Dez anos depois


Pedro Correia,

O general Raúl Castro recebeu o poder do seu irmão mais velho, Fidel, faz hoje dez anos. E mantém-se como senhor absoluto de Cuba.

Uma década depois, eis uma devastadora panorâmica do quotidiano comunista: salários congelados, rede de transportes em colapso, apagões constantes, edifícios públicos sem ar condicionado, carências de todo o género, dependência das “dádivas” petrolíferas da exangue Venezuela, contínua repressão política, novos recordes migratórios: 44 mil cubanos radicaram-se nos últimos 12 meses nos Estados Unidos e muitos milhares mais preparam-se para fazer o mesmo.

Com quase 20% de população idosa, Cuba é o país mais envelhecido do continente americano. A “revolução” tornou-se tão decrépita como os líderes que lhe restam.

0 comentários em “Dez anos depois”

  1. “A ditadura do partido comunista consegue-se através do uso de todas as formas de violência.”

    Leon Trotsky
    Politico da ex união soviética

  2. Eu sei que os velhos não são “trendy”, mas ter uma população envelhecida não é uma coisa má. É sinal que a população tem uma esperança de vida longa. Os países com uma grande mortalidade infantil e juvenil nunca têm uma população envelhecida.
    Repare que não estou a defender o regime cubano, estou simplesmente a dizer que envelhecer é mau, mas a alternativa é pior.
    Será interessante comparar os indicadores de saúde, educação e mortalidade infantil de Cuba com os outros países da América Central e das Caraíbas onde sempre se defendeu o mais puro capitalismo (as conhecidas repúblicas das bananas).

        1. Essa sua frase é digna do banqueiro Ulrich: “Ai aguenta, aguenta.”
          Que remédio têm eles senão aguentarem…
          Os que podem safam-se. Como aconteceu com os 44 mil cubanos que só no último ano se radicaram nos EUA.

    1. Dois irmãos octogenários, cegos e surdos aos clamores de mudança da sua população, insistem em mantê-la aferrolhada.
      É a sina do chamado “socialismo real”: suprime as liberdades em nome da igualdade. O problema é que a igualdade que tem para oferecer é a da miséria.

  3. O JO podia ler o post e engolir, mas não, teve que escrever aquela tolice.
    Parece impossível que pessoas com alguma formação fiquem tão cegas.
    Como se vê, as ideologias por vezes cegam e os cegos não vêem.

  4. Cuba: a ditadura mais amada do mundo.
    Até cair.

    Ainda vivem “democratas” que se emocionam muito.
    Por ela. Quando se fala dela.

    Naquela furtiva lágrima que recorda a sua juventude prosélita.

    Alguns até foram PRs portugueses.
    Boa gente.
    Tudo boa gente, decerto…”comandante”!

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