
Adolfo Mesquita Nunes: «Com este Governo, e à conta da sua especial inabilidade governativa e institucional, as crises políticas, ou as ameaças de, têm sido e serão uma constante. O que equivale a dizer que quanto mais cedo nos livrarmos daqueles que nos fazem entrar em crise política permanente, melhor. Deixar este Governo em funções mais não é do que deixar arrastar esta triste condição. O que só vem dar razão a todos quantos alertaram para a necessidade de não deixar este Governo continuar as trapalhadas em que é perito. Se o Governo tivesse saído há mais tempo, os estragos teriam sido menores.»
Ana Margarida Craveiro: «Quanto mais Cavaco prolongar este estado de coisas, mais a crise se agravará, com as não-aprovações de documentos vitais para o exercício do poder executivo. E não, os partidos da oposição não têm qualquer papel nisto. Se o governo não os convence, é porque não tem condições para continuar a governar. E a dissolução é precisamente a figura institucional que permite desbloquear este impasse. O eleitorado que decida.»
Ana Vidal: «Nunca me desiludem, os pivots das notícias da manhã. Hoje, compungido e convicto, oferecia-nos um deles – durante uma entrevista a alguém que falava da catástrofe no Japão – esta pérola de sabedoria e profundidade: “Depois de tudo isto, é imperial ajudar o povo japonês”.»
Bandeira: «”Diz-se à boca pequena que o novo vizinho é dentista.”»
João Carvalho: «Num noticiário de hoje sobre os medicamentos que o Governo anunciara que iam baixar de preço e que já não vão baixar de preço, o jornalista da RTP concluía que «o Estado vai poupar» não-sei-quanto ao dar-o-dito-por-não-dito. “O Estado vai poupar” é terminologia oficial e o jornalista, entregue ao menor esforço, embarcava na coisa fácil. O Estado vai poupar? O Estado somos nós, que não poupamos e ainda gastamos cada vez mais para o governo nos enterrar bem fundo e ainda pagamos esta espécie de jornalismo.»
José Manuel Arrobas: «Tudo pode mudar dentro de mim, e à medida que leio “eu já me leio”, e me interpreto, me inter-relaciono e me vou sendo. É em cada um desses momentos da História que escrevo e vivo, ao sentir-me um rio a passar pelo tempo, e que é sempre diferente, como aquele outro rio de que já falava Heráclito.»
Luís M. Jorge: «O senhor Presidente do Conselho, a dona Maria e os patriotas brancos e pretos do continente e do ultramar depositam toda a sua fé na fina-flor da nossa mocidade jubilosa, que, amando o império, obedecendo ao dogma e cumprindo os entendimentos da moral, honra com alma irradiante o futuro da Fazenda e da Nação.»
Rui Rocha: «Estou embasbacado. É mesmo um privilégio ser governado por gente com esta visão. E nem sequer é preciso carregar num botão!»
Sérgio de Almeida Correia: «Soares não gosta de Sócrates. De Cavaco já se sabia. Quando assim é tudo se torna mais fácil e cómodo para o velho patriarca. Tem razão num ponto: quando diz que José Sócrates não tem informado pedagogicamente os portugueses e que tem cometido erros graves. Faltou dizer que o maior desses erros foi tê-lo apoiado nas presidenciais de 2006. Cavaco não teria sido eleito à primeira volta. Provavelmente nem sequer teria sido eleito. O País não estaria hoje como está. Esquecimentos.»
Eu: «Andam os espíritos muito alvoroçados porque um simpático duo intitulado Os Homens da Luta, composto pelos irmãos Jel e Falâncio, venceu o Festival RTP da Canção com um tema “revolucionário”. Que horror. As tias “socialistas” tremem de indignação: que mau aspecto, que falta de chá, a imagem portuguesa ficará manchada por estes nossos representantes no certame da Eurovisão, a realizar em Düsselforf. A começar pelo nome da cançoneta que se atreveram a levar ao palco do Teatro Camões, em Lisboa: A Luta é Alegria.»

Por ver o mesquita Nunes… quem raio é o “prodígio” não sei quê Bugalho?