DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Ana Vidal: «Faço a mala com a expectativa e a excitação que em mim sempre antecedem as grandes viagens, despindo do espírito todos os pesos e amarras para que fique a condizer com a roupa que levo: só algodões e linhos, tudo muito leve, fresco e cómodo. Vou para o longínquo Oriente – Tailândia e Camboja –  onde o calor não dá tréguas, apesar da estação seca que começa agora.»

 

Paulo Gorjão: «Não poderia de deixar de fazer referência ao livro infantil que acaba de ser publicado da minha amiga Suzana Ramos. A Suzana ganhou o prémio literário Maria Rosa Colaço em 2007 com esta história. Ao talento da escrita da Suzana juntou-se também o enorme talento nas ilustrações de Marta Neto. A edição é da Assírio & Alvim.»

 

Sérgio de Almeida Correia: «Ao contrário do que dizia a canção, a revolução não está a passar por aqui. Ela passou e foi-se embora sem querer nada connosco. Agora é o caos que passa por nós. E isto já deixa de ser deprimente para se tornar uma fatalidade. Falar hoje do caos é falar de nós. Palavras para quê?»

 

Teresa Ribeiro: «Instalou-se a vê-los. Àquela distância confortável dava para topar tudo. Tudo, sibilou rancoroso, quase ameaçador. Sentia que os conhecia como a palma das suas mãos. Afinal o convívio era diário. Depois do jantar, antes da novela, estudava-lhes com desdém a pose, a desenvoltura, a qualidade do discurso. Gostava do cinismo que lhe inspiravam. De os olhar de través e sentir a acutilância a subir-lhe das profundezas, como que a levantar fervura. Mas sobretudo o que gostava mesmo era de os tratar por tu: És um merdas.»

 

Eu: «Um dos mais graves problemas que ameaçam corroer o sistema democrático português é a proliferação de actos de corrupção que envolvem titulares de cargos políticos e altos responsáveis de empresas públicas e da banca financeira. Este deve ser um sério motivo de preocupação: a corrupção generalizada pode fazer cair um regime. Qualquer regime, como bem se viu em Itália no início da década de 90.»

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