Derrubar o Bloco


Pedro Correia,

Imagino as senhoras deputadas bloquistas indignadíssimas com o nome do próprio partido, que viola a “igualdade de género”. Há que combater esta chocante linguagem sexista: é fundamental derrubar o Bloco.

0 comentários em “Derrubar o Bloco”

  1. Isso é falso, Pedro. O nome do partido é Bloc@ de Esquerd@. Para homens, Bloco de Esquerdo. Para mulheres, Bloca da Esquerda.

  2. Sobre o assunto, já comentei no poste do Rui Rocha mas, realmente, em vez de Bloco, deviam mudar o nome para Tijoleira de Esquerda 😉

      1. Mas será que quererão o indefinido? Parece-me que o Bloco, nem quer o De mas, … da Cidadania que, mesmo sem o Da, é uma palavra do género feminino mas entendo-o, em vez da Construção Civil, opta pela bijutaria

  3. Que disparate de post.
    O género dos substantivos “Bloco” e “Esquerda” é puramente convencional.
    Já “cidadão” ou “cidadã” não é uma convenção – refere-se ao género de uma pessoa concreta.
    Um bom post, isso sim, seria a dizer que a “Ordem dos Advogados” deveria passar a designar-se “Ordem da Advocacia”.

    1. E a ordem dos médicos? Tem de se fundar uma Ordem das Médicas. Idem para os enfermeiros, etc. E o Sindicato dos Jornalistas que deixaram as jornalistas de fora. Idem para as professoras, coitadas que não têm sindicato.

  4. O verdadeiro roubo com força de lei (roubo e não furto) que é o prazo de validade do cartão de cidadão e os custos de sua renovação, bem como o disparate (esse sim de canalha e não da pueril) de pretender manter a obrigatoriedade dessa renovação na velhice, esteja a pessoa acamada, senil, ou sendo por qualquer outra forma impraticável a sua deslocação para o efeito, tudo formas do estado sacar receita a todo o custo e sem sequer procurar um mínimo de decência – nem que apenas aparente – nas suas opções, eis o que seriam verdadeiras questões “fracturantes”.

    Mas isso, claro, nada diz ao eleitorado do bloco (para quem um estado omnipresente e tirânico será aliás o cume civilizacional). Bloco que, como os restantes partidos, existe afinal e em grande medida (as ilusões de mudar o mundo são efémeras; mais breves ainda quando sinceras) para garantir o seu quinhão da pública manjedoura em favor dos seus e da sua clientela.

    1. O/a BE deve exigir uma revisão sumária e urgente da Constituição da República Portuguesa (aliás três termos femininos que, horrrrror!, violam o princípio da igualdade de género).
      Vejamos os primeiros 10 artigos da CRP:

      Artigo 2.º “O ESTADO subordina-se à CONSTITUIÇÃO…” (duas gravíssimas violações: exige-se a adopção de termos neutros)
      Artigo 4.º “São CIDADÃOS portugueses todos aqueles que como tal sejam considerados pela lei ou por convenção internacional.” (“Cidadãos” é atentado grosseiro à sensibilidade de mais de 50% da cidadania portuguesa; há que revogar sem imediato esta norma tal como está redigida)
      Artigo 7.º “Portugal rege-se nas relações internacionais pelos princípios da independência nacional, do respeito dos direitos do HOMEM…” (do “homem”?! Esta norma da Constituição está claramente ferida de inconstitucionalidade)
      Artigo 9.º “São tarefas fundamentais do Estado: (…) Defender a democracia política, assegurar e incentivar a participação democrática dos CIDADÃOS na resolução dos problemas nacionais” (uma vez mais a malfadada palavra que deve ser riscada de vez do nosso vocabulário político-constitucional)
      Artigo 10.º “O POVO exerce o poder político através do sufrágio universal, igual, directo, secreto e periódico, do referendo e das demais formas previstas na Constituição.” (vocabulário falocêntrico inaceitável: todos os substantivos de género, sobretudo os masculinos, devem ser rasurados da lei fundamental).

