DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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João Carvalho: «Entre dizer que Carlos Cruz pode ser mais do que porta-voz de si mesmo, mas também porta-voz de tantos injustiçados anónimos, e que há condenados que ainda não sabem do que são acusados, chamar sentença a um acórdão é um pormenor de somenos (apesar das obrigações de conhecimento de quem tem voz pública). Quem disse aquilo e outras tantas barbaridades foi Clara Ferreira Alves, no Eixo do Mal da SIC-N. Ela própria uma porta-voz notável neste país dos disparates.»

 

Leonor Barros: «Numa das inúmeras entrevistas em que Carlos Cruz se tem desdobrado para clamar a sua inocência e limpar a sua imagem, deparei com a desgraça que se abateu sobre a família Cruz e que terá provocado uma mudança substancial no seu modo de vida. Foi numa dessas revistas que povoam as salas de espera dos médicos, também assíduas nos salões de cabeleireiros que adquirem os mais variados epítetos ao contento das tendências contemporâneas de nomenclaturas do género. Carlos Cruz era amante de gadgets, afirma-o, e agora, pobre dele, não tem dinheiro para o vício. Diz que queria um iPad mas que não pode. Que pena. Proponho que se faça um peditório nacional.»

 

Sérgio de Almeida Correia: «Digam o que disserem, mas na eleição das sete maravilhas naturais de Portugal só faltou mesmo mencionarem a oitava. Joana Amaral Dias pode achar que o comentário é “machista”, mas em qualquer uma das categorias a perna de Catarina Furtado tinha lugar. Em todos os sentidos, porque há coisas que têm mesmo de ser ditas, porque este património natural é de todos nós, mas também de toda a Humanidade. A beleza é uma dádiva de Deus e é como tal que deve ser celebrada.»

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