O debate de hoje teve um vencedor claro: Passos Coelho. Hoje apresentou-se pela primeira vez em forma, perante um António Costa que se manteve absolutamente igual ao debate anterior. Só que a prestação de António Costa, se lhe permitiu vencer um Passos Coelho apagado, já não lhe evitou uma derrota colossal com Catarina Martins. Era por isso evidente que bastaria Passos Coelho crescer um pouco para António Costa sair derrotado em toda a linha. Foi o que se passou.
Passos Coelho começou por corrigir os erros do anterior debate, ao não ter respondido à crítica disparatada do aumento da dívida e ao auto-elogio (falso) da sua redução em Lisboa. Desta vez fê-lo de forma esclarecedora, aproveitando ainda para chamar a atenção para as miríficas promessas que António Costa tinha feito aquando da sua campanha em Lisboa.
Passos Coelho percebeu ainda o que já era óbvio depois da entrevista com Vítor Gonçalves e do debate com Catarina Martins: António Costa passa a vida a dizer que tem compromissos escritos no programa, mas não percebe nada do que lá está. A Vítor Gonçalves nada respondeu, tendo tido a atitude ridícula de lhe entregar um resumo do programa e a Catarina Martins limitou-se a repetir as acusações ao corte de pensões da direita, sendo incapaz de explicar os números que constavam do seu programa.
Hoje António Costa foi igualmente incapaz de dar explicações sobre o seu programa, dizendo apenas generalidades ou acusando o adversário. Até numa pergunta simples sobre o modelo de escalões que defende para o IRS nada disse, alegando que lhe faltava “informação fina”. O quadro de receita fiscal constante do orçamento e os dados da sua execução são por acaso “informação grossa”?
Curiosamente a estocada decisiva em António Costa não foi dada por Passos Coelho, embora este a tenha imediatamente cavalgado, mas por Graça Franco. Esta perguntou a António Costa a que prestações da segurança social queria aplicar a condição de recurso, conforme tinha previsto no seu programa. António Costa foi incapaz de dar qualquer resposta e, apesar das insistências da jornalista e de Passos Coelho, limitou-se mais uma vez a papaguear generalidades. Provavelmente bem lhe apeteceria repetir o número que fez com Vítor Gonçalves, mas percebeu que não tinha condições para o fazer.
No fim do debate, após um briefing com Mário Centeno, lá foi capaz de responder alguma coisa aos jornalistas. A meu ver, foi pior a emenda do que o soneto, pois a imagem que ficou foi a de um político impreparado, que se limita a debitar um programa elaborado por Mário Centeno, do qual nada percebe, a não ser que o mesmo Centeno lhe explique. António Costa bem pode protestar que isto é um “não caso”, que a generalidade dos analistas vê nisto um caso muito sério.
Tem sido afirmado que os debates em nada influenciam o resultado eleitoral, a não ser que um dos candidatos cometa uma gaffe monumental. A meu ver foi o que se passou hoje. O que torna imprevisível quem vai vencer as eleições. A partir de agora all bets are over.

“O que torna imprevisível quem vai vencer as eleições. A partir de agora all bets are over.”
Pelo contrário. A partir de agora a coligação vai em crescendo na campanha para chegar à maioria absoluta.
Certamente que não ouvimos o mesmo debate.
http://www.tsf.pt/politica/interior/segu ranca_social_marcou_o_debate__4781070.ht ml
Passos estava mais atrevido, mas não soltou absolutamente nada de um programa que não tem.
Para disfarçar preferiu debater o programa do PS, que já provou não entender e de não conseguir acertar quer nas contas quer nas ideias propostas.
Como sempre quis dar o habitual ar de economista político sem conseguir demonstrar que é político, demonstrando somente que nem ele sabe a causa da ruína que ocasionou com a pseudo-economia que implementou.
Falou novamente de empregos, mas esqueceu referir quantos desses empregos também foram à conta da dita redução salarial. Isto é, despede-se quem ganha razoável para contratar em saldo. Em saldo uns, outros em estágios para alavancar empresas com gestão de estagiários.
