
Ana Margarida Craveiro: «Eu não gosto de futebol. Não gosto, e não vejo. Mas respeito quem gosta. Eu gosto de ler, e compro bastantes livros. Não me sinto culpada por gastar dinheiro em livros. É meu, e ninguém tem nada a ver com isso. Não tiro a ninguém para fazer as minhas comprinhas. Dizem-me que a selecção portuguesa de futebol é paga por mim, e não quero acreditar. Não sei que raio de serviço ou bem público é que a selecção de futebol, uma equipa como qualquer outra, representaria.»
Helena Sacadura Cabral: «Mário Soares rejeitou, hoje, à tarde, “uma situação de dependência” de Portugal face à troika, desejando que o país saiba “bater o pé quando é preciso”. Pergunto: qual pé? O direito ou o esquerdo? Qual deles bateu Soares quando o FMI cá esteve, no seu tempo?»
José António Abreu: «Em princípio, estou-me nas tintas para a composição dos órgãos sociais de uma empresa privada. Mas não se essa empresa for a EDP.»
José Gomes André: «Há uns dias, face ao défice de 4,5%, o PS indignava-se com o excedente orçamental. Agora, apelida o défice de 5,4% de “desvio colossal” (João Galamba) e pede explicações ao Governo. Em que ficamos?»
José Navarro de Andrade: «Um clássico não é só aquilo que não morre ou que continua a surpreender-nos. É sobretudo, creio, uma obra que nos dá a sensação de ainda não estar totalmente ao nosso alcance. Por exemplo um sermão do padre António Vieira. É claro que a cultura ajudará a entender as circunstâncias em que aquelas palavras foram escritas, a quem se dirigiam e o que procuravam obter. Tudo isso enriquece a leitura e dela se retirará maior prazer. Mas poderá empobrece-la se não formos também capazes de retirar o dito sermão às leis da gravidade, atirando-o ao ar a ver se ele flutua através dos tempos.»
Leonor Barros: «Diz que afinal não serão necessárias medidas adicionais de austeridade. Entendam-se que tenho que fazer do andar a postar e além disso este coração que às vezes vos escreve é fraco e o stress mata. Ó se mata.»
Rui Rocha: «Autoridade da Concorrência admite abrir inquérito a eventuais práticas de concorrência desleal entre lojas maçónicas.»
Eu: «Em 2012 só lerei clássicos. Totalmente nas tintas para as “novidades” editoriais. Sobretudo quando escritas no aberrante aborto ortográfico.»
