Hoje, em vez de dizermos em posts como as crianças são bonitinhas e engraçadas, em vez de lamentarmos as que sofrem e passam fome, as que não têm acesso ao mais básico conforto, as que vivem em cenários de guerra ou são vítimas de todo o género de abusos, façamos alguma coisa de concreto. Se não podemos acudir a todas elas, tratemos de ajudar UMA.
Hoje, parece-me um bom dia para divulgar esta notável campanha da Diocese de São Tomé e Príncipe: dando a uma criança uma oportunidade de desenvolver-se mais harmoniosamente, estaremos a melhorar também todas as vidas que ela vier a tocar, no futuro, com os instrumentos que lhe demos.
Faça de conta que tem (mais) um filho – distante, é certo, mas presente pelas notícias que lhe irá mandando dos seus sucessos escolares e pessoais. O contributo que nos é pedido é mínimo, quase ridículo no nosso orçamento (mesmo que apertado, como infelizmente está o de quase todos nós): não mais do que uma jantarada fora, uma peça de roupa de marca ou uma ida ao futebol. Aliás, o que se nos pede é uma participação à medida das nossas possibilidades, não mais do que isso. Por isso esqueça o preconceito, esqueça as conotações religiosas desta iniciativa, caso não se identifique com elas: quem a toma é quem está no terreno, logo, quem pode intervir com mais eficácia e conhecimento de causa. E o que está em jogo é infinitamente superior a esses pormenores.
Decida-se: tenha, como eu, um(a) afilhado(a) em São Tomé.
Aqui fica a informação de que disponho:
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Diocese de São Tomé
Apadrinhamento à distância
A sua ajuda poderá ter um grande impacto
na vida de uma destas crianÇas
A sua participação ou pedido de informações deve ser dirigida à CARITAS de Setúbal, que coordena a organização aqui em Portugal. O e-mail: caritas.setubal@mail.telepac.pt
Uma escolha de paz para o desenvolvimento
– No mundo, e em particular em São Tomé e Príncipe, muitas crianças são vítimas diariamente da marginalização, da fome, das doenças, da violência e da pobreza.
– Neste país falta o acesso à alimentação, à água potável, à assistência médica, à educação de base, faltam os direitos fundamentais do homem.
– A Diocese de São Tomé e Príncipe, com esta campanha de apadrinhamento à distância, tem-se empenhado em representar os mais necessitados do mundo.
– O apadrinhamento à distância é um grande esforço de solidariedade humana e de participação no desenvolvimento dos povos.
– O apadrinhamento à distância aproxima-o de uma criança, da sua família e da sua comunidade, torna-o um elemento activo e participante no desenvolvimento e no crescimento das comunidades em vias de desenvolvimento e permite-lhe colaborar para a sensibilização de muitas outras pessoas como você.
A sua participação é essencial
– Receberá um postal informativo e descritivo dos programas que implementamos, bem como uma fotografia da criança que adoptará à distância.
– Durante o ano receberá também duas mensagens da criança, por ocasião das épocas do Natal e da Páscoa, e um relatório anual sobre o trabalho desenvolvido no terreno.
Apadrinhamento à distância significa desenvolvimento
– Não pretendemos unicamente distribuir fundos destinados à aplicação em situações de emergência. Visamos o planeamento de um projecto que construa, no decorrer do tempo, um instrumento moral e humano sólido e uma estrutura para o desenvolvimento no interior da comunidade local, da criança à família.
– Uma vez individualizada uma área de intervenção seleccionada pelos nossos contactos locais, laicos ou missionários, planificamos em conjunto com as famílias, operadores e autoridades locais, as intervenções de emergência que se impõem, que fazem parte de um programa para combater a longo prazo as causas que estão na base da pobreza.
– Através do contacto com a criança sustentada à distância, o seu apadrinhamento contribuirá para proporcionar à criança a escolha de um futuro, apoiará a sua família e contribuirá para o desenvolvimento e para o bem-estar da comunidade em que se insere.
– Por estes motivos, os nosso programas não se limitam a fornecer bens materiais e estruturais, mas alargam-se à participação e envolvimento das comunidades locais no fomento do desenvolvimento, por forma a torná-las autónomo para agirem como interlocutores directos dos seus direitos combatendo as causas da pobreza.
Uma longa amizade à distância
– Porque combatemos a pobreza juntos, o seu papel será tão importante como o nosso,
– Ajudando uma criança e a sua comunidade, num dos países mais pobres do mundo
– Dando vida a projectos a longo prazo que garantam melhores condições de vida e o respeito pelos Direitos do Homem;
– Aproximando-se de uma realidade distante através da fotografia de 1 criança, das suas mensagens e de informações sobre o seu percurso escolar.


Este é, certamente, o melhor post do dia, Ana.
Espero que seja o mais frutuoso, Teresa!
🙂
Faço minhas as palavras da Teresa.
Sem palavras próprias, logo tu?
🙂
Só tu é que me fazes isto.
lol
patrocinou uma menina de 10 anos. Gosto de ver como ela cresce, como ela é linda e como ela é feliz.
Por acaso a menina da fotografia não é minha afilhada. O meu afilhado é um menino de 7 anos, mas é igualmente lindo e tem um sorriso feliz.
Volto a si, porque o seu nick me despertou a curiosidade. Quero acreditar que é a pessoa por detrás dele, e não o(a?) profissional, que fez o comentário, aproveitando este post para fazer publicidade a um produto que está nos antípodas do espírito desta iniciativa. Estas crianças precisam do apoio mais básico, essencial ao seu desenvolvimento. As futilidades que o seu guia anuncia não lhes fazem falta nem são para aqui chamadas.
Muito bem. Elas precisam de quem as apadrinhe e não de um ‘guide féminin’.
Eu sou uma persona. Eu não coloquei o link para lhe mostrar que eu estou interessado em seu blog. desculpe se o meu Português é ruim. Eu sou francêsa.
Quer dizer que tem mesmo uma afilhada de 10 anos de São Tomé?
Foi por ter acreditado nessa possibilidade que deixei passar o seu comentário. Mas, já agora, uma sugestão: passe a comentar com o seu nome. Assim não há dúvidas, ok?
Muito obrigada pela informação Ana.Já tinha ouvido falar nesta iniciativa, mas nunca ninguém tinha apresentado assim “a papa toda feita”, pronta a usar! 🙂
Use-a, Rosa. Eles agradecem. Eu limitei-me a divulgar uma iniciativa de mérito.
Já tinha ouvido falar neste tipo de iniciativas. Na altura fiquei dividida entre o desejo de adoptar uma criança em Moçambique e a confiança que me suscitava a organização. Sou muito ceptica nestas coisas de ONG, há umas mais oenegês que outras…, tem-se sabido de coisa mirambolantes. Mas se a Ana me garante que por esta via os contributos chegam ao destino, vou tratar de disso.
Sei disso, Ariel, e também desconfio muito de algumas ONGs que surgem como cogumelos por tudo e por nada. Mas neste caso é a CARITAS, uma organização antiga e de toda a confiança que tem feito muito por estas e outras crianças. Pode confiar, garanto.
O melhor post que li nos últimos tempos.
Quanto a mim, talvez, o melhor post do ano.
Obrigada, Lili, em nome dessas crianças.
Muito bem, Ana Vidal. Registei a sua sugestão.
Entusiasme-se! É uma alegria receber as fotografias e as mensagens dos nossos afilhados, vamos sempre sabendo deles.
Excelente ideia, Ana. A isto chama-se, sem dúvida, serviço público.
Espero sinceramente que o seja, Pedro. E que resulte em mais alguns padrinhos e madrinhas.
🙂