E os restantes ficam sem saber quando voltarão ou a estar em saldo ou a estagiar.
Costa demonstrou que a economia necessita ser melhorada também através de melhores apoios e melhores rendimentos.
Tem razão. Cada um vê o que gostaria de ver
Só para acrescentar algo ao comentário anterior sobre a economia que ele mesmo não entende:
http://sicnoticias.sapo.pt/economia/2015-0 9-17-Estado-gastou-19.500-M-em-4-anos-co m-a-banca
Quem pretendia resolver os problemas estruturais vai deixar isto num caco.
Tudo parece começar a indicar estarmos perante mais um a não saber onde estão os “dossiers”, quanto mais estudá-los e percebe-los.
António Cabral
Retrato em 3 passarinhos:
1-Costa não sabe do que fala e não fala do que sabe;
2-Faz-me lembrar algumas mais atrevidas de uma certa classe profissional que chamam ás outras antes que lhe chamem a elas;
3- Confiar neste dito Partido Socialista seria mais uma aproximação fatal a novo suicídio colectivo .
Para concluir substituindo-me a profissionais da comunicação, lembro que Costa achava muita curta, face ao desgaste do actual governo, a vantagem de Seguro nas sondagens como nas europeias e correu com ele. Agora perante uma vitória da bondade e uma derrota sem espinhas que até os mais envergonhados seguidores tem dificuldade em engolir está aí para ficar. Esperemos que no 4 de Outubro se vergue definitivamente e vá fazer a tal travessia.
Vai ser a alternância/a manigância/a ganância, haja paciência!
Derrotado em toda a linha?.. Tsc, tsc, olhe Luís, se ainda não sabe, fique a saber: Co8
https://www.youtube.com/watch?v=8rTq_AEd
Esse é o seu parecer. O meu vai em sentido contrário, Pedro Passos Coelho não consegue convencer, não consegue vencer e não consegue enganar, aqueles que já se elucidaram, ao longo de quatro anos da sua incapacidade governativa. Eu e esses, já sabemos que por mais que tente não chega lá. Perdeu em toda a linha e Costa, mais uma vez, venceu o seu adversário. Lamento, mas nem todos vemos o mesmo e ainda bem.
De Vento a 17.09.2015 às 17:59 :
“quantos desses empregos também foram à conta da dita redução salarial. Isto é, despede-se quem ganha razoável para contratar em saldo.”
Portanto, reconhece que foram criados empregos …
Ja não se fala em “espiral recessiva” e numa taxa de desemprego a caminho dos 20% e por ai fora …
Também ja não se diz que a taxa de desemprego baixa porque a população activa baixa e os desempregados emigram …
Agora admite-se que até foram criados empregos …
O problema é ter havido em paralelo uma “redução salarial” (na verdade, o que mais baixou foi o custo do trabalho) …
Mas então o problema maior e a prioridade não era o desemprego ?…
Pelos vistos era apenas retorica !!
Agora se ve que tinham razão aqueles que, do liberal Antonio Borges ao keynesiano Paul Krugman, alertavam para o facto da média dos salarios em Portugal ser elevada e ser necessario um ajustamento (Krugman falava de … 20% !…) para serem criados mais empregos.
De Vento : “Costa demonstrou que a economia necessita ser melhorada também através de melhores apoios e melhores rendimentos.”
Portanto, o Estado, que escapou por pouco a uma bancarrota e ainda está fortemente endividado, deve aumentar ainda mais a despesa ?!…
Portanto, as empresas, descapitalizadas e com falta de competitividade, devem ser forçadas a aumentar salarios ?!…
Esta é a receita de Costa : levar de vez o Estado à falencia e dar cabo das empresas.
Vai certamente “melhorar” muito a economia !!…
De Vento :
“Estado gastou 19.500 M€ em 4 anos com a banca”
Convém precisar que uma parte foi perdida (BPN, BPP) e outra parte foi emprestada.
A parte perdida resultou de decisões do governo socialista de José Socrates. So a nacionalização do BPN ja custou ao Estado mais de 5 mil milhões de Euros. Esta foi efectivamente uma perda liquida e definitiva para os contribuintes.
