DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Ana Cláudia Vicente: «Apresentando-se aqui em embalagem genérica, este composto rico em Vitamina C consta no stock da nossa botica desde o início do surto futeglobal. Parabéns à Holanda.»

 

Ana Margarida Craveiro: «O que é o interesse nacional, e quem o define?»

 

João Carvalho: «É preciso ter lata ou estar a fazer pouco da gente, quando se sabe que mais de metade dos portugueses nem irão sair de casa nas férias para ir de autocarro à praia mais próxima. Ainda não satisfeito, vem o governo promover a aplicação das pequenas e médias poupanças em Títulos do Tesouro, com a garantia de uma boa retribuição. Garantia? Garantia de quem? Quem está desacreditado não pode dar garantias, não é?»

 

Leonor Barros: «O IVA aumentou, provocando uma subida nos preços de tudo e mais alguma coisa, ele é gás, pão, água, luz, tudo, rigorosamente tudo. Os salários sofreram uma redução anunciada, fazendo cumprir as tão elogiadas medidas de austeridade. Aproxima-se a passos largos a época do ano que os pais são extirpados de uma quantia ofensiva em manuais escolares que tão a propósito também sofreram um aumento acima da inflação. E neste cenário miserável o ministro das Finanças vem pedir aos portugueses para pouparem. Só pode ser brincadeira.»

 

Paulo Gorjão: «Almas mal-intencionadas diriam que começou a silly season. Não é verdade. Uma manifestação com cinco pessoas, mesmo que organizada por uma obscura Plataforma — tipo Movimento Verde Eufémia — merece cobertura noticiosa tal qualquer manifestação com 100 mil intervenientes.»

 

Eu: «Outra conquista de José Sócrates: um novo máximo histórico do desemprego em Portugal. Com os níveis europeus cada vez mais longe. Recordo: este é o mesmo político que em Fevereiro de 2005, quando o PSD estava no governo e a taxa de desemprego era de 7,1%, se indignava com estas palavras veementes: “Este número é bem a marca de uma governação falhada, de uma economia mal conduzida”. Agora, com mais 3,8% de desempregados, chegou a altura de parafrasear o líder socialista na campanha para as legislativas de há cinco anos: estamos perante uma governação falhada.»

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