na direcção contrária do inquilino do Palácio de Belém – fazia ontem um apelo dramático que repercutiu no planeta inteiro: «Estamos preocupados com a utilização maciça de máscaras cirúrgicas pela população em geral que possa agravar a escassez das máscaras especializadas para as pessoas que mais delas precisam. Em alguns locais, a escassez deste equipamento está a pôr os profissionais da saúde em grande risco.»
Caramba, é difícil falar mais claro.
Entendam-se, por favor. De uma vez para sempre. Nós merecemos isso.

Obrigado, Pedro. Sinceramente até fiquei um bocado emocionado com este seu texto. Hoje às 3 da manhã andava eu a ler ensaios clínicos sobre a importância das máscaras na prevenção do contágio do vírus Influenza e SARS (um coronavírus).
Se me permite os estudos são mais ou menos unânimes na equivalência que fazem entre as máscaras cirúrgicas e as N95, com filtros HEPA. Contudo as amostragens e a metodologia podem não ser representativas da actual situação epidemiológica, para que se possam fazer inferições absolutas.
Contudo não encontro ensaios que comparem écharpes e cachecóis com máscaras. Também já ouvi a comparação, em eficácia, entre umas e outras. Absurdo
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/1649060 6/
Caro Vorph, aconselho-o a mudar de hábitos. Faz mal à saúde ler ensaios clínicos às 3 da manhã.
A partir das 20 horas, salvo erro, não posso aspirar a casa
Dilema dos hiperactivos. O nosso Presidente sofre disso.
Recomendo-lhe um artigo científico, publicado recentemente no JAMA, intitulado “Turbulent Gas Clouds Respiratory Pathogen Emissions: Potencial Implications for Reducing Transmission of COVID-19”, que pode encontrar em https://jamanetwork.com/journals/jama/fu llarticle/2763852 .
Em comentário que fiz mais abaixo, encontra um resumo que elaborei do artigo.
Aproveito também para lhe deixar link de uma “autêntica aula” sobre o papel da cloroquina na absorção intra-celular de zinco e da contribuição deste na inibição do mecanismo de replicação de vírus. Há explicação detalhada fundamentada em artigos científicos e descrição de práticas clínicas de tratamento já testadas com sucesso. Espero que seja do seu interesse.
Aqui fica o link: p9M&feature=youtu.be .
https://www.youtube.com/watch?v=U7F1cnWu
Obrigado. Eu tenho acesso à hidroxicloroquina, usada também em infecções intestinais por giardia. Uma embalagem de 10 comprimidos são 5€,salvo erro. Sou brincalhão qb.
Dose terapêutica não apurada, período de tratamento não apurado, ignora – se se diminui carga viral (tornando o paciente portador;falsos negativos) ou se é curativo.
Já agora profissionalmente, o Elvimonte faz o quê?
Cumprimentos
Acho que o conhecimento deve ser partilhado e discutido, partindo do princípio, nem sempre verdadeiro, de que todos somos bons rapazes e boas raparigas.
Penso também que “ciência é a crença na ignorância dos especialistas”, como dizia Feynman, citado de memória. Mas até certo ponto.
Já é tarde, mas mais logo pretendo dar possíveis respostas às suas questões.
Já li o do Jama. Não existe uma conclusão. Pergunto se existe uma relação temporal e espacial entre projecção da nuvem “expirada” e a sua capacidade de chegar às vias de transmissão/infecção comummente aceites – via ocular, bucal, nasal.
OK, sei que as partículas aerossóis virais são mais resistentes, no meio ambiente, mas, pergunto, quanto tempo permanecem, após expulsas, a uma distância, ao solo, que permita, na prática e com significância, o estabelecimento de uma infecção?
Para mim, tal como para alguém de áreas da engenharia que abordem escoamentos de fluidos, tranferência de calor e massa e outras disciplinas afins, conclui-se que a utilização de uma barreira que cubra a boca e o nariz, ao diminuir substancialmente a quantidade de movimento dos referidos jactos e bem assim a distância por eles atingida, contribui para diminuir a disseminação do vírus pelas fontes primárias de infecção (as pessoas infectadas).
