
Ana Margarida Craveiro: «Este ano, tinha sido o reforço da Matemática e do Português. Para o ano, a História e Geografia. Há mudanças discretas que nos dão esperança.»
Luís Reis Figueira: «Benjamin Franklin dizia que “os credores têm melhor memória que os devedores”. A Alemanha, que já conheceu os dois lados da barricada, parece porém não querer largar nunca a má memória dos devedores: foi a causadora das duas guerras mundiais e deixou a Europa e grande parte do mundo de pantanas. Ficou devedora e, sem a solidariedade de outros países, a sua reconstrução teria sido práticamente impossível. Depressa, porém, se esqueceu dessa sua condição. Voltou à mó de cima e continua sempre com aquela má memória de quem tem muito dinheiro para comer queijo todos os dias e a toda a hora.»
Rui Rocha: «É certo que, no longo prazo, estaremos todos mortos (esta é só para não virem dizer que tenho uma especial aversão pelo Keynes). Mas, no curto e no médio prazo pode haver alternativas. E se é verdade que, em termos colectivos, não encontrei na actazinha do Conselho Europeu nenhum capítulo sobre a última moda em cortes de cabelo (haircuts diria o bom velho Cameron) será sempre possível uma decisão individual que passe, lá para o fim do Inverno, por ir lavar pratos para Vancouver (sempre podemos dizer que somos amigos do Álvaro) ou servir fondue de queijos em Genebra. Trata-se, como diria o outro, de sair da zona de confronto.»
Teresa Ribeiro: «Ainda nem cheguei a meio deste romance de 700 páginas mas já estou em condições de dizer que é, sem dúvida, um dos mais bem escritos e apaixonantes que já ali. Baseado na experiência de guerra do autor, que se alistou durante a Segunda Guerra Mundial e serviu nas Filipinas e no Japão, descreve as provações por que passa um grupo de soldados norte-americanos durante a invasão de uma ilha do Pacífico Sul ocupada pelos japoneses…»
Eu: «Em política, não existem irrelevâncias: tudo é importante. Nem nunca se deve baixar a guarda. Porque, quando menos se espera, o desaire espreita. O diabo está nos pormenores.»

A Ana Margarida Craveiro não devia ter filhos quando escreveu aquilo (tal como Paulo Portas não os tem). Agora talvez já tenha ganhado juízo, porque (creio) já os tem.
Estar a torturar as crianças com coisas que não lhes servirão para nada na vida prática é um contrassenso e uma crueldade.