
José António Abreu: «É estranho, até um pouco assustador, mas não me lembro de um único pormenor deste dia. Tê-lo-ei passado a dormir? Tê-lo-ei eliminado da memória em resultado de uma experiência traumatizante? Mas, neste caso, que experiência poderia levar-me a uma reacção tão definitiva? Um assassinato? Um sonho húmido com a Ana Gomes? Uma tentativa para ler um livro do José Rodrigues dos Santos?»
Luís Menezes Leitão: «Este Governo começa a parecer-se cada vez mais com o grupo de conselheiros de Júlio César no Obélix et Compagnie. Temos um problema para resolver? Cria-se mais uma comissão para analisar esse problema, a qual depois se dividirá em sub-comissões específicas ou então combina-se um almoço para discutir o assunto.»
Teresa Ribeiro: «O mercado, é bom não esquecer, é feito de gente que regula a oferta e a procura. Não adianta chorar lágrimas de crocodilo quando vemos fechar mais um cinema. Se mesmo lutando à sua maneira contra a crise, integrando uma livraria com exposições temporárias de pintura e um bar onde nos podemos sentar confortavelmente a lanchar, os lisboetas lhe viram as costas, o King terá os dias contados.»