Se fosse eu o autor do artigo, teria também feito um estudo comparativo do alcance dos jactos e das suas características, nomeadamente diâmetro médio das gotículas na fase líquida, utilizando vários tipos de barreiras usuais (máscaras cirúrgicas, lenços, etc.).
No restante não lhe sei responder. Tudo dependende, e não quero ser exaustivo, da densidade de ocupação média do espaço, da velocidade relativa média de infectados e não-infectados, do seu posicionamento relativo (atrás, à frente, ao lado), da diferença de temperatura existente entre os referidos jactos e a temperatura ambiente, da humidade relativa ambiente, do campo de velocidades médias do escoamento ambiente, da sua intensidade de turbulência, da quantidade de movimento dos jactos e das características da fase líquida.
Despite the absence of strong evidence, some people are already attempting to self-medicate with the drug, with disastrous consequences. Hydroxychloroquine can have dangerous side-effects if the dose is not carefully controlled, and cases of chloroquine poisoning have been reported in Nigeria and the USA.
https://www.thelancet.com/journals/lanr he/article/PIIS2665-9913(20)30089-8/full text
Até não haver confirmação, julgo que a distância sanitária, o isolamento social, assim como luvas e viseira (recebi hoje uma) são as melhores opções.
https://images.app.goo.gl/N8Y1TpZtBWaR8 srcA
“A diferença existente entre o medicamento e o veneno é a dose.” A frase é de um médico meu amigo.
In vitro, parece-me não existirem dúvidas sobre o aumento da concentração intra-celular de zinco causado pela cloroquina. Quanto ao papel do zinco na inibição do mecanismo de replicação de vírus, parece também não existirem dúvidas.
Que não podemos esperar pela realização de ensaios clínicos padronizados, que temos de agir com o conhecimento e as “armas” que temos à disposição (medicamentos com uso aprovado para outros fins), parece-me ser a perspectiva mais útil. Copiar aquilo que tem mostrado bons resultados noutros países também.
Tenho também uma embalagem disto (50ml custa 7€)
https://www.google.com/amp/s/veja.a bril.com.br/saude/remedio-parasitas-piol ho-novo-coronavirus/amp/
https://youtu.be/FrOawvBm1j4
Veja este artigo: “The FDA-approved Drug Ivermectin inhibits the replication of SARS-CoV-2 in vitro”
https://www.sciencedirect.com/science/ar ticle/pii/S0166354220302011
O mecanismo de inibição é diferente do da cloroquina e isto para mim é o mais importante.
Mais achegas.
“Pessoas assintomáticas devem usar máscara, diz Centro Europeu de Controlo de Doenças” ( https://zap.aeiou.pt/pessoas-assintomati cas-mascara-ecdc-318364 ).
“Madeira entrega duas máscaras por domicílio (e uso será obrigatório)” ( https://zap.aeiou.pt/madeira-entrega-dua s-mascaras-domicilio-uso-sera-obrigatori o-318339 ).
“COVID-19: Estudo alerta que distância social de 1,5 metros é insuficiente para travar contágio” ( https://lifestyle.sapo.pt/saude/noticias-s aude/artigos/covid-19-estudo-alerta-que-d istancia-social-de-15-metros-e-insuficie nte-para-travar-contagio )
«Maior especialista em coronavírus da China: “Grande erro da Europa é não usarem máscaras”» ( https://observador.pt/2020/03/31/maior-e specialista-em-coronavirus-na-china-gran de-erro-da-europa-e-nao-usarem-mascaras/ ).
Nesta última notícia esse especialista chinês coloca em causa que a origem do vírus tenha sido o “wet market” de Wuhan. Algo de que já se duvidava há muito tempo e que tem implicações. Nomeadamente sobre a segurança do laboratório SL4 do Instituto de Virologia de Wuhan, que já vinha a ser posta em causa desde 2017, salvo erro.
Depois desta entrevista, acho que o especialista vai desaparecer dos radares…
Outra achega, quase de última hora: mara-de-lisboa-rejeita-uso-generalizado-d e-mascaras/
https://observador.pt/2020/04/09/ca
E pode fazê-lo, visto não existir obrigatoriedade do seu uso.
A moção do vereador João Pedro Costa, que foi chumbada, reflecte o “estado da arte” do conhecimento científico actual e das práticas que têm demonstrado bons resultados através dos números de que vamos tendo conhecimento.
Lamentável o seu chumbo.
Se for decretado o uso obrigatório de máscara pelo Estado, fica este obrigado a garantir o acesso gratuito da população a este equipamento. Ora isto não sucede precisamente porque o Estado não pode distribuir o que não tem com o dinheiro que não há.
O CDC americano recomenda o uso de qualquer bareira que cubra a boca e o nariz, caso não existam máscaras disponíveis. Podemos pensar, entre outras coisas, em lenços, cachecóis, “máscaras” caseiras, etc.
Talvez já se devesse ter pensado, ao abrigo do decreto do estado de emergência, na requisição de empresas para o seu fabrico. Com a consequente e provável mitigação de lay-offs e desemprego, cuja factura ainda está para chegar.
Caso tenha pachorra para tanto, recomendo-lhe uma reportagem sobre um estudo efectuado por uma universidade japonesa. Há visualizações captadas por câmaras de alta resolução e coloca-se em destaque a possibilidade de disseminação do vírus apenas por falarmos. O próprio acto de expirar, que neste estudo não terá sido abordado, já tinha sido apontado noutros estudos como potencial fonte de infecção.
Link: https://www.youtube.com/watch?v=LLzMDvzW eV8&feature=youtu.be
Esta é informação pessoal, de fonte fidedigna, de última hora, mas que ainda não tive oportunidade de confirmar. Tem a ver com a origem do vírus e a segurança do laboratório SL4 do Instituto de Virologia de Wuhan: o exército chinês terá assumido o controlo do Instituto de Virologia de Wuhan.
Se isto corresponder à verdade, somado ao comportamento suspeito inicial de tentar esconder a existência de uma epidemia, é como somar 2 + 2.
Resumidamente, e julgo não estar enganado, as cirúrgicas previnem o indivíduo de contaminar o ambiente e as N95, com filtro HEPA previnem a contaminação do indivíduo “pelo ambiente” .
https://www.ajicjournal.org/article/S01 96-6553(04)00448-1/fulltext
Há investigação a ser feita na área, por incrível que possa parecer (falamos de máscaras)
Segundo ouvi a um conceituado cientista, existem três tipos de mascaras.
As ditas egoistas, as altruistas, e as inteligentes. As duas primeiras são as que menciona, a primeira protege quem a usa, a segunda protege as outras pessoas, e as que ele denominou de inteligentes são as que não possuem filtros (assim de cabeça penso que são as npp3), que não promovem trocas entre o individuo e o ambiente, criando uma barreira de protecção nos dois sentidos.
O Presidente deve usar a do terceiro tipo, só pode. Quando vai às compras de máscara.
7 de Abril de 2020, 16:27 – https://www.publico.pt/2020/04/07/cienci a/noticia/oms-volta-dizer-nao-uso-genera lizado-mascaras-1911295.
Seria cómico se não fosse trágico.
Andam olimpicamente a apanhar bonés.
Se o senhor Presidente disse isto: «Uso máscara. Isso é uma ideia que me veio até um bocadinho do que os meus netos me contaram que foi a lição da China.» e seguidamente o Pedro aventa isto: “Coincidência ou não, desde que Marcelo Rebelo de Sousa fez esta declaração passei a ver muito mais gente mascarada na rua.”
Ora sabendo-se que segundo o que a Margarida já esclareceu de não haver coincidências e se as pessoas mascaradas aumentaram, só há uma explicação lógica e racional.