      1. Aliás todo o Direito, não só o constitucional, está cheio de atentados à igualdade de género. Veja-se o papel que nós em regra representamos perante o estado, homens ou mulheres, no que toca ao fisco: o de “sujeitos passivos”.

        Coisa não só sexista (as senhoras, que diabo, “sujeitas”; como certa presidenta), como com um certo travo de perversão… Ou de grave desconsideraçāo da autonomia da vontade.

        E o BE nada faz quanto a isto?

        Enfim, solenes palhaçadas que pagamos caríssimo (ou será caríssima?).

        Costa

          1. E demagogia em doses cavalares. Tudo muito próprio de uma oclocracia.

            Está muito bem assim e nem poderia ser de outra maneira.

            Costa

          2. Muito bem apontado! Mas vejo agora que suscitei a invocação, com carácter não exactamente abonatório, de espécies animais. E os pobres bichos não tem culpa da infinita estupidez humana.

            Deixemo-nos disso, então. Ainda que este reconhecimento faça de mim, de acordo com preclaros raciocínios a que por aqui temos a ventura de aceder, um canalha (adulto ou criança; neste segundo caso, definitivamente, apenas em termos mentais).

            Costa

          3. Isso, isso. As filas, ordenadas e serenas são até um avanço civilizacional (por onde andam os retrocessos civilizacionais, subitamente não mais invocados?) de que poderíamos por cá fazer mais uso.

            Costa

  5. Sr Pedro Correia

    Á luz deste enredo fraturante, será admissível dizer-se: – “Carne de vaca” ?

    Meus cumprimentos

    Am

  6. eheh … que loucura. E assim começam os fundamentalismos. O da vez é o do género. E o pior é que um tema que tem relevância, é totalmente esvaziado por obra dessa espécie de feminismo no seu pior. Ridículo!!

  7. Isto é tudo demasiado estúpido. Anos e anos de escola pública dão nisto: em não saber o que é um género gramatical e pensar que declinações são instrumentos de discriminação social. Os estúpidos funcionam assim: sempre muito pro-activozinhos e diligentes nas suas interpretações literais da realidade e toldados pela ignorância.

    Quando é que nos livramos deles?

    1. Bem-vindos ao admirável mundo novo. As “engraçadinhas” do BE (Jerónimo ‘dixit’) deixaram de falar da crise e do desemprego e da emigração dos jovens e dos efeitos recessivos da economia para se centrarem na “ideologia de género”, último grito da moda nas causas “fracturantes”.

      1. Ainda estou para descobrir onde estão os milhões de Portugueses que Pedro Passos Coelho atirou para a miséria e para o sofrimento. Em Penela e outras terras do país, aparentemente, até há casas vazias para oferecer a estrangeiros e um “ordenado” que é recusado aos nossos desempregados. Se calhar nem precisam de se arrastar para as apresentações quinzenais no centro de emprego — e com certeza não os vão chantagear com trabalhos de limpeza na junta de freguesia por 350 euros mensais como fazem com os nossos desgraçados.

          1. Penedono tem a agravante de lembrar um banco mau. Tem de ser removida do mapa (aproveita-se e faz-se desaparecer o castelo para fazer esquecer as referências europeias e os fidalgos não terem tentações senão as burocráticas)

  8. Brincam mas não percebem o que é o que o Bloco faz.

    Acham ridículo o que é revolucionário: Destruir a Cultura.

  9. Atroz é chamar-se “cartão” a tão complexa mistura de plástico, coisas magnéticas e chip que há muito não inclui papel! Debater-se “do cidadão” ou “de cidadana” é o mesmo que debater se o Manuel é “preto” ou “negro” quando na verdade o que ele tem estado a tentar dizer é que quer ser uma Manuela. #allingredientsmatter

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