DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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J. M. Coutinho Ribeiro: «Tenho como válido que os poderosos não devem deixar de ser perseguidos criminalmente porque são poderosos – trata-se de cobardia da Justiça; mas também não devem ser perseguidos porque são poderosos – trata-se de perversão do sistema. Os poderosos devem ser perseguidos se (e porque) praticam crimes, em igualdade de circunstâncias com os demais cidadãos.»

 

João Carvalho: «A uma semana das eleições regionais, o líder do CDS-PP da Madeira contou com a presença do seu líder nacional e disse, para quem quis ouvi-lo e com as palavras todas, que parte das verbas tranferidas de Lisboa para a reconstrução da ilha após a catástrofe foi desviada para as vistosas iluminações de Natal e para o Carnaval (imagino incluído o desfile pseudo-brasileiro que costuma abrilhantar a tradição madeirense).»

 

José António Abreu: «Com os anos, a nossa infância vai-se transformando numa realidade estranha, num amontoado de recordações que parecem falhar o essencial. Por exemplo: como fazer corresponder ao adulto que somos os indícios da criança que fomos?»

 

Luís Menezes Leitão: «Confesso que, assistindo ao falhanço total do programa da troika na Grécia, fico preocupado que se insista em que essa via continua a ser a mais adequada para Portugal. Conforme tenho salientado, a definição perfeita de irracionalidade é repetir várias vezes o mesmo comportamento, esperando que ele alguma vez conduza a um resultado diferente.»

 

Rui Rocha: «Nas ciências sociais, a uma tese sucede, mais das vezes, a sua antítese. A uma visão da sala de aula em que o professor era o protagonista principal, o eduquês respondeu com a sobrevalorização do papel do aluno. À visão da escola como ensino, veio contrapor uma abordagem centrada num certo conceito de aprendizagem. Estará talvez na altura de compreendermos que urge fazer a síntese. Aprender exige esforço, memorização e compreensão de conceitos abstractos. E o papel do professor é fundamental. Mas não pode ser só isso.»

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