As pessoas acreditam nos netos do senhor Presidente.
Acho que não é necessário um curso superior para compreender o básico.
Quem tem netos tão argutos e esclarecidos para que precisa de reunir o Conselho de Estado?
Desculpe a insistência mas é um tema que me tem preocupado e provocado urticária (atenção os estudos podem não ser representativos em virtude da fraca amostragem)
In conclusion, both surgical and cotton masks seem to be ineffective in preventing the dissemination of SARS–CoV-2 from the coughs of patients with COVID-19 to the environment and external mask surface
Ensaio publicado pela Revista Annals Of Internal Medicine.
Annals of Internal Medicine’s mission is to promote excellence in medicine, enable physicians and other health care professionals to be well-informed members of the medical community and society, advance standards in the conduct and reporting of medical research, and contribute to improving the health of people worldwide. To achieve this mission, the journal publishes a wide variety of original research, review articles, practice guidelines, and commentary relevant to clinical practice, health care delivery, public health, health care policy, medical education, ethics, and research methodology. In addition, the journal publishes personal narratives that convey the art of medicine.
https://annals.org/aim/fullarticle/2764 367/effectiveness-surgical-cotton-masks-b locking-sars-cov-2-controlled-comparison
https://en.m.wikipedia.org/wiki/Annals_ of_Internal_Medicine
Publicação pelo Colégio de Especialidade em Medicina Interna norte americano
Atenção à urticária. Pode ser sintoma de patologia mais grave.
Em que responsabilidade incorrem aqui verdadeiramente a sra. directora-geral, a sra. ministra, o sr. presidente? Responsabilidade política. Qual a punição que podem esperar caso as coisas corram mesmo mal? A (está visto, improvável) demissão, a não reeleição. Nada que impeça verdadeiramente, acaso ocorra e conforme aplicável, o prosseguimento das suas vidas no topo da administração pública, o seu discreto trânsito para as empresas, escritórios, observatórios, institutos e “autoridades” do regime ou uma muitíssimo confortável reforma, imune ao desastre que aí vem e para a qual o mais austeritário orçamento de estado sempre comportará verba.
Será legítimo (e praticável, sobretudo) responsabilizar civil ou criminalmente por tudo e mais alguma coisa o alto funcionário público ou o governante? Admito que não (o cidadão comum, contudo, está metodicamente cercado por todos os lados: é experimentar por exemplo ser-se gerente, ou incumprir, mesmo que na maior boa-fé, um qualquer obtuso dever para com o fisco ou a segurança social).
Num 10 de Junho futuro, não surpreenderá vê-lo(a)s a receber a condecoração de que a sua firme liderança na pandemia de 2020 os terá feito credores.
É o que escrevo acima “populista” e, aposto, “neo-liberal”? É bem capaz, é.
Costa
Desculpe ler-lhe o comentário mas há, para mim, responsabilidades criminais dolosas
E?
O?
Não há máscaras suficientes >>>>>> não é necessário o uso de mascaras.
Já há algumas mascaras>>>>>>>> pode ser eficaz o seu uso
Há mascaras para toda a gente>>>>>as mascaras são imprescindíveis para a não propagação do vírus.
Parece ser este o plano, a que se junta a gritante incapacidade que ditas potencias económicas e tecnológicas têm em fabricar mascaras em grandes quantidades, ficando dependentes da boa vontade da China, que se tornou o bastião destes equipamentos de protecção individual.
Talvez na mesma medida em que são os grandes causadores de disseminação deste e de outros novos vírus que apareceram nos últimos anos.
são os grandes causadores de disseminação deste e de outros novos vírus que apareceram nos últimos anos
O HIV foi disseminado pelos americanos.
O ébola foi disseminado pelos africanos.
Todos os anos surgem novas estirpes do vírus da gripe. Surgem todas do mesmo sítio, a Indochina (não a China).
