DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Ana Sofia Couto: «Veja-se o caso da autonomia das escolas para contratar professores. Há algum tempo, o tema era incluído nas críticas à acção tentacular do ME [Ministério da Educação]. Hoje, depois de terem sido notícia os critérios de selecção demasiado específicos adoptados por algumas escolas, percebe-se que a autonomia pode significar opacidade. Parece que precisamos sempre de uma forma de regulação, de uma autonomia controlada.»

 

João Carvalho: «Parece que ele está um bocado perdido: qualquer documento exaustivo sobre anos de despesas só confirma o despesismo que se sabe. Mais ainda se tivermos em conta a reduzida população da Madeira e a diferença monstruosa da dívida per capita dos cidadãos nacionais e dos madeirenses.»

 

Laura Ramos: «Há muito tempo que os casos de enriquecimento ilícito dos políticos deviam estar qualificadamente criminalizados. Pena é que se fique pelos titulares de cargos políticos ou de altos cargos públicos.»

 

Rui Rocha: «O que é fundamental perceber é quantos estádios de futebol, quantas parcerias público-privadas, quantas auto-estradas, quantas rotundas, quantos parques-escolares, quantos filhos bastardos dos auto-proclamados pais da democracia e do serviço nacional de saúde foram precisos para chegar até aqui. Quantas vezes o nome do estado social foi invocado para dar cobertura a quantos se sentaram à mesa do Estado sem nunca terem intenção de pagar a conta. São perguntas para as quais não é difícil adivinhar a resposta. Mas, a verdade inteira o BES é que sabe.»

Um comentário em “DELITO há dez anos”

  1. Muito bem observado pela Ana Sofia Couto. Se houvesse autonomia das escolas (ou dos municípios) para contratar professores, um professor só obteria emprego mediante cunhas e a qualidade dos professores seria certamente pior.

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