A parte emprestada pelo Estado aos Bancos não foi perdida.
A parte emprestada a 3 Bancos para ajuda à recapitalização (5,6 mil milhões) tem vindo a ser reembolsada (mais de 70%) e tem pago juros elevados ao Estado.
A parte emprestada ao sistema financeiro para o fundo de resolução do BES (3,9 mil milhões de Euros) deve ser recuperada na totalidade pelo Estado, através da venda do Novo Banco e, se não chegar, suportada pelo sistema bancario. Este empréstimo rende também juros para o Estado.
Ou seja, o dinheiro emprestado pelo Estado à banca deve vir a ser recuperado na totalidade, provavelmente até com um ganho liquido. Portanto, sem perdas para os contribuintes.
De qualquer modo, todo este dinheiro gasto e adiantado aos Bancos, bem ou mal, perdido ou recuperado, destina-se a sustentar o sistema financeiro e a evitar o seu colapso.
Muitos outros paises, com governos de esquerda e de direita, teem feito o mesmo.
Não faze-lo poderia significar o colapso do sistema financeiro e as consequencias seriam de longe muito piores para os contribuintes e cidadãos em geral.
Chega de demagogia com o assunto dos Bancos !!!
Já vi que o Fernando fica com algumas comichões sobre o que escrevo e/ou anexo.
Meu caro a questão é simples: Passos andou a armar em reformador e refundador. Foi o homem dos discursos estruturais.
Acontece que aquilo que criticava noutros, e que não soube resolver (caso da venda do BPN e de não ter gerido o passivo procurando ir buscar aos accionistas garantias de seu património para cobrir o prejuízo), caiu-lhe em cima algo como o Novo Banco.
Acontece também que do pouco que foi reembolsado por outros bancos os cidadãos continuam a não ver os benefícios de tais empréstimos. Significa isto que se o “estado” recupera os contribuintes somente xuxam no dedo.
Por último, Passos, e também o Fernando, ainda não compreendeu que o problema estrutural está e estava no sector financeiro e bancário. E como está, ele, tal como os seus pares no Ecofin, desestruturam tudo e todos para estruturar uma banca que continua a viver de balões de oxigénio que agora também procedem do BCE.
Em resumo, é fácil viver à conta com outros a pagar as contas. Aqui tem os resultados dos grandes refundadores, reformadores e reestruturadores.
Estou a ver que o Vento se permite criticar livremente e sem pejo os posts e comentários dos outros, o que está muito bem, mas já não aprecia o contraditorio relativamente aos seus, o que está muito mal !
Quanto ao BES, pelos vistos o Vento não percebeu bem o que se passou.
Os accionistas do BES foram obrigados a suportar uma parte significativa do passivo com a totalidade do patrimonio que tinham investido no Banco : ficaram no Banco “mau” com os activos “toxicos” !
Em contrapartida, o Novo Banco, o “bom”, ficou com os activos bons. Mas como, mesmo assim, o capital social ficou negativo, foi necessario recapitalizar o Banco e, para este efeito, o Banco de Portugal fez a famigerada “resolução”, obrigando o sistema financeiro, isto é, os restantes Bancos, a entrar no capital do fundo de resolução que por sua vez entrou no capital do Novo Banco.
No entanto, como os Bancos teem também falta de capital, o Estado emprestou-lhes o dinheiro em falta, 3,9 mil milhões de Euros.
Este dinheiro, deve ser atempadamente reembolsado pelo fundo de resolução, isto é pelos outros Bancos.
Desde logo com o produto da venda do Novo Banco, logo que seja concretizada, e que, como se sabe, está a ser tratada.
De qualquer modo, se porventura o valor desta venda não for suficiente, então os outros Bancos terão de cobrir a diferença com os proprios recursos.
Como se ve, todo o processo é suportado pelo sistema financeiro pelo que, ao contrario do que o Vento afirma, os contribuintes não apenas não perdem dinheiro como até devem ganhar os juros do empréstimo.