Há protestos por chamarem chinês a este vírus. Que começou a ser propagado precisamente na China.
E quem assim protesta continua a chamar “gripe espanhola” à pandemia de 1918, que nada teve a ver com Espanha.
As máscaras e as luvas, se mal usadas, pouco contribuem para proteger quem as usa. Usei hoje, pela primeira vez, para ir às compras uma máscara que os miúdos trouxeram faz meses do Hospital da Bonecada. É incómodo usá-la durante horas e a vontade de mexer na máscara e na cara é mais que muita. Nesse sentido acredito quando dizem que até podem ser prejudiciais (além de serem um bem escasso).
Por outro lado, faz sentido que quase qualquer tipo de máscara (boa, má, descartável, artesanal), mesmo não protegendo o próprio, ajude a evitar que contagie outros sem saber. Ouvi pessoas tossir e expirar. Vi uma senhora a esticar-se para evitar a barreira de acrílico que protegia o caixa do supermercado, para se queixar do preço das maçãs, como se ele não a ouvisse através do acrílico.
Se a etiqueta respiratória não existe, se as limitar o número de pessoas na loja não chega para que as pessoas se mantenham afastadas, cedam passagem, pensem nos outros, talvez obrigar a cobrir boca e nariz ajude.
E sim, vi muitas máscaras ao pescoço, a cobrir apenas a boca, muita gente de luvas, etc.
Este estendal de gente a passear na rua de máscara só porque parece bem, é ‘cool’ e ‘fashion’, andando a pô-la e a tirá-la o tempo todo, ou transportando-a na testa ou no queixo merece severa censura social.
Enquanto os profissionais da saúde precisam delas nos locais de trabalho, onde salvam vidas.
Caro Pedro Correia,
deixo-lhe uma ligação para uma entrevista a Akiko Iwasaki: https://www.publico.pt/2020/04/06/cienc ia/entrevista/virologista-akiko-iwasaki-n ao-sabemos-pessoa-recuperada-completamen te-imune-virus-1911166
Assisti à conferência online, ontem. O conteúdo da entrevista, excede – e ainda bem – o que foi apresentado, ontem, em “5 minutos”.
Muito obrigado, caríssima CAL.
O diretor-geral da OMS parece-me ter toda a razão. Os médicos e enfermeiros precisam de usar máscara e sabem usá-la. Não é correto que os civis estejam a retirar máscaras de quem precisa de as usar e de quem as sabe usar.
Ademais, não seria correto recomendar à população que usasse algo que não está amplamente disponível para compra. Da mesma forma que se recomenda à população que lave as mãos com sabão, e não que as desinfete com álcool – o qual não está disponível.
De resto, concordo com este post.
Lavar as mãos com água e sabão – as vezes que for necessário. Este é o mais eficaz método de prevenção do vírus.
Ou, em alternativa, usar gel desinfectante. Boa notícia: voltou a estar disponível na generalidade das farmácias.
Já era tempo.
Lamentavelmente, temos um Presidente da República que, além de ser um velho – e portanto muito suscetível ao covid-19 – é também um hipocondríaco. Por isso, está muito alarmado com esta epidemia.
Se fôssemos governados por pessoas jovens, e já agora não-hipocondríacas, talvez tivéssemos melhor sorte.
Você tem fobia a “velhos”. Se não tem, parece.
É só parecença.
Caro Costa,
Em relação ao seu texto : recorda-se de um biltre,um pilha-galinhas , conhecido por “bicharel”, “44”, “sócrates” ( além de outros epítetos um tudo nada mais
“vicentinos”..) que circulava/circula por aí?
Creio que esse (não) caso responde à sua pergunta…
JSP
É prematuro, diria e quanto a ele, afastar a possibilidade de receber uma bela indemnização do estado e regressar à política dita activa.
