
Lisboa, Rua de Santa Justa

Lisboa, Avenida Rio de Janeiro

Lisboa, Rua Tomás da Anunciação

Lisboa, Rua Marquês de Fronteira
(originais “decorações” com cabos pretos espalhadas pela cidade)

Lisboa, Rua de Santa Justa

Lisboa, Avenida Rio de Janeiro

Lisboa, Rua Tomás da Anunciação

Lisboa, Rua Marquês de Fronteira
(originais “decorações” com cabos pretos espalhadas pela cidade)
Se calhar em vez de ser Avenida Rio de Janeiro devíamos pôr a Favela do Medina.
merdinices
A cablagem aerotransportada é um marco histórico da cidade. Quiçá património material.
Podia ser um objectivo de campanha eliminar esta arte lusitana, mas há prioridades mais prioritárias, como umas boas ciclovias para melhorar a mobilidade suave e umas hortas para potenciar a economia circular.
Não é arte, é só desleixo e boçalidade bronca dos gajos das telecoms (a maioria agora são brasileiros e pretos e metem tudo de pernas para o ar, estão-se bem a cagar se fica bem ou se fica mal — mas como são tropicais as pessoas perdoam-lhes e ainda lhes oferecem um cafezinho).
No Japão é que fizeram disto uma arte.
Há outras formas de mau tratamento dos prédios que são mais objetivamente prejudiciais para os transeuntes. Nomeadamente o facto de muitos telhados, varandas e algerozes lançarem a água da chuva que captam diretamente para a rua de grande altura. No Porto isso não se vê – a Câmara reprime duramente tal comportamento – mas em Lisboa é muito comum.
É uma puxada ilegal de algum terrorista
A imagem – poderia ser captada em qualquer ponto do país – é a prova do absurdo das políticas moderninhas de aparência das autarquias e de empresas como a EDP. Entram em frenicoques pelo World Bike Tour e a EDP Business Summit . Falam em energias renováveis, emissões neutras em carbono e transformação do modo como se produz, transporta e usa a energia, mas são inaptos para fiscalizar ou vistoriar a correcta electrificação dos edifícios, como se pode ver.
Faz lembrar Luanda há 15 anos: depois de calcorrear uma das ruas sem saneamento básico, para subir aos escritórios de uma multinacional a partir de dada hora era preciso ligar a lanterna do telemóvel por não haver luz e o gerador próprio estar desligado. Ah, mas uma vez lá chegados tratava-se com grande propriedade de consultoria em higt-tech.
E é este o mundo de hoje.
Tratando-se de cabelagem das operadoras de telecomunicação, o que referi quanto à EDP dá no mesmo: são as soluções inovadoras do moderno mercado das telecomunicações.
Sou tecnico há 30 anos e gostava de saber as soluções da senhora Isabel Paulos que parece ser uma especialista com mestrado de cablagem.
Por acaso sabe o que sofremos!! Se sabe fazer melhor então venha trabalhar connosco.
Aturar senhoras insatisfeitas com tudo e alguma coisa é o nosso pão do dia dia.
João Costa
Não sou especialista em cablagens, mas tenho olhos na cara. E o Caro João Costa – com tanto know-how, em vez de investir contra mim, podia guardar a energia para pensar nas tais soluções. É terrível denunciar qualquer erro em Portugal, o odioso fica sempre com quem se limita a descrever o patente.
Não tenho dúvida, que daqui poderiam surgir mais 10 comentários técnicos a justificar o injustificável. Energia desperdiçada.
Ó minha senhora e eu não tenho olhos para ver que a dotora Isabel Paulos não sabe patavina disto e das nossas dificuldades para dar a clientela todo o tipo de serviços por cabo em paredes sem condições mínimas. E gorjetas decentes nem vê-las e depois querem o quê? Um serviço de primeira oferecido ao desbarato a ingratos/as. E ainda por cima aturar chalupas que implicam com o cabo ser preto e alguns até querem cabos cor de rosa choque. Bem podem agradecer a técnicos como eu de darmos o nosso máximo no trabalho a gente que não merece mais do aquilo que veem nas fotos e é excelente.
João Costa
“E gorjetas decentes nem vê-las e depois querem o quê?” Caso não esteja a ironizar e temo que não, isto diz tudo da sua atitude perante a questão.
Quanto a não perceber patavina de cabos tem toda a razão, mas uma coisa é certa: num país onde tudo é legislado e regulado, devíamos respeitar os regulamentos e as leis, tão só. Pelo que as empresas fornecedoras deviam estar proibidas de contratar serviços nestas condições e as autarquias serem responsáveis pela fiscalização. O que manifestamente não acontece.
A treta do “coitadinhos” que mal pagos que nós somos e de os outros serem chalupas são só desculpas esfarrapadas.
