
Ana Lima: «Um “blogue a quatro mãos que pretende dar a conhecer as colecções de cerâmica portuguesa e estrangeira dos seus autores, sobretudo Art Déco e Modernista, com incursões à Arte Nova e até à década de 1950” é o que vos proponho esta semana.»
José António Abreu: «No final de Orgulho e Preconceito, depois de aceitar a proposta de casamento de Mr. Darcy, recusada meses antes com base no quão desagradável e orgulhoso ele era, Elizabeth Bennet diz que, em tais casos, ter boa memória é imperdoável. Certíssimo. Todavia, não é apenas antes do casamento que ter boa memória é imperdoável; é-o muito especialmente depois. Aliás, ter boa memória é quase sempre imperdoável.»
Luís Menezes Leitão: «Parece que o ministro da Economia e das Finanças francês vai insistir na tributação de 75% sobre os mais ricos, mesmo depois de o Conseil Constitutionnel a ter declarado inconstitucional e de Dépardieu já estar alegremente nos braços de Putin, já tendo sido até convidado para Ministro da Cultura de uma república russa chamada Mordóvia. Há uma explicação muito clara para esta teimosia do ministro da Economia e Finanças Francês. O homem chama-se Pierre Moscovici. Este nome Moscovici não vos diz nada?»
Eu: «Godinho Lopes reclama para si próprio algo que não concede a mais ninguém no clube: tempo e paciência. Na grelha de Alvalade foram triturados quatro treinadores desde Fevereiro de 2012. Avança agora Jesualdo Ferreira. O quinto em menos de 11 meses. Depois de Domingos Paciência (“espero que fique o tempo suficiente para atingir o sucesso no Sporting”), Sá Pinto (“trouxe outro ânimo à equipa”), Oceano Cruz (“faz parte do presente e do futuro”) e do macambúzio belga que parte como chegou: de rosto carrancudo.»
