
Bandeira: «Nunca li nada de Tóibín (vou ler, vou ler), mas estou de acordo com tudo – em particular com a parte dos maus cortes de cabelo. Era tempo de alguém dizer isto a Durão Barroso. Sem medos. Cabelo ao vento.»
João Carvalho: «Não é por nada, mas até para escrever em tom coloquial, de forma descontraída, quase négligé, faz falta uma coisa: saber escrever. É como Picasso: fez retrato antes da abstracção.
Luís M. Jorge: «Entre os opositores do nazismo encontravam-se, para além de comunistas, inúmeros combatentes pela liberdade. Reparem na diferença: comunismo e liberdade. Sectários como o Renato Teixeira envergonham os cidadãos de boa fé que se comovem com os abusos de poder do governo de Israel. Envergonham mas não manipulam. Não serei eu a escolher entre as imagens de crianças mortas em raids aéreos ou os restos mortais de crianças enviadas com bombas à ilharga para dentro de um autocarro pelo Hamas. Para mim o Renato é um canalha, ainda que leia os livros que eu recomendo. Podemos ler o Fisk, a Bíblia, ou o Corão de muitas maneiras.»
Eu: «Excerto de um diálogo travado numa caixa de comentários, nada vicentina, do blogue 5 Dias:
JDC – O assassinato de uma criança israelita é menos reprovável que o de uma criança palestiniana? Isto significa que o valor da vida de uma criança depende do lado da barricada?
Renato Teixeira – JDC, é inexorável, é triste, mas é mesmo assim.
Para que não restem dúvidas: há mesmo quem considere que o valor da vida de uma criança depende do lado da barricada.»

Dúvida:
Mas dito autor estava a criticar os diferentes tratamentos mediáticos a que são sujeitas as vítimas de cada um dos lados (porventura um maior destaque às vítimas palestinianas) ou a sentenciar de forma absoluta?
Pelo pouco que li, não entendi.