
José António Abreu: «Nice é o local onde a fotografia foi tirada há cerca de dois meses, não um comentário à sua qualidade (não sou assim tããão egocêntrico) nem à aparência de qualquer elemento presente na mesma (embora eu considere existir pelo menos um merecedor de tal epíteto – gosto muito de bicicletas).»
Leonor Barros: «E havia pessoas. Do lado de cá e de lá do Muro, além de ditaduras, propaganda e sistemas políticos, havia gente. Que nunca nos esqueçamos disso. Ao meio dia também eu ficarei em silêncio pelas vidas estilhaçadas por muros.»
Teresa Ribeiro: «Ontem, na entrevista que deu à TVI, Vítor Gaspar mostrou-se incomodado com as perguntas que Judite Sousa lhe fez sobre as contas da Madeira. Respondeu-lhe com pinças, dizendo que a iniciativa deveria partir de Alberto João Jardim, como se estivesse a meter a foice em seara alheia, comentando assuntos internos de um outro país. Faz-me espécie esta atrofia. Ninguém ousa enfrentar a fera madeirense, não vá acordar com o pescoço de um equídeo na cama.»
Eu: «Um sistema que precisava de construir uma barreira de betão rodeada de arame farpado electrificado e guardado por militares armados até aos dentes para evitar que os seus próprios habitantes fugissem em direcção ao sistema “inimigo”, com risco da própria vida, estava antecipadamente condenado ao fracasso. Foi esta lição de história que tão eloquentemente o Muro da Vergonha nos deixou.»
