DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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João Carvalho: «Quando os parlamentares ignoram que a forma masculina também aglutina gramaticalmente ambos os géneros e, nessa ignorância, não são capazes de perceber que “senhores deputados” é um vocativo q.b., só têm uma saída: “senhoras deputadas e senhores deputados”. Não o fazendo e insistindo em “senhoras e senhores deputados», a asneirada é óbvia e lê-se assim: “senhoras coisa-nenhuma e senhores deputados”.»

 

Luís M. Jorge: «O PSD fez publicar hoje as linhas de orientação para a elaboração do seu programa eleitoral. Alguns espíritos malévolos talvez observem que o líder social-democrata, ocupando o cargo desde 26 de Março de 2010, já teria tido tempo de nos proporcionar um documento maduro e definitivo em vez destes bitaites enjorcados.»

 

Miguel Noronha: «Chama-se “culto da carga” à tentativa de sociedades tecnologicamente atrasadas adoptarem, de forma ritualista, os sinais exteriores de progresso das mais desenvolvidas. Ainda que não consigam discernir de forma correcta a relação de causalidade, esperam com isso obter as mesmas comodidades das últimas.»

 

Rui Rocha: «O discurso oficial e oficioso do PS passa pela descredibilização de Passos Coelho e por exigir que este apresente alternativas. É verdade que o PSD e o seu líder devem ganhar em consistência se quiserem aparecer aos olhos dos eleitores como solução para a situação a que o governo do PS nos conduziu. Todavia, esta linha de argumentação parece muito pobre quando analisada pelo seu valor intrínseco. O interessante (diria mesmo, o imperativo democrático) seria que o PS esclarecesse se o que tem para oferecer ao país é mais do mesmo (líder, discurso, prática, PEC) ou se a sua proposta inclui, para além de um indispensável acto de contrição, uma mudança (de política, de programa, de atitude).»

3 comentários em “DELITO há dez anos”

  1. Coca-bichinhos em acção (alguém tem de o ser e, como diria o outro, calhou-me a mim). O Pedro não deve ter reparado que as duas primeiras citações são repetidas: já foram repescadas no dia 27.

  2. O próprio Miguel Noronha sofria um bocado desse “culto da carga”. Pretendia que Portugal copiasse acriticamente todos os sinais exteriores do Reino Unido e dos Estados Unidos da América, convencido de que dessa forma Portugal se tornaria tão rico como esses países.

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