Deve ser isto a tal “ética republicana”


eventhorizon,

“Excepto por crime de sangue, em flagrante delito, não aceito a prisão (que “pudicamente” designam por detenção) de um ex-Primeiro Ministro como José Sócrates.”

 

João Soares no facebook, esse megafone moderno do disparate (via Renascença; o resto do post é delírio em estado puro) 

25 comentários em “Deve ser isto a tal “ética republicana””

  1. Ainda se fosse numa segunda ou terça ou quarta ou quinta à noite, a coisa passava. A culpa é da RTP, que contratou o prof. dr. eng. para falazar aos Domingos.

        1. Gostaria muito de ler o facebook do sr. João Soares se tivesse sido um ex-PM de outra cor política, assim mais para o alaranjado, a ser detido no decurso de uma investigação de corrupção.

    1. Tem razão quanto à questão da TV de sobreaviso – mas isso já se tornou frequente na justiça portuguesa, ao ponto de deixar de ser notícia (não é menos condenável por isso, atenção). Sabe como é, o segredo de justiça por cá é tudo menos secreto… e, regra geral, justo.

  2. No Socialismo existem uns cidadãos mais iguais que outros.
    Aristocracia portanto, os titulos no entanto não foram ganhos no campo de batalha, mas a comprar votos. Oferecer coisas com o dinheiro dos outros.

    Como agora que controla o Estado a Esquerda já não precisa do povo, já pode dizer coisas destas.

    Tal como a deputada do Labour a escarnecer de um cidadão que tinha 3 bandeiras Britânicas na fachada da casa.

  3. A reconciliação dos cidadãos com o regime e o sistema partidário, necessário à prevenção das tragicómicas derivas populistas, implica a responsabilização de todos os que vexaram para muitas décadas, um povo que se supunha livre e condenaram à indigência milhares de cidadãos e implicitamente à morte, alguns deles. Sócrates e os seus correligionários estão na primeira linha. Infelizmente não é este o caso; o Estado é implacável na coleta de impostos e laxista relativamente à gestão danosa da coisa pública, ignorando-se cúmplice por omissão na delapidação das finanças públicas.

    1. Implicaria bem mais do que isso (a reconciliação dos cidadãos com o regime e o sistema partidário), mas seria um bom começo começarmos a ver um pouco mais de seriedade na vida política. E começarmos a ter uma Justiça que funcionasse tão bem para quem está na mó de cima como para quem está na mó de baixo.

  4. Snr . João, nada de confusões. É preciso esclarecer se Sócrates a ter prevaricado o fez valendo-se das funções de Secretário do partido e de 1º ministro em proveito próprio. Olhe que a ser assim o seu discurso de catálogo cai redondamente por terra.
    Além de que, em relação ao fulcro da questão acrescentaria ainda, caso se verifique a situação que explicito, seria bom saber das cumplicidades de que beneficiou. Haverá mãos sujas dos seus mais próximos nessa vertente?

      1. Isto do mais chocante descaramento a que chamei de catálogo por pura bondade e contenção:”Excepto por crime de sangue, em flagrante delito, não aceito a prisão (que “pudicamente” designam por detenção) de um ex-Primeiro Ministro como José Sócrates.” Amigo aparece, em Sócrates não se mexe.

      2. Embora já tendo respondido ainda a pensar em João Soares é de minha obrigação clarificar. Quando começo por dizer Snr . João estava a referir-me a Soares. Peço desculpa pela involuntária imprecisão.

  5. Infelizmente vejo muita gente a criticar Sócrates, em vez de criticar o que criou e tornou possível Sócrates.

  6. Eu acho muito mal que nas notas para a Comunicação Social da PGR o senhor engenheiro filhósofo José Sócrates seja referido apenas como José Sócrates.

  7. É sempre maravilhoso ver a diferença que uma vírgula faz. Eu acho que ele quis escrever:

    “Excepto por crime de sangue, em flagrante delito, não aceito a prisão (que “pudicamente” designam por detenção) de um ex-Primeiro Ministro, como José Sócrates.”

    Porque se ele realmente quis dizer:

    “Excepto por crime de sangue, em flagrante delito, não aceito a prisão (que “pudicamente” designam por detenção) de um ex-Primeiro Ministro como José Sócrates.”

    o que ele está a dizer é que ele não aceita a detenção de ex-Primeiro Ministros que tenham sido José Sócrates, o que, tanto quanto sei, até hoje só houve um com tais características, por isso é o mesmo que dizer que ele se opõe à detenção do ex-primeiro José Sócrates. Presumo portanto que se não fosse um ex-Primeiro Ministro como José Sócrates, se fosse por exemplo um como Durão Barroso ou Cavaco Silva, já não seria contra.

    Afinal se calhar foi isso mesmo que ele quis escrever.

  8. Prezado João,
    eu só tenho a acrescentar ao que escreveu o seguinte:
    O que infelizmente a realidade (e é com grande pesar e tristeza que o escrevo, pois gostaria de escrever o oposto do que vou escrever) nos tem demonstrado no pós-25 de Abril é que a grande maioria dos políticos (e em particular aqueles que nos têm governado), até prova em contrário, é culpada. Bem… mas dirão os “velhos do Restelo”: “Nã, não… todos são inocentes até prova em contrário…”… Pois… em teoria é tudo muito bonito, mas vamos à, infelizmente, bem triste realidade dos factos que provam o que eu afirmei na minha primeira frase (e isto só para falar nas provas que mais dão nas vistas, tanto a nível interno como internacional, pois muitas outras poderia dar): 40 anos de Democracia, 3 auxílios financeiros externos. E só não os houve na última década do milénio passado nem na primeira deste milénio por causa dos milhões que vieram para Portugal da antiga C.E.E.. Também afirmo, com muita consternação minha, que, se os nossos políticos continuarem a não ter carácter, a não serem idóneos e afins, bem podem ter a certeza absoluta que na próxima década também iremos precisar de outro auxílio financeiro externo. Vão-se preparando, compatriotas…
    Se estas investigações que agora estão a fazer ao Sócrates (e desengane-se quem pensa que foi ele que originou a crise, pois ele apenas agravou aquilo que já vinha de trás, mais propriamente de todos os governos desde 1975) tivessem sido feitas logo no primeiro governo do Mário Soares, de certeza absoluta que que todos os nossos governantes desde então poderiam continuar a não ter vergonha, mas pelo menos teriam medo antes de se deixarem corromper (e afins) e de tomar decisões desastrosas para o país e para os meus compatriotas e poderíamos, se também fossem competentes, viver num dos países com melhor nível de vida do mundo.
    Eu bem que gostaria de deixar aqui um elogio aos nossos governantes e políticos, sinal que estaríamos bem melhor do que agora estamos, mas infelizmente (e sem orgulho nenhum) sou obrigado a constatar o facto de que todos eles, uns mais, outros menos, contribuíram, juntamente com o auxílio da maioria dos nossos empresários, administradores e afins, de forma significativa para “o estado a que isto chegou”…

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