Dito isto, é verdade que o Estado teve de aumentar a sua divida para poder efectuar o empréstimo. Mas, como os juros a receber são superiores aos juros a pagar, a operação é financeiramente vantajosa para os contribuintes.
Teria sido péssima para os contribuintes se o BES tivesse sido nacionalizado, como fez o governo socialista com o BPN (mais de 5 mil milhões de perdas), e como muita gente de esquerda defendeu e, sem o dizer, ainda deseja (criticam a solução da resolução mas não teem nenhuma alternativa viável para além da nacionalização).
Quanto aos empréstimos feitos aos outros Bancos, feito com o dinheiro disponibilizado pela Troika, e como já referi anteriormente, os interesses do Estado, isto é, dos contribuintes, estão garantidos : mais de 70% do capital foi já reembolsado e foram também já recebidos os juros correspondentes.
O que conta é que, deste modo, sem custos para os contribuintes, o Estado desempenhou o seu papel, o de contribuir para evitar uma crise ainda mais grave no sistema financeiro e bancario. Se o sistema bancário entrasse em colapso então os principais prejudicados seriam, ai sim, os contribuintes e a generalidade dos cidadãos.
A economia portuguesa tem diversos problemas estruturais, incluindo o do sistema financeiro e bancário.
Mas este e outros problema estruturais, das contas do Estado, das empresas, das familias, das contas externas, etc, teem uma causa principal : as politicas despesistas e intervencionistas do Estado que os amigos do Vento defenderam e aplicaram antes da bancarrota de 2011 e que querem agora de volta !
Quanto a “viver à conta” deixando para os outros o respectivo pagamento foi exactamente aquilo que os seus amigos socialistas fizeram até 2011.
Foi preciso vir a Troika com dinheiro e com um programa de ajustamento, que foi aplicado com sucesso pelo governo de Passos Coelho, para o pais ter voltado a uma situação financeira de maior normalidade e ao crescimento economico.
Meu caro, eu só referi a comichão. Quanto ao contraditório você é livre, nada o impede de fazer. Mas eu vou dar-lhe atenção.
Quanto ao Novo Banco só lhe dou uma resposta: a cartilha que reproduz é falsa. E é falsa na medida em que contraria as próprias afirmações de Passos, que declara nada ter feito relativamente ao caso BES/GES por isto estar nas mãos de um regulador e supervisor. Aquilo que o estado fez foi entregar 3.900 milhões para juntar aos mil milhões já entregues pelos bancos para o Fundo de Estabilização. Esta última é a única verdade em que pode pegar. Logo, Passos nada fez para além de avançar a massa.
O resto, no que diz respeito ao que acontecerá e como receberá a massa, o Fernando só pretende fazer futurologia. Mas o futuro demonstrar-lhe-á que não será assim. E daqui não saio mais e não me convide para voltar a falar sobre este tema.
Quanto ao BPN só pretendi dizer o que disse. Passos não corrigiu o que podia ter corrigido, isto é, proteger as perdas do estado intentando acções para chamar património dos accionistas e gestores para as cobrir (isto também é competência dele. Nenhum médico recusa tratar um doente só porque outro médico errou). E vendeu por tuta e meia o BPN ficando com as responsabilidades todas.
Também não percebeu outro aspecto, nenhum contribuinte será reembolsado quer do que pagou quer do que perdeu, mesmo que o estado recupere. Repare que a dívida aumentou sem que Passos tivesse feito qualquer obra, ao contrário de Sócrates que na realidade deixou uma dívida mas também as obras todas.
Por exemplo: deixou estradas para que se gerem receitas através das portagens. E esta coligação deixa dívidas sem obras que possam gerar receitas futuras.
Mais ainda, o Fernando desconhece a frase “o pai do monstro”. Foi aqui que tudo começou. Recomendo uma actualização sobre os acontecimentos nacionais.
Mas gostaria de dizer-lhe uma outra coisa. Eu não admiti que foi criado emprego. Admiti que existiu emprego por substituição, o que é diferente. Significa que o emprego que é substituído por salário menor não é criação de emprego (é o uso de uma prerrogativa legal – alterada – em prol da dita liberalização do mercado laboral. Entenda-se por liberalizar despedir para diminuir salário). Logo, Passos/Portas destruíram efectivamente empregos.
