
Fernando Penim Redondo: «Não me parece que tenhamos ganho muito com a proliferação de “doutores e engenheiros” na nossa sociedade. Só numa pequena percentagem eles encontram no mundo empresarial quem parta dessa formação de base para sobre ela construir verdadeiras competências que gerem riqueza. A própria crise que o Estado está a viver, no plano financeiro e não só, mostra que a saturação de “professores doutores” nos ministérios não foi panaceia adequada.»
João Campos: «Um leitor que vá à Fnac para comprar Dune, de Frank Herbert, pode hoje escolher uma de três opções. A primeira, é comprar a edição de bolso, em formato paperback e em língua inglesa, editada pela Ace e vendida por sete (7) euros. A segunda, é comprar a edição também em língua inglesa, mas em formato hardcover, numa edição da Gollancz integrada na colecção “SF Masterworks”; esta opção tem o preço de 14,5 euros. A terceira opção é comprar a edição em Português, recentemente traduzida e publicada pela Saída de Emergência. Custa 23 euros.»
Teresa Ribeiro: «É considerado por muitos o mais intimista e requintado dos cineastas que emergiram da União Soviética. Uma das suas obras, rodada à beira-mar, tornou-se um filme de culto. Falamos de que realizador e de que filme?»
Eu: «Confesso ter cada vez menos paciência para filmes cheios de pirotecnia visual, onde tem de “acontecer” qualquer coisa de 30 em 30 segundos e em que a “acção” é um objectivo que parece esgotar-se em si mesmo. Filmes como o tão elogiado A Origem, talvez a mais propagandeada longa-metragem do ano. É uma espécie de cruzamento de géneros, meio thriller meio ficção científica, com um Leonardo di Caprio cheio de energia a comandar o elenco. Poucos filmes me irritaram tanto, nos últimos meses, como este. Desde logo por ver desperdiçado o talento de Marion Cotillard, provavelmente a melhor actriz de cinema da sua geração, num papel secundário que não exige quase nenhum dos atributos que a têm distinguido.»
