
Alexandre Guerra: «No Ian Fleming and James Bond: The Cultural Politics of 007, um conjunto de ensaios publicados em 2005 pela Indiana University Press, percebem-se as razões que despertaram o interesse de JFK pelo livro From Russia With Love. De acordo com o professor universitário Skip Willman, que assina o capítulo The Kennedys, Fleming and Cuba, tanto John como o seu irmão Robert “partilhavam um fascínio especial por operações secretas e histórias de espiões”. Um interesse cultivado desde a sua infância, mas reforçado com as obras de Fleming. Para John era particularmente interessante observar a linha que separava a vida real de Ian e o mundo de fantasia que recriava nos seus livros. O falecido Presidente reconhecia-lhe uma inteligência e imaginação fora do comum.»
Bandeira: «Dizem que para compreender um homem devemos andar um quilómetro com os seus sapatos. É uma posição filosófica razoavelmente segura: se ainda assim não o compreendemos, estamos a um quilómetro de distância e temos os sapatos dele.»
João Campos: «The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy é um livro divertido. Muito divertido. Diria mesmo ser “a” comédia de ficção científica. A mim, fez-me rir desde a primeira linha da introdução (também de Douglas Adams) até ao final. As influências do humor “non-sense” tão típicas dos Monty Python, dos quais Adams era próximo, são evidentes. Diria mais: se os Monty Python tivessem entrado na ficção científica (esqueçamos por momentos o rapto alienígena em Life of Brian), não teriam feito melhor que The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy. Indispensável para quem gosta de ficção científica ou de comédia – e absolutamente obrigatório para quem gosta de ambas.»
João Carvalho: «O Governo soube da escandalosa frota automóvel da Águas de Portugal pela comunicação social e pediu ao grupo que apresentasse detalhes sobre o que tem andado a passar-se lá dentro. E deu-lhe um prazo para informar: 15 de Outubro. Estamos em Novembro. Novidades?»
Eu: «O primeiro-ministro que aumentou o montante do abono de família e agora o retira, que defendeu no debate televisivo contra Francisco Louçã as deduções à colecta antes de praticamente acabar com elas, que aumentou a comparticipação dos medicamentos para os mais idosos antes de voltar com a palavra atrás, que anunciou o cheque-bebé e se esqueceu dele ainda antes de o lançar, que passou uma legislatura a propagandear grandes empreendimentos que não passaram do papel, que anunciou o aumento do salário mínimo e agora o congela, que aumentou os salários da função pública e agora os reduz, que baixou o IVA e agora o aumenta, fala com a arrogância de sempre de um país que só existe na sua cabeça.»