Mas não destruíram somente emprego, destruíram a própria economia. Ao retirar disponibilidades e reduzir salários tirou rendimentos também aos seus amigos, aqueles para quem legislaram, e agora andam a descapitalizar o estado concedendo desnecessários créditos fiscais e baixando taxas de IRC quando o necessário seria aumentar as disponibilidades dos que fazem girar a economia, isto é, os consumidores.
Com mais disponibilidades sobe o consumo, se o consumo sobe mais receitas para o estado são geradas. A prova disto é o facto de depois do TC ter ordenado o reembolso dos salários cortados e dos subsídios as receitas de IRC subiram. E subiram maioritariamente por via do consumo interno. O défice externo diminui essencialmente por via da redução do preço do petróleo, da quebra das importações e porque existiu uma ligeira melhoria no turismo que conta para exportação em termos de serviço. Mas não se esqueça que na rúbrica turismo também se incluem os turistas internos, consumo interno.
Não são as empresas que geram empregos, são os consumidores. Se o mercado consome os empreendedores aparecem. Não há empreendedores sem consumidores, mas consumidores com necessidades e disponibilidades.
Os problemas da economia conheço-os bem; e eles não resolveram nenhum, antes agravaram os problemas. É o resgate de um sistema financeiro não regulado a causa primeira dos problemas económicos. E a liquidez que vai sendo injectada é feita através do BCE.
Por último, só uma pequena correcção: Não são os socialistas que são meus amigos. Eu é que estou a ser amigo dos socialistas tentando ajudá-los a ganhar as eleições. Eles nada fizeram por mim e nada lhes pedirei.
Faço-o por minha conta com todo o prazer. Entendam isto como uma oferta minha.
P.S Fernando, o que vai escrito é definitivo. Sobre este tema não voltarei a responder-lhe. Agora tenho uma diferença horária a compensar.
Na economia de mercado quem toma más decisões vai á falência.
O BES GES deveria ter falido e os seus accionistas deveriam ter perdido tudo e se tivessem alguma vergonha atiravam-se da varanda.
A única coisa que se deveria salvaguardar seriam os depósitos até 100 mil € (porque está na lei), excluindo obviamente a treta do papel comercial que foi vendido a pessoas que tiveram mais olhos que barriga e que se achavam mais espertos que os outros, quando a generalidade dos bancos paga juros de no máximo 2% POR ANO esses espertalhões achavam que iam receber juros de 4.5% a 6 MESES. Devo lembrar que só a PT é credora de 900 milhões de euros de papel comercial do GES fora outros tubarões Goldman Sachs ) que já conseguiram que os processos que moveram ao Banco de Portugal sejam decididos em Londres.
O que diz que vai acontecer é pura fantasia, até a restante banca não meteu lá dinheiro sem GARANTIAS, não tomou capital de forma directa, recorreu a empréstimo que obviamente exige garantias por parte de quem empresta e neste caso foi o Estado que deu essas garantias.
No caso do BPN / BPP os accionistas e gestores deveriam ter perdido tudo de forma imediata, ficarem indigentes e irem parar á cadeia, com BES / GES deveria ter acontecido o mesmo, nada de arrestos, miséria e cadeia, mas não se verificou nada disso, o ZÉ povinho paga, pena que o ZÉ povinho não tenha visto nada (euros) quando os bancos tinham lucros fabulosos.
Qualquer gestor de empresa que martele as contas, deva dinheiro á SS ou ao Fisco responde directamente com o seu património pessoal.
Também gostava de ter um negócio que quando corre mal o Estado me viesse apoiar mas quando corre bem eu até fujo aos impostos domiciliando-me na Holanda ou no Luxemburgo.
Depois de ouvir uma Manuela Ferreira Leite agoniada e tolhida da voz, um Jorge Coelho rudimentar e boçal, como um Pacheco Pereira furtivo e ressabiado, a certeza de que Costa já bateu no fundo.