The consolidation is underpinned by a mixture of revenue increases, which account for 80 percent of the total adjustment, and expenditure cuts.
[…]
With the tax-to-GDP ratio already in line with peers and the 2013 budget set to push this ratio even higher, a large part of the medium-term fiscal adjustment will need to come from expenditure restraint. This would help bring the adjustment mix closer to the original program objective—one third revenue, two thirds expenditure. And given that Portugal’s spending is heavily concentrated on pensions and public wages—accounting for about two-thirds of total spending, these outlays will have to be at the center of spending reforms.
Do relatório da sexta avaliação, Dezembro de 2012 (páginas 55 e 56).
Claramente, estes tipos não contavam com a nossa augusta Constituição. Vai-se a ver e estão mais habituados a países com Constituições que permitem gráficos assim:
Do relatório da nona avaliação ao programa irlandês, Abril de 2013 (página 36).


A nossa Constituição é Socialista por isso só permite discriminação dos que são menos iguais que os outros.
Ou seja o Estado nunca pode diminuir.
É até irónico termos mais do que um partido político.
Em contrapartida, por terem uma constituição que não os defende, os irlandeses vivem debaixo de uma ditadura terrível, que até proibiu a cor verde e quem for apanhado a tocar violino leva uma tosa de meia-noite e é deportado para Inglaterra, outra ditadura fascista sem constituição.
Acho que o verde escuro é permitido. Mas só se for mesmo muito escuro.
Não o tinha lido aqui e comentei a Irlanda lá no outro post .
Fez bem em falar nisto pois as pessoas não estudam e acabam a mandar bitaites convencidas que estão a ter opiniões .
E melhor fez em apresentar provas ainda que nem assim muita gente lá vá .
As provas são irrelevantes quando se tem o brilhantismo dos juízes do TC, já para não falar de comentadores como Sócrates, a defender que nada é impossível.
LOL… insistir, insistir, estes seus posts começam a usar sempre a mesma cassete.
Não há leis, nem receita, só obstáculos e despesa.
http://www.publico.pt/economia/noticia/k rugman-sobre-austeridade-em-portugal-jus t-say-nao-1590546
http://abrupto.blogspot.pt/2013/04/o-mat erial-tem-sempre-razao-4-numero-de.html
Pois isso é muito verdade .
Mas continuamos cercados de gente , por aqui e por aí , muitos a quem eu reconheço capacidade de análise , que ainda não perceberam que não há dinheiro que chegue nem vai haver nunca mais. Nunca mais , com euro ou sem euro , pela simples razão que não há criação de riqueza nem essa criação nasce por espontânea vontade dos “wishful thinkers” da nossa praça ou da nossa blogosfera.
Claro que o dinheiro foi mal gasto em muitas coisas e claro que enquanto foi circulando e dando para muita gente fazer a sua vidinha ninguém se queixou por aí além de indústria e agricultura terem morrido (para sempre ). É sempre assim .
Ontem comentei determinado post “científico” num outro blog – pois ao fim do dia só lá estava outro comentário “técnico” mas havia uma dezena deles a discutir se dizer aquilo era ser de esquerda ou de direita …
É disto que a malta gosta : discutir o sexo dos anjos , à falta de conhecer/estudar os assuntos ninguém aceita ficar calado como seria lógico .
Portanto “parole, parole” , soluções nada .
Por isso fazemos todos parte do problema e não da solução .
Dentro deste Euro, com este “salve-se quem puder”, obviamente não há solução. Todos esperam que das eleições na Alemanha saia a varinha mágica – ilusão, a que se seguirão outras.
Aquilo que temos em marcha, de forma natural, será uma migração populacional para os centros de riqueza, tal como aconteceu em Portugal – do interior para as zonas urbanas. Neste caso, nada sendo invertido, haverá migração para o centro da Europa.
Para contrariar isso, só retomando independência.
Para retomar a independência é preciso moeda própria, negociando uma cumplicidade com os países lusófonos… ibero-americanos, se a Espanha alinhasse.
Ao contrário de Itália, Irlanda, Grécia, a permanência de Portugal e Espanha no Euro só lhes fechou todo o mercado ibero-americano, onde poderiam ter um papel dominante.
Há uma falta de imaginação enorme em soluções governativas.
Como a Constituição é anterior ao Euro, na prática o Governo está a pagar salários em moeda estrangeira.
Se não quer fabricar moeda própria é porque a isso se auto-obrigou, sem acautelar as devidas compensações.
A começar, esse salário extra, poderia ser pago em moeda própria, esse seria o caminho suave para a saída do Euro.
Permanecer amarrado ao Euro é o maior erro que Portugal está a cometer para as décadas seguintes.
Amarra-nos a uma dívida, não nos dá crédito, tira-nos a independência, e não permite colocar dinheiro na economia… uma sucessão de erros, que mais que erros, devem ser vistos como traição nacional.
A reintrodução do escudo não teria valor externo, mas seria obrigada a equivalência de preços por imposição interna. O caminho inverso do que foi feito para a entrada no Euro.
A curto prazo as empresas ficavam com moeda inegociável para importações – caíam as importações, seria precisa produção nacional. Já hoje em dia caiem as importações, mas sem compensação na produção nacional, é pura retracção.
A única coisa necessária era a UE não destabilizar ainda mais, e os bancos distinguirem o que era valor antigo – euros, do que era introduzido pelo estado – escudos.
Nos dias que correm, não conseguimos ler mais que as maiores trivialidades do politicamente correcto. Tem razão, ninguém discute alternativas a sério.
Pura e simplesmente todos se recusam a pensar fora da caixa pré-formatada.
É uma tristeza, uma pobreza, mete dó…
para o jaa, o que significará “MEDIUM -TERM”?
“…a large part of the MEDIUM-TERM fiscal adjustment will need to come from expenditure restraint.”
e deve ter-lhe acabado a tinta, por se esqueceu da parte final, com a importante chamada de atenção do FMI, para a necessidade de amplos consensos para as reformas:
“And given that Portugal’s spending is heavily concentrated on pensions and public
wages—accounting for about two-thirds of total spending, these outlays will have to be at the
center of spending reforms. THESE AREAS ARE PARTICULARLY SENSITIVE; AND IT WILL BE IMPORTANT TO ENSURE A BROAD, OPEN, AND TRANSPARENT CONSULTATION PROCESS TO BUILD DOMESTIC SUPPORT FOR THESE CRITICAL REFORMS.”
enfim, aqui o jaa usou o photoshop.
Sim, claro, num programa de ajustamento que acaba em 2014, deve ser para aí 2020. Ou, considerando que sete anos num país com quase mil seria ainda curto prazo, talvez 2200.