DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Ana Lima: «Os cientistas sociais há muito que estudam os fenómenos ligados às transformações que têm ocorrido, nas últimas décadas, na composição das famílias, bem como as implicações dessas transformações na forma como a sociedade se reorganiza. Mas situações como estas, que passam da mera pressão suave para a acção judicial, é que muitos não antecipariam. Mais uma vez, a dinâmica social nos vai surpreendendo.»

 

João Carvalho: «Eis uma data estúpida que suscita todos os anos cada vez maiores dúvidas em Portugal, um país que já aderia à ideia muito antes de haver ideia.Aproveitando os tempos de crise, está na hora de darmos nome à nossa viril tradição ambientalista e exportá-la: dia europeu com moçoilas.»

 

José António Abreu: «Kohl, com Delors e Mitterrand, criou o euro, anexando-lhe um conjunto de exigências que muitos consideraram ser insuficientes. Schröder permitiu que vários países, entre os quais a própria Alemanha, violassem essas exigências. Merkel é a má da fita.»

 

Laura Ramos: «Naturalmente, o filão não se alimenta exactamente do património do cidadão comum, mas sim dos valores acumulados pelos especuladores, a quem fugiu o pé quando a receita da fortuna fácil se converteu na fórmula da bancarrota, arrastando vítimas.»

 

Luís M. Jorge: «De um dia para o outro toda a gente que andou por aí a defender a despesa pública é inimputável, excepto Alberto João Jardim. Neste assunto tenho a consciência tranquila porque sou de esquerda mas sempre temperei o meu escasso keynesianismo com sensatez. Os arquivos deste e do outro blog estão cá para o provar. Faz parte das peculiaridades do país que quem se calou perante as PPP, o novo aeroporto de Lisboa ou de Beja, a corrupção desbragada, a terceira auto-estrada do norte e o TGV agora berre e vocifere contra as dívidas da Madeira.»

 

Luís Menezes Leitão: «O novo filme de Woody Allen, Midnight in Paris, é absolutamente brilhante. Ao contrário dos outros realizadores americanos, Woody Allen é um apaixonado pela cultura europeia, pelo que não admira que tenha decidido começar a filmar em cidades europeias. O seu filme é todo ele uma homenagem a Paris, uma das mais extraordinárias cidades do mundo, a meu ver só suplantada precisamente pela sua Nova Iorque. Mas temos a surpresa de encontrar no filme uma citação constante dos grandes vultos da cultura americana, que como ele também passaram por Paris. Mas a grande demonstração do filme é que a magnífica cidade de Paris suplanta todas as obras. Como uma personagem diz no filme, não há obra humana, seja sinfonia, romance ou pintura, que consiga suplantar uma grande cidade.»

 

Rui Rocha: «O DELITO DE OPINIÃO orgulha-se de ser o primeiro blogue a obter, em exclusivo, uma entrevista com o anterior Primeiro-Ministro. Impõe-se um agradecimento a José Sócrates pela sua disponibilidade e pela forma sincera como respondeu às nossas perguntas. O documento, que reputamos de histórico, aqui fica para avaliação de quantos o lerem. Por escrito, que palavras leva-os o vento.»

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