
Ana Vidal: «Esta curta série será uma espécie de cruzamento entre duas outras de fundo no DELITO: Publicidade a quanto obrigas e Passado presente. São anúncios publicitários impensáveis nos dias de hoje, mas usados com toda a propriedade ainda não há muito tempo. Como estamos no Natal, o primeiro post é uma homenagem à quadra do momento: um Pai Natal inventado pela Coca-Cola e aproveitado por uma marca de… cigarros. O adorável velhinho promete pôr um novo sorriso na boca dos fumadores, e que se lixem os dentes amarelos e o hálito pouco recomendável.»
António Godinho Gil: «(…) as revoltas do pão, a hipocrisia do sufrágio censitário, Carolina Beatriz Ângelo, que tão bem o desmontou, os “adesivos” e os “sempre em pé” que fizeram carreira, a tropa, esse viveiro de golpismos, ora sossegada ora desejosa de intervir, a instrução para todos, Egas Moniz, o ensino técnico, os aviadores transatlânticos, a razão possível, aos tropeções na míngua de pão e de futuro, quando todos ralham e ninguém cede, Sidónio, o mais carismático, Costa, o animal político, Teófilo, o sonhador, Couceiro, o D. Quixote, os Governos a entrar e a sair em sistema de cama quente, a erupção social e cultural da mulher, o apocalipse frenético de 100 anos de liberalismo, pois que o respeitinho muito lindo veio logo a seguir. Eis a República!…»
Rui Rocha: «Algures em Lisboa, um grupo de inveterados delituosos reúne-se neste preciso momento em actividade gastronómico-conspirativa. Estarão lá todos? Não! Um, pelo menos, teve que manter-se em serviço para assegurar a continuidade da emissão aos estimados leitores. Bom apetite, sim…»
Teresa Ribeiro: «Se os portugueses acreditam na persistência da pobreza é porque em Portugal a pobreza sempre foi um fenómeno persistente. E se é assim, classificar os portugueses de pessimistas é injusto. Afinal as suas expectativas são baixas, porque realistas. O seu raciocínio é sustentado em factos, ou apenas num: até hoje nunca foram governados por gente que soubesse tirá-los da pobreza. O fado dos portugueses são as suas elites.»
Eu: «Quando publica entrevistas do Chefe, o El País é recomendado como jornal de referência pelos serviçais de turno no Portal do Governo. Quando belisca o Chefe, os mesmos serviçais concluem que o diário espanhol não cumpre as regras básicas de jornalismo. Sempre às ordens de Sua Excelência.»
