
Sérgio de Almeida Correia: «Os estádios e as suas imediações tornam-se nas arenas do confronto e tudo serve para justificar a violência. O que nos últimos dias aconteceu entre nós mostra-nos que muito pouco tem sido feito e que é necessário tomar medidas a sério que garantam a segurança dos espectáculos desportivos e penalizem de forma inapelável aqueles que dentro ou fora dos estádios contribuam para, ou estimulem, a espiral de violência. Não faço distinções de grupos ou de claques. Nesta matéria não há nem pode haver clubite.»
Eu: «“No deseo más tiempo; doy mí vida por vivida.” Palavras de Miguel Delibes, um castelhano dos quatro costados, católico, caçador, conservador, castiço, cultor de um dos mais antigos idiomas europeus, que procurava aperfeiçoar até à exaustão. Estava doente há já algum tempo, desde que enviuvara. Percebia que lhe restava pouco tempo de vida. Conformou-se com o seu destino, proferindo aquelas palavras sábias. Gostava um dia que estas palavras me servissem de epitáfio. Como uma caminhada que chega naturalmente ao fim. “No deseo más tiempo.” Ponto final.»

«”No deseo más tiempo; doy mí vida por vivida.”