E gorjetas decentes nem vê-las e depois querem o quê? Um serviço de primeira oferecido ao desbarato a ingratos/as.
Está tudo dito aqui sobre uma certa mentalidade.
De qualquer modo duvido que este técnico seja real — e estes perfis com o nome no fim são todos da mesma pessoa, do Miguel não-sei-quê, e da Marta não-sei-quantas. Cuidado com os desdobramentos de personalidade.
Olha-me este pintarolas a duvidar da minha identidade. Fico sempre surpreso pela filosofia destes negacionistas que por abastada inveja não reconhecem a distinção do meu trabalho que por sinal já foi elogiado por políticos da nossa praça. Aposto que este auto-intitulado V é um típico portuga ou um imigra das puxadas ilegais.
Fique sabendo que apenas comentei porque reconheci estas fotos e estas ruas onde fui responsável técnico. Aliás este post só peca mesmo por não ter o meu nome de autor nas fotos destas excelentes instalações da minha equipa.
João Costa
Há várias soluções, inclusivamente os cabos não precisam de ser todos pretos. Podem ser pintados, até. Puxem pelo bestunto caralho. Queixam-se de que trabalham muito mas trabalham mal. “Tou a trabalhar”. Who cares.
Quando alguém usa fachada de prédio alheio, ou fração do prédio, para encostar a escada sem prévia autorização está a cometer um crime que favorece a empresa para quem trabalha. Quando, para além disso, usa a fachada para suporte não autorizado de qualquer tipo de cabos está a cometer outro crime que, mais uma vez, favorece a empresa para quem trabalha.
Há autarquias que cobram direitos de passagem aéreos e subterrâneos às empresas fornecedoras de energia eléctrica, de gás natural e de telecomunicações, custos que as ditas empresas continuam a repercutir nas facturas mensais dos pacatos consumidores. Mas desde a Lei de Orçamento de Estado de 2018, salvo erro, estão impedidas de o fazer e todos os processos que passaram pelos tribunais foram ganhos pelos consumidores.
Assim como foram ganhos pelos titulares todos os processos de uso não autorizado de fachadas e prédios para suporte e atravessamento de cabos. Da próxima vez que encostar a escada a uma fachada tenha em atenção que lhe podem dar voz de prisão, ao abrigo do CP.
Não tenho soluções, mas um processo por atravessamento aéreo de terreno rústico já a setença transitou em julgado e ganhei-o. Restam três processos por uso de fachada para suporte de cabos e atravessamento aéreo de prédio urbano. Não me oponho a que as empresas tenham lucros, não quero é que os obtenham à minha custa. Se usam coisa que me pertence em seu benefício, ou pagam por isso ou deixam de usar.
bem, isto vê-se pelos país inteiro há décadas, diria desde que a eletricidade cá chegou. somos um país de chicos espertos desenrascados.
Há muito para pedir contas a Medina. O caso em questão … não. É a forma de muitos terem comunicações … há muitos anos. Os prédio mais recentes tem colunas de comunicações, os mais antigos não. Há até instações de gás com tubagens pelo exterior, sendo a unica forma de terem gás canalizado em casa.
Outra opção é a camara obrigar os proprietários desses imoveis a criarem as infraesturas nos seus imoveis que se adaptem às necessidades da época, ou então suportar as mesmas … ou seja, os municipes.
Penso que aqui o Medina não tem culpa.
Neste caso, por incrível que pareça, o aumento do número de cabos é um sinal de progresso.
A fibra óptica aproveita os suportes das antigas ligações telefónicas e a introdução nas casas é feita por via aérea.
A culpa deste aspecto miserável é apenas das empresas nada mais.
Boa tarde Pedro Correia.
Certas obras públicas aqui na aldeia e o seu post, remeteram-me para certas lembranças. Este tema que aqui traz vem de muito atrás, sempre assim foi por todo o país, não é coisa de poucas décadas. E as duas coisas levaram-me a escrever umas linhas no meu “Chapéus” pois também me fizeram recordar dois casos que ali relato, um que se passou comigo e outro com um amigo. Em alguns locais do país se vai melhorando este tipo de questões (equipamentos de ar condicionado no exterior, antenas TV, cablagens diversas, etc), mas o extraordinário e para mim lamentável, é que são poucas as pessoas que se impõem e obrigam a que isto seja gradualmente corrigido.
Bom fim de semana. Saúde.
António Cabral
Respeito pelo património, casa da mariquinhas janelas com tabuinhas.
Na semana passada,vi um senhor a fotografar o mesmo emaranhado de fios que os diligentes trabalhadores das operadoras deixam. Por cima da minha janela e perto da Av. Rio de Janeiro…