
José António Abreu: «Why not leave their private sorrows to people? Is sorrow not, one asks, the only thing in the world people really possess? Vladimir Nabokov, através do professor Timofey Pnin, resmungando contra a psicanálise (um dos seus ódios de estimação) em Pnin, meio século antes da criação das redes sociais.»
José Navarro de Andrade: «Duas Europas em contraste tão exposto que o podemos ver explicado em dois quadros. Uma Europa até hoje pouco alterada desde esta segunda metade do séc. XVIII, no dealbar do Iluminismo e das Revoluções.»
JPT: «Cresci no bairro dos Olivais, em Lisboa. Uma urbanização dos anos 1960s, uma mescla sociológica (“melting pot” a la Portugal de então) a acolher a alvorada da macrocefalia urbana no país, o crescimento da cidade “capital do Império” de então – estatuto bem marcado na toponímia do bairro, os Olivais-Sul com as ruas nomeadas segundo as localidades ultramarinas (eu sou “da Bolama”) e as dos Olivais-Norte dedicadas a evocar os mortos na guerra colonial (a minha irmã viveu na “Alferes Barrilaro Ruas”).»
Patrícia Reis: «A seguir juntaram-se não sei quantos comentadores – não sei se pro bono, mas que importa isso depois do Sócrates ter dito que “tomava a palavra” a convite e sem receber um tostão? – para falar e analisar a entrevista. Portanto, mais uma vez, Sócrates parou o país. Só conheço outra situação similar: um jogo Benfica-Porto ou Benfica-Sporting.»
