Desplante


Ana Vidal,

Subscrevo, integralmente, este veemente protesto da Luísa contra mais um dos inúmeros abusos dos nossos queridos governantes sobre a brandíssima índole dos portugueses. Há limites para o descaramento.

8 comentários em “Desplante”

  1. Querida Ana (e caros comentadores): obrigada pela vossa compreensão pela minha irritação. Mas perco a cabeça quando me exigem expressões de gratidão a um Estado decadente e a um Serviço Nacional de Saúde que tem os seus méritos, mas não tem menos deficiências. É, sem dúvida, um apoio indispensável para as populações menos favorecidas e, por isso, aceito pagar a parte dos custos que essas populações não possam suportar. Mas nem mais um tostão. Não, enquanto preferir recorrer a seguros de saúde e medicina privada. E prefiro decididamente, desde que foram recentemente divulgadas duas perturbadoras constatações: a primeira sendo que, em Portugal, os ricos vivem mais do que os pobres, porque têm melhores condições de apoio médico – (como sempre ouvi dizer que os hospitais públicos, votados aos pobres, estavam melhor apetrechados do que os privados, utilizados pelos ricos, é porque qualquer coisa nos primeiros não está a funcionar como deve); e a segunda, que se morre muito mais nos hospitais públicos aos Sábados e Domingos do que durante a semana (dado que parece acender alguma luz sobre o que poderá ser essa coisa que não funciona como deve). Ai, ai…

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