Costa
Olá, boa tarde, espero-vos bem, gostava de vos enviar dois docs a que tive acesso. Um deles, Argumentação e Evidência Científica para o Uso Generalizado de Máscaras pela População Portuguesa, pelo CONSELHO DE ESCOLAS MÉDICAS PORTUGUESAS. O meu email é joaocreis1970@gmail.com. Obrigado. Fiquem bem e em segurança.
Não percebo. Então os médicos e enfermeiros também andam à cata de máscaras nas lojas dos indianos e compram-nas a 2 euros cada?
Se as máscaras forem de uso obrigatório, como alguns defendem, será dever do Estado distribuí-las gratuitamente.
É o principal motivo que me leva a suspeitar que isso nunca acontecerá.
Claro!
O efeito das máscaras é semelhante ao da boca fechada: não entra mosca, nem sai asneira.
Claro que, depois, se fica tudo histérico porque ao tirá-las podem ter vírus e nem se lavam as mãos, então aí o problema é de folga no tico & teco.
Prevejo que, depois disto, não faltarão filas. Não à entrada dos supermercados mas à porta dos psiquiatras.
Eles entenderem-se entendem-se, não se querem é entender connosco.
Andam a apalpar terreno. E quase todos já disseram tudo e o seu contrário.
Estava para escrever sobre o assunto. Não foi preciso. Disseste tudo.
Obrigado Pedro.
Não sei quem és mas gostei desta mensagem.
Aposto que é a Maria Dulce
Eu Pedro. Nem notei que não tinha a sessão aberta no SAPO…
Ah, OK. Muito bem, João.
Concordo inteiramente consigo. Seria bom que se entendessem. É ou não é um risco para o cidadão comum andar sem máscara? E como é que podem faltar máscaras e outro material onde são mais necessárias? Os hospitais não vão comprar na farmácia, o material não lhes é fornecido? Porquê se levam o tempo a anunciar que a EDP deu não sei o quê, a China tanto deu como vendeu milhares e milhares, particulares andam a oferecer…e continuam a faltar onde são mais necessárias?! Andam a brincar connosco, só pode. Mas, como dizem os mais velhos, a cujo grupo nem sempre me lembro que pertenço, com a saúde não se brinca.
A 25 de Fevereiro, o PR declarou: e/e-impossivel-fechar-as-fronteiras-e-na o-e-solucao-marcelo-rebelo-de-sousa-sobr e-o-avanco-do-coronavirus-na-europa
«É impossível fechar as fronteiras, não é solução.»
https://www.cmjornal.pt/portugal/detalh
Por aqui se percebe como tem sido errático o rumo de quem pastoreia a nação.
Por mim, agradecia que falassem menos. Assim acertariam mais.
Podem faltar porque são descartáveis.
Um médico/enfermeiro/etc devia ter acesso a várias por turnos, em vez de andar a reutilizar por vários dias.
Sempre que se tira a máscara/respirador para comer ou beber água ela devia ir para o lixo. Cada profissional devia ter 20 por semana, e luvas mais ainda (provavelmente centenas de pares por semana). Multiplique o número de médicos, enfermeiros, paramédicos, auxiliares, e todo o pessoal em meio hospitalar, por 20/semana e veja como os números sobem depressa.
Por outro lado, para todos nós (não profissionais) é extraordinariamente difícil (por exemplo) usar luvas correctamente. Se coloca luvas é porque vai tocar em algo que assume estar contaminado. Se depois mexe no telemóvel com as luvas, este fica contaminado. Não o pode depois encostar ao ouvido. E quem diz o telemóvel, diz a carreira, o cartão multibanco, etc, etc. Usar luvas no supermercado e não lavar as embalagens todas em que tocou (e o telemóvel, a carteira e os cartões) quando chega a casa vale de muito pouco.
Já a máscara é difícil porque se bem usada dificulta a respiração e incomoda, o que leva a que mexa mais na face que o habitual.
Nesse sentido é muito pouco provável que a máscara o proteja a si. E que faça sentido gastar centenas de milhões de máscaras e luvas descartáveis por semana para toda a população.
