
Ana Vidal: «Mandela não é só nome de homem, é o grau mais alto da condição humana. Lembrá-lo é lembrar o melhor que há em nós.»
André Couto: «Desculpa, Madiba, o dia 20 de Novembro de 1987, quando o primeiro-ministro do meu País votou contra a resolução de solidariedade com a luta pela libertação da África do Sul. Era Aníbal Cavaco Silva. Nós temos culpa, renovada recentemente, mas queremos acreditar que não somos como ele. Valha-nos que haja alguém como tu, que, por bem mais, não se quis vingar.»
João André: «O futuro irá sem dúvida canonizar Nelson Mandela e será impossível dizer que outros o merecem mais. Mandela será um símbolo, um herói. O pai do seu povo, como lhe chamou Zuma. Será alcandorado a gigante e ganhará uma imagem essencialmente mística, de ser infalível que guiou todo um país para se tornar um povo.»
Sérgio de Almeida Correia: «Mais do que a luta, a prisão, a resistência, a lição que ficará e que marcou a diferença em qualquer latitude foi o modo como exerceu o poder, como soube libertar-se do espartilho do partido e colocar-se acima dele, dos seus grupos e facções, como usou a tolerância e a temperança na construção da unidade nacional, na procura da decência. E até na sua vida privada foi capaz de estabelecer, num país minado pela diferença, pela violência sem sentido e pela corrupção, a fronteira entre o ser e o dever, entre o ser e o parecer. Sem equívocos.»
Teresa Ribeiro: «É no plano ético e moral que se distinguem os grandes homens. E para estes nada do que a perfídia humana inventa constitui um obstáculo intransponível. Pensava nisto enquanto ouvia ontem, na televisão, as formigas que nos governam aqui, na Europa e mais além. Tolhidas por constrangimentos vários e por isso incapazes de fazer do mundo um lugar melhor.»

o dia 20 de Novembro de 1987, quando o primeiro-ministro do meu País votou contra a resolução de solidariedade com a luta pela libertação da África do Sul
Uma das vergonhas do tempo de Cavaco Silva.