
Ana Lima: «Já há alguns resultados preliminares dos Censos de 2011. Os números não são animadores (veja-se, por exemplo, aqui). E estes não representam taxas de juro, cotações em bolsa, impostos, valores do PIB ou PNB ou outros. Mas reflectem-se neles necessariamente. E porque esses números representam pessoas, representam-nos a nós, devem ser analisados com toda a atenção para que possam ser tidos em conta em futuras tomadas de decisão.»
Laura Ramos: «Hemingway tinha razão: Paris, os verdes anos, o arrojo de conhecer e de quebrar, nunca torcer. A comoção da liberdade, o calor do idealismo, a coragem do excesso (essa aptidão imprescindível para agarrar a vida pelos cornos, com as duas mãos, até cada um lhe chamar sua).»
Leonor Barros: «Deixou de fumar há alguns anos. Tem uma escrita imaculada e escorreita. Cozinha e bem, ao que parece. É um amante da música e com muita pena minha virou à direita nas última eleições, não que a esquerda ande famosa. No blogue escreve de tudo um pouco, conseguindo a mescla equilibrada de qualquer receita de sucesso. Exactamente como gosto. Sem mais delongas, o meu blogue da semana é Pedro Rolo Duarte.»
Luís M. Jorge: «Tratou-se de um teste pouco rigoroso, mas suficiente para percebermos que a penetração dos códigos QR ainda é muito baixa em Portugal. Assim se abalam as certezas de quem diz por aí que os nossos compatriotas são extraordinariamente sensíveis às novas tecnologias. O que é pena, porque me dava jeito que fossem.»
Patrícia Reis: «Qual é a diferença entre uma escritora e uma empresária? A diferença é abissal e tem contornos quase dolorosos para a pele do escritor. Perante uma crise, gerindo um atelier de design há 14 anos, no âmbito do qual se faz a Egoísta, decidi fechar a porta nas trombas da escritora e dizer: minha cara, vai agora para um canto que te agrade e deixa-me trabalhar. Por não ter outro remédio? Sim. E porque os livros, mesmo os que têm boas críticas, não vendem e ninguém vive dos livros. Somos escritores por condição e não por profissão.»
Teresa Ribeiro: «Adorei as histórias de encantar da Colecção Manecas, que a minha mãe me apresentou, aos cinco anos, como sendo a sua favorita quando tinha a minha idade. Desaparecida há muito, soube, por um alfarrabista, que qualquer exemplar que apareça leva sumiço num instante. Anos depois só viria a ter idêntica paixão pelos livros dos Cinco. A Pearl Buck foi um dos autores que me ajudou a fazer a transição para leituras mais adultas. Os primeiros portugueses que me encantaram foram Eça e Pessoa.»