Agora, as máscaras podem ser, são seguramente, ainda que mal usadas, mais ou menos eficazes a proteger os outros da sua infecção. Daí serem recomendadas a quem tem sintomas. E sejamos claros. Tossir é um sintoma. Espirrar é um sintoma. Estar rouco é um sintoma. Ter catarro é um sintoma. Pode não ser COVID, mas é um sintoma de infecção respiratória. Tossir e espirrar em público sem máscara (sem sequer usar o cotovelo) é contaminar o ambiente e os outros. E já agora cuspir para o chão também é um sintoma, de estupidez. Projectar perdigotos enquanto fala animadamente, idem. Tirar macacos do nariz e não lavar as mãos. Assoar o nariz e não lavar as mãos. Por aí fora.
Se calhar deviam ser recomendadas a todos, porque todos tossimos, espirramos, ou podemos estar doentes e não saber.
Mas para esse efeito, não precisam ser máscaras médicas descartáveis. Dependendo dos materiais até podem ser melhores máscaras laváveis a reutilizar máscaras descartáveis.
Por isso, se tiver uma use-a para proteger os outros e não a si.
Obrigada pela informação detalhada:)
Quanto ao uso obrigatório de máscara no interior de recintos fechados, públicos ou acessíveis ao público, já dei a minha contribuição em posts anteriores neste blogue. Uma contribuição fundamentada na evidência dos números e na opinião de vários especialistas.
Aqui https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/ap render-como-nao-se-faz-11450367#comentar ios .
Aqui https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/la vouradas-da-semana-11428650#comentarios .
Aqui https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/di ario-do-coronavirus-6-11460969#comentari os .
Hoje queria deixar um vídeo intitulado “To mask or not to mask”. Neste vídeo, datado de 7/4/2020, portanto hoje, o enfermeiro doutorado inglês Dr. John Campbell, já reformado, faz um resumo de um artigo científico publicado no JAMA (Journal of the American Medical Association).
Nesse artigo, intitulado “Turbulent Gas Clouds Respiratory Pathogen Emissions: Potencial Implications for Reducing Transmission of COVID-19”, que podem encontrar no JAMA em https://jamanetwork.com/journals/jama/fu llarticle/2763852 , coloca-se em evidência a natureza bi-fásica (ar + gotículas de dimensões que podem chegar até aos 5 a 10 micron de diâmetro) do escoamento constituído pelos jactos tubulentos expelidos quando respiramos, tossimos e espirramos.
Mostra-se que esse jacto bi-fásico, aquando da normal expiração, pode atingir uma distância cerca de 2 m, chegando aos 5 – 6 m quando tossimos e aos 7 – 8 m quando espirramos.
Dada a natureza bi-fásica dos referidos jactos, realça-se a possibilidade de contaminação aérea, através de aerossóis, e de contaminação de superfícies, através das gotículas de maior diâmetro que não se conseguem manter em suspensão no ar.
Conclui-se que a utilização de uma barreira que cubra a boca e o nariz, ao diminuir substancialmente a quantidade de movimento dos referidos jactos e bem assim a distância por eles atingida, contribui para diminuir a disseminação do vírus pelas fontes primárias de infecção (as pessoas infectadas).
(link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=ycf6bAMK gjg )
Aproveito também para deixar uma notícia saída hoje.
“Ordem dos Médicos pede à DGS que reveja com urgência critérios para uso universal de máscaras”
( https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/or dem-dos-medicos-pede-a-dgs-que-reveja-co m-urgencia-criterios-para-uso-universal-d e-mascaras ).
“Entendam-se?”
Ou deixem de mentir?
As máscaras protegem. A protecção como em muitas outras coisas não é a 100% tal como uma porta não protege a 100% dos ladrões. E se a deixar mal fechada…
O comportamento da OMS, a DGS – que nem parece ter cabeça- por cá, é vergonhoso. Criaram a situação de atraso de meses em que as empresas não investiram na produção de máscaras.
lucklucky