«Pelo terceiro trimestre consecutivo, Portugal criou postos de trabalho. O País tinha começado 2013 com uma queda de 1,7% na taxa de emprego mas a partir daí, na comparação trimestral, o registo foi sempre positivo até ao final do ano.
No segundo trimestre a taxa de emprego cresceu 0,7% e no terceiro registou uma nova subida de 0,8%. Os dados do Eurostat revelam agora que os últimos três meses de 2013 também foram de criação de emprego: de Outubro a Dezembro a taxa cresceu 0,7%, o equivalente a mais 33.800 postos de trabalho.
No conjunto dos países que aderiram à moeda única, Portugal registou mesmo a maior subida, a par da Irlanda.»
Notícia de ontem, no Jornal da Noite (SIC)

Mas de que empregos está a falar? Dos que dão para viver, ou daqueles biscates de duas horas por dia que servem sobretudo para o governo fazer um brilharete nas estatísticas? E da taxa de desemprego não fala? Sabia que também subiu? Ah pois é…
Acabei de remeter as suas perguntas ao Eurostat. E à SIC.
Há crise? Há, certamente. Há quem sofra com ela? Há, certamente. Quem passe mal? Obviamente.
Mas, no mínimo, é divertido que no noticiário da d. Judite e do sr. Carvalho, onde essas coisas são sistematicamente pintadas do mais escuro negro, ontem tenha deparado com duas peças assombrosas.
Tem-se dito que o consumo de anti-depressivos vem subindo em flecha: afinal, em 2013, desceu substancialmente.
Tem-se dito que, segundo as estatísticas (e os inquéritos de rua, claro, essa fonte fidedigna), os portugueses ficam em casa nas férias ou, quando muito, viajam mas não saem de Portugal. Afinal, vão mais de férias do que iam e não ficam cá dentro, limitam-se a não viajar para tão longe…
«O número de portugueses que afirma querer fazer férias no período de Natal e Ano Novo aumentou 8,2 pontos percentuais, para 12%, revelam dados de um estudo do Instituto do Turismo, (IPDT) divulgado esta segunda-feira.(…) O estudo indicia ainda uma intenção de maior consumo em férias no período de Natal quando comparado com o ano passado. Assim, quase um em cada quatro (23%) dos inquiridos afirma que vai gastar mais do que em 2012.» cia/ha-mais-portugueses-a-querer-fazer-f erias-no-natal-e-ano-novo-1617339
[Público, 23 Dezembro 2013]
http://www.publico.pt/economia/noti
Bom amigo, vou usar o dito rigor das instituições nacionais para melhor determinar o erro dessa notícia. E para começar permita este link:
http://economico.sapo.pt/noticias/popula cao-empregada-sobe-pela-primeira-vez-em-d ois-anos_186516.html
Todavia recomendo, no link acima, que se faça a leitura da subida do desemprego em 2013 face a 2012. Para tal aconselho a leitura a partir de 2ª. parte da notícia, isto é, onde se lê “Desemprego subiu em 2013”.
Mas não fico por aqui. E nesta notícia que a seguir anexarei verificará que o INE não atribui justificação ao facto de terem desaparecido mais de 100 mil jovens nas estatísticas de desemprego. Faz somente floreados. Aqui vai:
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.asp x?fid=25&did=138119
E naõ encontrando justificações concretas para o facto supra descrito, ainda assim não deixa de filosofar em torno do inegável aumento do desemprego relativamente a 2012, através desta notícia:
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.asp x?fid=25&did=138123
Porém, certamente ficaria incompleto este comentário se não introduzir mais uns dados a esta matéria, como este (espero que se concentre na substância e não na projecção, tendo em conta a publicação da notícia):
http://sicnoticias.sapo.pt/economia/2014-0 2-01-francisco-louca-diz-que-desemprego-d e-154-e-uma-projecao;jsessionid=E672614C BB8A8A446FB796D3619F7E5C
Tudo isto para dizer que já o propagandista de Hitler ensinava que uma mentira dita mil vezes se transforma numa verdade. E eu não o chamo de mentiroso, alerto somente para a falácia dos números pela semântica usada e da propaganda em campanha eleitoral que já se iniciou.
Sabe como estas mentiras se propagam? Usando uma semântica maliciosa de períodos “homólogos” e não o período completo do ano, isto é, 365 dias.
Receba um cordial abraço.
Abraço retribuído, com o o devido agradecimento pelas hiperligações.
Olhe para este trimestre vou contar como empregado, apenas com 15 horas de curso.
Faço uma pausa de uma semana, para fazer mais 7 horas de curso, para contar como empregado no segundo semestre.
Ilusionismo, propaganda e aldrabice, é aquilo que o post do senhor acaba por ser.
Acho que o senhor está a ser injusto com o Rodrigo Guedes de Carvalho, que ontem divulgou esta notícia ao País.
estas noticias devem ser agulhas nos arautos da desgraça e nos holandinhos que andavam a afiar as facas longas para mais uns aninhos de alegre “investimento produtivo” ao estilo do que o socrates & C. arruinou o país para mais de trinta anos.
Há no entanto quem jure que só ficando pior estaremos melhor. Vá-se lá saber porquê.