
Ana Vidal: «Aleluia, aleluia, os mortos ressuscitaram! Pelo menos, os daquele cemitério luxuoso que dava pelo nome de É tudo gente morta. A mim dá-me imenso jeito, porque eram amigos que eu visitava com gosto mas, convenhamos, não é muito confortável fazer sala entre jazigos e campas. Mas eles agora estão bem vivos, felizmente, embora ainda ligeiramente combalidos do atribulado regresso do reino dos mortos.»
João Carvalho: «Tendo vivido numa época pujante de intelectuais (privou com Eça de Queirós, por exemplo), Francisco de Lacerda foi um dos incompreendidos do seu tempo em Portugal, mas encontrou com facilidade o seu percurso e o reconhecimento do seu elevado mérito no estrangeiro. O nosso país foi sempre pródigo nestes casos…»
Luís Menezes Leitão: «Assisti uma vez a uma comunicação de Villepin e fiquei convencido que teria sido muito melhor presidente do que Nicolas Sarkozy. Este foi um desastre total como presidente francês, tendo transformado a França num mero compaignon de route da Alemanha, quase parecendo o Marechal Pétain da Senhora Merkel. Não admira, por isso, que todas as sondagens coloquem Hollande muitos pontos acima de Sarkozy. Se a direita francesa não quer perder as presidenciais, não pode continuar a apoiar Sarkozy. Villepin é o homem certo para restituir à França o papel que ela deve continuar a desempenhar na Europa.»
Patrícia Reis: «Como enchi o depósito paguei quase 80 euros de gasóleo. O senhor pergunta se tenho cartão de pontos, abanei a cabeça. As duas senhoras tinham o dito cartão e queriam um catálogo das ofertas, por terem perdido um outro.»
