DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Ana Margarida Craveiro: «Não há formalismos que salvem a face do primeiro-ministro. Não basta matar o mensageiro, e voltar a atacar verbalmente a comunicação social. O seu poder pode e deve ser fiscalizado pelos órgãos competentes; o seu eventual abuso de poder pode e deve ter consequências. A estabilidade não é uma desculpa para esta machadada no Estado de Direito. Nem tudo pode ser sacrificado em nome de uma paz podre, sob pena do descrédito total.»

 

João Carvalho: «Após (mais) uma derrota das antigas e se bem percebi, o treinador do Sporting apareceu a dar aquelas explicações repetidas à exaustão que já toda a gente conhece e, mais ainda, a elogiar «a entrega dos jogadores». Fiquei sem saber se ele estava a referir-se à entrega aos adversários, mas não tenho nada com isso.»

 

Luís M. Jorge: «Quando o assunto foi discutido a autora não invocou valores, como o respeito pela lei, a privacidade ou a intimidade de cada um para proteger a pólis, a democracia ou os cidadãos. Não o fez antes, e não o faz agora. Ao invocar o caso Fernando Lima, uma tramóia que segundo os seus altos critérios devia ignorar, Isabel Moreira revela-nos os limites da sua doutrina e, muito pior, da sua boa-fé.»

 

Paulo Gorjão: «Resta saber quando José Sócrates está politicamente morto. Só falta saber quando é que Aníbal Cavaco Silva assina o atestado de óbito político.»

 

Eu: «É conveniente recordar a alguns colegas da blogosfera que Manuela Ferreira Leite foi derrotada nas urnas, há pouco mais de quatro meses, por José Sócrates. Perdeu, entre outros motivos, porque fez uma péssima campanha, centrada na “asfixia democrática”, algo que os eleitores não entendem num país onde o primeiro-ministro é alvo diário das mais duras críticas em todas as plataformas informativas. Passado este tempo, o PSD não conseguiu ainda arrumar a casa – como conseguirá convencer os portugueses de que é capaz de arrumar o País? E o pior é que o País anda a necessitar com urgência de ser bem gerido: sabe-se agora que Portugal se despediu de 2009 – um ano para esquecer – com a quinta taxa de desemprego mais alta entre os países da OCDE. Logo atrás da Espanha, Eslováquia, Irlanda e Hungria.»

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