
João Campos: «É verdade que a situação actual não é apenas culpa de José “Calimero” Sócrates (apesar de nenhum outro ter escavado o buraco com tanta determinação), mas ao contrário do que o cândido [Jorge] Sampaio provavelmente julgará, numa “lista” de responsáveis do atoleiro em que estamos enfiados a sua iluminada figura ocuparia um lugar bastante alto.»
João Carvalho: «Para aqueles que ainda não acreditam que é com trabalho que isto lá vai, o recente período de cinco feriados permitiu comprová-lo amplamente. Vejam só. Enquanto a maioria dos portugueses folgou dias a fio como a cigarra, um pequeno grupo de estrangeiros do FMI ocupou o Ministério das Finanças a trabalhar como a formiga e, num abrir-e-fechar-de-olhos, aumentou rapidamente o nosso défice. Acreditam agora?»
José Aguiar: «Para que serve um partido político que, eleição após eleição, não consegue eleger representante algum? Qual a utilidade, para o nosso sistema político, para a qualidade da nossa democracia, para o funcionamento das instituições e, em limite, para a vida das pessoas, de partidos políticos incapazes de traduzir votos em mandatos? Por que razão deve o Estado (e todos nós) atribuir vantagens financeiras, patrimoniais e fiscais a partidos políticos que não interagem com a sociedade, que estão desligados do eleitorado, que hibernam durante meses (anos até!) e apenas acordam da sua letargia quando se vislumbram eleições no horizonte?»
Luís M. Jorge: «O povo detesta líderes populares.»
Sérgio de Almeida Correia: «De vez em quando é preciso pensar longe. Ver a partir de uma outra perspectiva. Para que possamos sentir que ainda somos parte do que está perto.»
Teresa Ribeiro: «Enquanto se martela nas subsidiodependências e se fala de desempregados como se fossem um bando de preguiçosos, faz-se o jogo dos políticos que apesar da crise ainda avaliam se poderão, mais uma vez, passar pelos intervalos da chuva sem cumprir o verdadeiro caderno de encargos, o inominável, aquele que alteraria o statu quo e faria de Portugal um país de futuro.»
Eu: «A última coisa de que o sistema português precisa é de um segundo partido comunista, apenas um pouco mais citadino e com vestuário de marca. Se for por essa via, o Bloco torna-se um partido inútil – e não admira que as sondagens estejam a castigá-lo. Convém recordar que o PCP já tem um apêndice – o dito partido Os Verdes, que merece figurar no Guinness Book por existir há quase 30 anos sem nunca ter concorrido isoladamente a uma eleição.»
