DELITO há dez anos


Pedro Correia,

21523202_SMAuI.jpeg

 

João Carvalho: «À medida que o tempo passa, Seguro afirma-se e mostra-se cada vez mais solto em relação à maioria dos seus pares socialistas com peso na vida pública. Sem pressa, vai trilhando um percurso próprio do qual sobressaem valores e critérios de justiça social que revelam um padrão que tem andado muito arredado. Seguramente, ainda tem muito para dar.»

 

Luís M. Jorge: «O deputado João Galamba divulgou no Jugular um colorido discurso da brasileira Cidinha Campos contra aqueles que mamam. Felizmente, cá em Portugal não temos necessidade de tais vociferações. Ricardo Rodrigues, o homem a quem o PS encarregou em debates parlamentares de liderar uma dura batalha contra a corrupção, já esteve envolvido num gang internacional. O João Galamba deve reconhecer que os privilégios da experiência, assinalável entre alguns colegas de bancada, permitirão ao partido que o acolheu debelar este flagelo com outra serenidade.»

 

Sérgio de Almeida Correia: «Ao primeiro-ministro, com mais ou menos Público, mais ou menos Cerejo, impõe-se e exige-se que governe e que no tempo e na hora adequados tire as suas conclusões. Enquanto os submarinos sobem e descem e se limpa o pó aos arquivos da Guarda há muita coisa a fazer. E quanto ao PS espero que seja capaz de rever o caminho trilhado nos últimos anos e que corrija o que necessita de ser corrigido. Se é que entende que alguma coisa tem de ser corrigida. Eu, humildemente, começaria por rever as políticas de combate à corrupção, a democraticidade interna e os mecanismos de escolha dos dirigentes.»

 

Teresa Ribeiro: «O Monte Fuji, o mais alto do Japão, não cabe na fotografia. Subimos até onde as camionetas conseguem chegar, já em zona de neve. Para os japoneses este vulcão ainda em actividade é sagrado e diz o povo que pelo menos uma vez na vida se deve subi-lo a pé, apesar dos seus quase 3 800 metros, ou exactamente por isso. Na volta, já perto do sopé, macacos selvagens espiavam-nos dependurados das árvores que orlam a estrada. Que pena não termos disto em Sintra, ou no Gerês.»

 

Eu: «Ter um longo currículo como ministro ou secretário de Estado não é garantia antecipada de que se possa transitar com mais facilidade para o posto máximo no Governo. Se o critério decisivo fosse esse, Soares, Cavaco e Sá Carneiro nunca teriam sido primeiros-ministros.»

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *