Subscrevo, integralmente, este veemente protesto da Luísa contra mais um dos inúmeros abusos dos nossos queridos governantes sobre a brandíssima índole dos portugueses. Há limites para o descaramento.
Desplante
Ana Vidal,
Subscrevo, integralmente, este veemente protesto da Luísa contra mais um dos inúmeros abusos dos nossos queridos governantes sobre a brandíssima índole dos portugueses. Há limites para o descaramento.
Tal-qualmente.
A Luísa tem toda a razão.
É verdade, Ana, mas essa é a lógica da escravatura.
Um bom domingo!
Ana
Obrigada, Ana. Foi bom, sim.
Eu também!
Querida Ana (e caros comentadores): obrigada pela vossa compreensão pela minha irritação. Mas perco a cabeça quando me exigem expressões de gratidão a um Estado decadente e a um Serviço Nacional de Saúde que tem os seus méritos, mas não tem menos deficiências. É, sem dúvida, um apoio indispensável para as populações menos favorecidas e, por isso, aceito pagar a parte dos custos que essas populações não possam suportar. Mas nem mais um tostão. Não, enquanto preferir recorrer a seguros de saúde e medicina privada. E prefiro decididamente, desde que foram recentemente divulgadas duas perturbadoras constatações: a primeira sendo que, em Portugal, os ricos vivem mais do que os pobres, porque têm melhores condições de apoio médico – (como sempre ouvi dizer que os hospitais públicos, votados aos pobres, estavam melhor apetrechados do que os privados, utilizados pelos ricos, é porque qualquer coisa nos primeiros não está a funcionar como deve); e a segunda, que se morre muito mais nos hospitais públicos aos Sábados e Domingos do que durante a semana (dado que parece acender alguma luz sobre o que poderá ser essa coisa que não funciona como deve). Ai, ai…
Ainda digo mais: ai, ai…
Ai, ai, Luísa. Viver mais para trabalhar até morrer não me parece um grande presente… com amigos assim, quem precisa de inimigos?