Depois desta não pergunto mais nada


Sérgio de Almeida Correia,

Que pensarão os senhores deputados do CDS/PP e do PSD, que ontem “chumbaram” o diploma relativo à co-adopção, sobre o facto do país mais rico da Europa ser uma velha monarquia constitucional governada por um partido de direita, coligado com socialistas e verdes, cujo primeiro-ministro é um “gay” assumido, e em que o parlamento legalizou a eutanásia em 2008?

 

Post scriptum: Não quero com isto dizer que apoio o que aqui está. 

4 comentários em “Depois desta não pergunto mais nada”

  1. A diferença não está no sistema político; a diferença é que eles são mais civilizados do que nós. O que funciona melhor é uma sociedade constituída por pessoas mais evoluídas. Depois, quem governa, quais são as leis, etc. não faz a mínima diferença. Se nós tivéssemos o mesmo sistema que eles, não funcionaríamos à mesma; e o nosso sistema (político, constitucional) com eles andaria sobre rodas. É triste, mas é a evidência.

    1. Triste, triste é termos levado o chá das 5 para Inglaterra, essa moda selvagem dos incivilizados do sul. Já agora: “o facto de o país mais etc…” é que é fino.

  2. No Luxemburgo a maioria dos seus habitantes, sendo estrangeiros e sem nacionalidade luxemburguesa, não votam nas legislativas

  3. Também foi o primeiro país do mundo – e único – a ter casamentos a termo – que apenas eram válidos nas colónias.

    Colónias que o monarca constitucional então reinante tratava como propriedade privada dele, usando abundantemente castigos corporais

    Supõe-se que a legalização da eutanásia seja um “progresso” e venha na sequência de tanta originalidade.

    Não se percebe é o que tem a ver com o facto de o primeiro-ministro ser homossexual, nem com a coligação, nem com o regime constitucional.

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