DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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João Campos: «Se manter um blogue é por vezes complicado, imagine-se um webcomic: dentro da rotina estabelecida, o autor dispõe-se a escrever  e a desenhar uma nova história, por pequena que seja, com as suas personagens. Um desafio certamente mais complicado quando se trata de um webcomic humorístico – mais difícil do que ter piada uma vez é ter piada sempre, de forma constante.»

 

José António Abreu: «Com base neste artigo, o Tribunal Constitucional determinou que os trabalhadores do Estado não podem ver o seu rendimento diminuído sem que tal suceda igualmente aos trabalhadores de entidades privadas. Pergunto: o inverso também se aplica?»

 

Laura Ramos: «Pelo meio da nacional esquizofrenia comentarística e da má-língua suicidária, sabe bem ouvir uma análise consistente e sensata, com os pés na terra. Sobre a atitude de Passos Coelho e o seu sentido de responsabilidade (por muito menos, abalaram Guterres e  Durão Barroso…). Sobre o absoluto vazio e a patética leveza das fileiras críticas.»

 

Leonor Barros: «Numa altura em que deixei de comprar jornais por razões de ordem diversa, cinjo-me neste momento à Papel. Textos de boa qualidade, diversificados, bem-humorados e sem as estopadas de política, crise, crise, política, os mandos do Herr Schäuble e a nudez da Frau Kanzlerin. Recomendo desde já este texto. Sabem os deuses como odeio a citação das pedras e do castelo e como me cubro de pena dos pobres escritores e outros que depois de mortos destaram a fazer citações em português do Brasil ou castelhano. E agora vão lá ler.»

 

Patrícia Reis: «E o miúdo entrou de rompante e perguntou: Podemos ter um primeiro-ministro chamado Tozé? Sem comentários, encolhi os ombros e tive um ataque de riso.»

 

Teresa Ribeiro: «Lembro-me do que o primeiro-ministro da Finlândia, Jyrki Katainen, que lidera uma coligação de seis partidos, da direita à esquerda, disse há dias sobre a governabilidade do seu executivo, em entrevista ao Expresso: “Não temos nenhum compromisso ideológico e o único elo que nos une é o pragmatismo e o sentido de responsabilidade. Todos sabemos que temos de fazer compromissos, por isso definimos os objectivos, discutimos as medidas concretas para os atingir e comprometemo-nos com elas. Não há outra solução”.»

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